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Podcast Bengalas explica como a musicoterapia pode ajudar no cuidado com idosos

Podcast Bengalas explica como a musicoterapia pode ajudar no cuidado com idosos
Foto: Divulgação
Muitas pessoas buscam os mais diversos especialistas na área de saúde quando atingem uma idade mais avançada. Mas a arte também pode ser um instrumento poderoso tanto para idosos quanto para ajudar aqueles que cuidam de pais e avós que já estão na "melhor idade". Para tratar sobre o assunto, o novo episódio do Podcast Bengalas, que vai ao ar às 15h desta terça-feira (30), convidou o musicoterapeuta Oswaldo Marques.

Podcast Bengalas: O sistema familiar dos pais idosos e a visão da Constelação Familiar

Podcast Bengalas: O sistema familiar dos pais idosos e a visão da Constelação Familiar
Manter uma relação familiar saudável é um desafio em qualquer idade, mas quando envolve o cuidado com os idosos se torna ainda mais complexo. Além das demanas diárias de trabalho dos envolvidos, há sempre um debate sobre responsabilidades, cobranças e até o suporte financeiro. Para tratar sobre o assunto, o novo episódio do Podcast Bengalas, que vai ao ar às 15h desta terça-feira (5), convidou especialistas em Constelação Familiar. Assista abaixo:

Podcast Bengalas debate como medicina, fisioterapia e psicologia ajudam filhos que têm pais idosos; assista

Podcast Bengalas debate como medicina, fisioterapia e psicologia ajudam filhos que têm pais idosos; assista
Foto: Divulgação
Ter que organizar a rotina entre trabalho, filhos, casa e relacionamentos é cada vez um desafio maior. E as dificuldades só aumentam quando, além de lidar com os próprios dilemas, nesta equação entra a necessidade de cuidar de pais idosos. O Podcast Bengalas surge exatamente como uma forma de debater os problemas que aparecem, discutir soluções e compartilhar dicas e vivências. Apresentado pela consultora em planejamento e desenvolvimento humano, Marta Castro, o projeto teve 7 episódios neste ano, indo ao ar às 15h toda terça-feira.

Últimas notícias

Homem tem surto psicótico e atira em enfermeira no Hospital do Servidor de SP
Foto: Reprodução/Google Earth

Um policial civil aposentado, supostamente em meio a um surto psicótico, atirou contra uma enfermeira durante atendimento no Hospital do Servidor Público Estadual, zona sul de São Paulo, na madruga deste sábado (24). A mulher foi atingida no pé e foi atendida no próprio local. A instituição segue em funcionamento.
 

De acordo com a Secretaria da Segurança, policiais militares foram acionados para atendimento de uma ocorrência envolvendo disparo de arma de fogo no hospital, que fica na rua Pedro de Toledo, em Moema.
 

De acordo com pasta, os funcionários do hospital informaram que um policial civil aposentado, de 70 anos, que não teve o nome divulgado, havia efetuado os disparos durante atendimento, por motivos a serem esclarecidos. Um tiro feriu a enfermeira de 49 anos.
 

Por meio de nota, o Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo) informou que o paciente estava internado após cirurgia e, em aparente surto psicótico, sacou uma arma de uma mochila.
 

"Ele foi rapidamente contido por dois enfermeiros, mas houve um disparo que feriu uma enfermeira em um dos pés. Ela foi atendida imediatamente, passa bem e foi liberada. A polícia foi acionada para investigar o caso, e o autor do disparo permanece internado", diz trecho da nota.
 

Os outros funcionários que estavam no local conseguiram desarmar o homem. O aposentado carregava uma pistola 380 e um revólver .38. As armas foram apreendidas e encaminhadas para perícia. O caso está sendo registrado pelo 27º DP (Campo Belo).

OMS diz que dengue deve atingir pico e alerta que conter alta de casos é desafio
Foto: Fiocruz/Divulgação

O infectologista Kleber Luz, consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a elaboração de diretrizes estratégicas para prevenção e controle das arboviroses, alertou que o Brasil deve registrar em 2024 recordes históricos de casos e de mortes por dengue e salientou que conter a alta casos no país será um desafio.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil pode chegar a 4,2 milhões de casos de dengue em 2024, quase o triplo do que foi registrado ano passado, cerca de 1,6 milhão. 

 

Até 22 de fevereiro, o Brasil contava com mais de 740 mil casos prováveis de dengue, um aumento de quase 350% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ministério da Saúde envia segunda remessa de vacinas contra dengue a sete estados
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério da Saúde distribuiu a segunda remessa da vacina contra a dengue na última semana a sete estados. A primeira entrega ocorreu há cerca de dez dias e foi direcionada aos dez unidades da federação onde há maior incidência da dengue e predomínio do sorotipo 2.
 

O mesmo critério de prioridade foi aplicado na distribuição do segundo lote, de acordo com a pasta. Não foram informadas as unidades da federação escolhidas e nem a quantidade de doses fornecidas.
 

A distribuição dos lotes, que começou em fevereiro, está prevista para ser feita até novembro. Nesse período, a prioridade será a vacinação de crianças e adolescentes de 12 a 14 anos.
 

O estado de São Paulo anunciou no último dia 12 o recebimento de 79,4 mil doses do imunizante, que foram direcionadas a crianças de 10 e 11 anos nos 11 municípios do Alto Tietê, segundo determinação do governo federal.
 

Os municípios Áruja, Biritiba-Mirim, Guararema, Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Santa Isabel, Suzano, Poá e Salesópolis já iniciaram a campanha de vacinação na última semana.
 

Crianças que tiveram a doença nos últimos seis meses ou apresentaram doença febril aguda nas últimas 24h não são elegíveis para receber a vacina. Imunodeprimidas que tenham HIV sem tratamento, que passam por quimioterapia e/ou usam medicamentos imunobiológicos também não podem se vacinar.
 

Meninas de 11 anos que já tiveram a primeira menstruação precisam informar a data do último fluxo.
 

O Ministério da Saúde comprou 5,2 milhões de doses da vacina contra a dengue e pretende imunizar em 2024 cerca de 3,2 milhões de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Morte por suspeita de dengue grave é investigada no interior da Bahia
Foto: Ascom

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde - Núcleo Regional de Saúde Norte (CIEVS) está acompanhando um caso suspeito de dengue grave, que resultou em óbito. O paciente, morador de Juazeiro, na Bahia, apresentava sintomas de febre por aproximadamente uma semana. 

 

Segundo informações do RedeGN, parceiro do Bahia Notícias, o paciente foi atendido em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na noite de 23 de fevereiro de 2024 e posteriormente transferido para o Hospital Regional de Juazeiro.

 

A equipe médica do Hospital Regional tomou medidas para investigar o caso, coletando amostras para exame laboratorial. As amostras serão encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN). 

Vacinação contra a dengue e covid-19 é ofertada no Salvador Boa Praça neste fim de semana
Foto: Lucas Moura/Secom PMS

Visando o fortalecimento da imunização na capital baiana, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador, em parceria com o Projeto Salvador Boa Praça, disponibilizará vacinação contra dengue e covid-19 neste fim de semana. A ação ocorrerá na Praça Ana Lúcia Magalhães, no bairro da Pituba, das 10h às 16h do sábado; e das 9h às 16h, no domingo.

 

A vacina contra dengue será ofertada para o público-alvo formado por pré-adolescentes de 10 e 11 anos; e contra a covid, para adultos e crianças, seguindo as normativas do Ministério da Saúde.

 

“Esta parceria facilita o acesso a todos que não podem comparecer em uma unidade de saúde durante a semana para se imunizar, devido às ocupações da rotina semanal. A população pode aproveitar o passeio com a família, se divertir com as atrações do evento e garantir a sua vacinação no mesmo local.  É um cuidado ampliado em prol da saúde para todos. Vacina salva vidas e nossa função é facilitar este acesso para os soteropolitanos”, destaca a vice-prefeita e secretária da Saúde , Ana Paula Matos.

 

Para receber a dose, deve ser apresentado documento de identificação com foto, cartão SUS de Salvador e caderneta de vacinação. Com relação à vacina contra a dengue, a aplicação será feita somente para residentes em Salvador, na presença dos pais ou responsáveis legais, garantindo um acompanhamento adequado e a segurança das crianças e adolescentes.

Rodoviária de Salvador recebe ação de conscientização contra Aedes aegypti
Foto: Lucas Moura/Secom PMS

A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), está intensificando esforços para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika vírus, febre amarela e chikungunya. Nesta sexta-feira (23), uma equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizou uma ação especial de conscientização na Rodoviária, alertando a população sobre medidas de prevenção para evitar a proliferação do inseto.

 

Na ocasião, o público recebeu panfletos e pôde conferir jogos para crianças, além da presença de um personagem fantasiado de mosquito. O chefe do Setor de Educação e Mobilização do CCZ, Péricles Pires, enfatizou a importância da ação educativa e de mobilização social para fortalecer a prevenção e controle do Aedes aegypti, chamando a atenção para que todos estejam cientes das próprias responsabilidades no combate a esse vetor.

 

"Aqui a gente utiliza diferentes recursos didáticos para que a população possa entender qual o ciclo do vetor, como ele se desenvolve e quais são as medidas de prevenção. A ideia é explicar que, cumprindo as medidas, a gente consegue manter o controle e evitar doenças", explicou. Entre as orientações estão evitar água parada, cobrir tanques, eliminar águas de cacos de plantas, virar garrafas e reforçar o uso de repelentes.

 

A empregada doméstica Edna Conceição Cruz, de 69 anos, não economizou elogios à campanha. "Achei maravilhosa essa ação. Já sofri muito por causa desse mosquito. Eu alertava as pessoas e ninguém fazia questão de prevenir. Há dois anos que ainda sofro com dores nas juntas. Hoje em dia, graças a Deus, as pessoas estão tendo mais consciência e esse projeto leva a informação até para as pessoas que moram distante", contou.

 

Além da Rodoviária, as ações de conscientização têm sido realizadas em outros locais de grande circulação e/ou presença de pessoas, como praças, unidades de saúde e escolas. "Também contamos com a parceria de outras secretarias da Prefeitura para fortalecer ainda mais esse trabalho", finalizou Pires.

Morre ortopedista Rubens Chastinet Pitangueira

Por Redação

Morre ortopedista Rubens Chastinet Pitangueira
Foto: Divulgação

O médico Rubens Chastinet Pitangueira morreu nesta sexta-feira (23). Ele era ortopedista e sócio da Somed Day Hospital, unidade especializada em atendimento ortopédico. 


O enterro será nesta sexta, às 17h30, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. 

 

7 a cada 10 municípios do país não atingem meta de controle de diabetes e hipertensão

Por Cláudia Collucci | Folhapress

7 a cada 10 municípios do país não atingem meta de controle de diabetes e hipertensão
Imagem ilustrativa | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sete em cada dez municípios brasileiros terminaram 2023 sem atingir o mínimo de controle de seus diabéticos e hipertensos, que é dosar a hemoglobina glicada uma vez por ano e aferir a pressão arterial a cada seis meses de 50% dos pacientes com essas condições.
 

Dados do último quadrimestre de 2023 do Previne Brasil, programa federal que vincula parte dos recursos da atenção primária ao cumprimento de metas assistenciais, mostram que essas doenças são hoje as com piores desempenho de uma lista de sete indicadores.
 

Além delas, fazem parte dessa relação a oferta de seis consultas de pré-natal para 60% das gestantes, de atendimento odontológico e testes de HIV e sífilis, além de exame preventivo do câncer uterino para 40% das mulheres entre 25 a 64 anos, e cobertura vacinal (poliomielite e pentavalente) para 95% das crianças.
 

Criado no primeiro ano da gestão de Jair Bolsonaro (PL), os indicadores começaram a ser mensurados em 2020, mas, devido à pandemia de Covid-19, só em 2022 municípios que descumprem as metas passaram a sofrer descontos de verbas federais da saúde.
 

Análise da plataforma ImpulsoGov, organização sem fins lucrativos que atua fomentando uso de dados e tecnologia na gestão pública, mostra que houve melhora no último ano, mas a maioria dos municípios ainda patina no cumprimento das metas.
 

No primeiro quadrimestre de 2022, a taxa de municípios que não tinham o controle mínimo dos seus diabéticos e hipertensos era de 97% e 95%, respectivamente. No fim daquele ano, passou para 83% e 84%, e, em 2023, fechou em 74,8% e 72,8%.
 

O cenário é atribuído a múltiplos fatores. Desde a alta dessas doenças crônicas causada pelo envelhecimento populacional, aliada à falta de profissionais na atenção primária, até problemas de metodologia do sistema de informação do Ministério da Saúde.
 

Segundo Juliana Ramalho, gerente de projetos da ImpulsoGov, o primeiro entrave no cumprimento das metas é o grande número de diabéticos e hipertensos. "As doenças crônicas crescem a cada ano no país, e a população a ser acompanhada aumenta também."
 

Dados do Observatório da Atenção Primária mostram, por exemplo, que a prevalência de diabetes entre a população adulta do município de São Paulo passou de 8,5% para 12,1% entre 2020 e 2023. São 1.083.135 diagnosticadas com a doença.
 

Ao mesmo tempo, muitas equipes de atenção primária à saúde estão desfalcadas, o que traz impactos negativos para assistência e para o registro de dados nos sistemas de informação.
 

"Se eu não tenho médico e enfermeiro na equipe, eu já perco [pontos] porque essas condições crônicas têm critérios [do Previne Brasil] que só esses profissionais podem preencher."
 

Ela afirma que o não cumprimento de metas municípios também está ligado a problemas processuais. "Talvez essa população esteja sendo acompanhada, mas o sistema de informação não está sendo alimentado [com os dados da assistência prestada] como deveria".
 

Por exemplo, se chega uma pessoa com hipertensão na unidade de saúde, a prioridade do profissional será aferir a pressão arterial, e não necessariamente preencher o sistema de informações com dados, nos campos exatos que o Ministério da Saúde pede.
 

Para Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde), os dados do Previne Brasil não condizem com a realidade.
 

"Para hipertensão é uma consulta médica e uma aferição a cada seis meses. A gente não faz? A gente faz muito e todo dia, mas o sistema do ministério é frágil para isso, a gente está discutindo para reformular a metodologia de cálculo."
 

Uma das questões é que, para o cálculo de metas do programa, é considerada toda a população brasileira sem descontar os 25% que têm plano de saúde e, provavelmente, não usam o SUS para acompanhamento de condições crônicas.
 

"Esses 50 milhões [de usuários de planos] usam o SUS para urgência e emergência, alta complexidade, para tomar vacinas, mas não usam diretamente a unidade básica de saúde."
 

Junqueira afirma, contudo, que o controle dessa alta carga de doenças crônicas também enfrenta obstáculos assistenciais provocados pela rotatividade muito grande nas equipes de saúde e da presença de médicos recém-formados na UBSs. "Tudo isso impacta na atenção básica lá na ponta."
 

Segundo ele, a atual equipe do Ministério da Saúde, especialmente a Secretaria de Informação e Saúde Digital, está trabalhando para que os dados alimentados na unidade de saúde se transformem em informações e cheguem às equipes em tempo real.
 

"Não dá para gente esperar um ano, para o ministério processar as bases de dados e um ano depois falar: ‘em janeiro do ano passado, você deixou de fazer isso aqui. Tenho que ter essa informação real na mão para conseguir mapear e atuar rapidamente."
 

Procurado, o Ministério da Saúde informou que está em discussão uma nova proposta de financiamento da atenção primária, que envolve, inclusive, mudanças no programa Previne Brasil, mas que não poderia adiantar nada neste momento.
 

A Folha apurou que a proposta prevê, entre outras coisas, aumento das equipes de saúde da família, mudança da metodologia dos repasses de recursos aos municípios e inclusão de 15 novos indicadores do Previne Brasil, entre eles controle das arboviroses e satisfação do usuário do SUS.
 

A mudança tem esbarrado na falta de verbas orçamentárias por parte do ministério e na resistência de cerca de 530 municípios que perderiam recursos, em torno de R$ 200 milhões, com a nova metodologia de cálculo.
 

Até o momento, está acertado que os municípios terão um ano para se adaptar às novas regras e que os novos indicadores do Previne Brasil só passarão a valer quando o sistema de informação do ministério tiver condições de fornecer dados aos municípios em tempo real.

Governo Lula reconhece falhas na saúde indígena em plano enviado ao STF

Por Ranier Bragon | Folhapress

Governo Lula reconhece falhas na saúde indígena em plano enviado ao STF
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal), o governo Lula (PT) apresentou um plano de ação para redução da mortalidade nas terras indígenas em que lista o que chama de fragilidades e ameaças internas enfrentadas pela gestão.
 

São 123 páginas em que a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde cita uma série de falhas no sistema. O documento joga luz sobre as possíveis razões da continuidade das mortes na Terra Indígena Yanomami, mesmo após um ano de operações de emergência em saúde na região.
 

O território registrou 363 mortes de indígenas yanomamis em 2023, primeiro ano do governo Lula, o que supera os números oficiais de 2022 (343 mortes), embora a gestão argumente que houve elevada subnotificação no último ano do governo Jair Bolsonaro (PL).
 

Falta de pessoal qualificado, corte de verbas, equipamentos obsoletos ou insuficientes, alta rotatividade de gestores e de projetos e dificuldades logísticas são alguns dos problemas apontados pela secretaria.
 

O plano de ação foi entregue ao STF no dia 9. O sigilo foi retirado pelo ministro Luís Roberto Barroso na última terça-feira (20).
 

O documento é uma exigência do próprio ministro, que determinou ao governo em novembro de 2023 a entrega, em 90 dias, do documento --que deveria trazer uma estratégia para aperfeiçoamento do sistema. Barroso relata no STF ação movida em 2020 pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e seis partidos da então oposição a Bolsonaro, que o acusavam de omissão na proteção de indígenas durante a pandemia da Covid-19.
 

Na meta específica de reduzir de mortalidade infantil por causas evitáveis, por exemplo, a Secretaria de Saúde Indígena lista a precariedade de dados, alta rotatividade de profissionais e descontinuidade de ações, dificuldades logísticas de acesso as áreas, cortes orçamentários, inadequação de Unidades Básicas de Saúde e falta de água potável para o consumo humano.
 

O documento detalha também o material básico necessário para auxílio ao enfrentamento dos problemas, como computadores de alta performance com softwares para auxílio do monitoramento das informações de imunização e vigilância das doenças imunopreveníveis, impressoras, webcams, fones e microfones.
 

Por ora, porém, o que estaria disponível seriam "notas técnicas, informes, manuais e computadores" ultrapassados.
 

Barroso também determinou no último dia 30 que a Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público Militar, o Ministério da Justiça e Polícia Federal apurem se houve participação de integrantes da gestão Bolsonaro na prática dos crimes de genocídio, desobediência e quebra de segredo de Justiça em relação ao garimpo ilegal e as terras indígenas.
 

O ministro do STF afirmou haver suspeita de ação ou omissão de autoridades federais que teriam agravado "o quadro de absoluta insegurança dos povos indígenas" em relação ao garimpo ilegal.
 

Ele citou como exemplo a publicação pelo ministro Anderson Torres (Justiça) de ato que teria alertado garimpeiros de uma ação sigilosa que ocorreria contra na Terra Indígena Yanomami.
 

Após assumir o governo, Lula classificou o combate ao garimpo ilegal e o cuidado com os yanomami como prioridade de seu governo. A continuidade das mortes, porém, mostra que a emergência em saúde pública declarada por seu governo em 20 de janeiro de 2023 não foi capaz de resolver o problema até agora.
 

Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (22), a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, reconheceu o problema.
 

“Entendemos que um ano não foi suficiente para gente resolver todas as situações instaladas ali, com a presença do garimpo, com a presença de quase 30 mil garimpeiros convivendo diretamente no território, aliciando e violentando os indígenas impedindo que as equipes de saúde chegassem ali", disse a ministra, em entrevista coletiva.
 

Segundo ela, o governo agora conhece os dados reais da situação, tem maior capacidade de atuação e uma série de ações importantes foram realizadas, como a reabertura de 6 dos 7 polos-base fechados durante o governo anterior.
 

"Agora a gente sai desse estado de ações emergenciais e passamos ao estado de ações permanentes a partir da instalação da Casa de governo em Boa Vista", afirmou ela, referindo-se a uma estrutura que reunirá, dentro do território, a presença de 13 ministérios.
 

A ação foi anunciada por Lula em janeiro, junto com a instalação de três bases de vigilância no território, com forças de segurança como PF (Polícia Federal) e Forças Armadas. Os gastos previstos são de R$ 1,2 bilhão.
 

Na ocasião, Lula reuniu vários ministros para dizer que o assunto deveria ser tratado como "questão de estado". Ele prometeu ainda usar toda a máquina pública para expulsar invasores, afirmando que não é possível "perder guerra" contra garimpo ilegal.
 

Os yanomamis vivem uma crise humanitária em razão da invasão de garimpeiros em seu território. Até 2022, auge da invasão, eram 20 mil garimpeiros, estimulados pela gestão Bolsonaro.
 

A quantidade de áreas invadidas diminuiu no primeiro semestre de 2023, assim como a quantidade de garimpeiros em ação no território.
 

A partir de setembro, ações de fiscalização foram abandonadas, e as Forças Armadas se ausentaram das atribuições de repressão ao garimpo. Houve um novo avanço da exploração ilegal de ouro, ainda que em escala menor, com reflexo direto na saúde dos indígenas.
 

A desnutrição persiste em comunidades das regiões de Auaris e Surucucu. Os surtos de malária são frequentes. Em comunidades como Kayanaú, onde o posto de saúde seguia fechado em meados de janeiro, o garimpo se intensificou e tornou impossível a ação de profissionais de saúde, que desconheciam o destino e as condições de saúde de mais de 300 yanomamis que viviam em cinco aldeias da região.
 

A gestão Lula anunciou em janeiro que iria promover um "casa de governo" permanente em Roraima para tratar das ações na terra yanomami e a instalação de três bases de vigilância no território, com forças de segurança como PF (Polícia Federal) e Forças Armadas. Os gastos previstos são de R$ 1,2 bilhão.

Salvador e PNUD firmam parceria para melhoria dos serviços prestados aos usuários do SUS
Foto: Comunicação/PNUD

A Prefeitura de Salvador e o Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD) assinaram um termo de cooperação para fortalecimento do sistema de saúde da capital baiana. O compromisso foi firmado na quarta-feira (21), na Casa ONU Brasil, em Brasília (DF).

 

Com prazo de quatro anos, a iniciativa vai beneficiar a população usuária do SUS, através do mapeamento do cuidado em saúde, melhoria dos serviços especializados e da gestão de recursos, dentre outras ações. Para isso, serão estabelecidas estratégias focadas na melhor gestão dos serviços especializados, por meio da identificação de experiências de outros municípios em regulação de serviços de média e alta complexidade; bem como desenvolvidos protocolos clínicos e operacionais para a organização desses serviços e seu monitoramento. Já para uma melhor gestão orçamentária, será implementado um Núcleo de Economia da Saúde. 

 

Na ocasião, a vice-prefeita e titular da SMS, Ana Paula Matos, destacou que oferecer uma assistência humanizada e cada vez mais qualificada é uma missão permanente da SMS. “Este é mais um passo nessa direção, uma vez que a parceria permitirá entender melhor a situação da saúde no território e construir uma gestão baseada em evidências, com administração adequada, resolutiva e eficaz. Isso envolve planejamento e execução de estratégias de diferentes setores, inclusive orçamentário. Nosso foco é fortalecer Salvador como a capital da Saúde, com eficiência em gestão, economia e aplicabilidade”.

 

A gestora elencou os pontos de qualificação e trabalho a serem melhorados a partir da experiência de parceria com o PNUD. “Na sustentabilidade e resiliência do sistema local de saúde, por exemplo; no avanço da gestão orçamentária e financeira; bem como pela qualificação do acesso aos serviços básicos e especializados; maior foco nas iniciativas de promoção dos direitos humanos, além de possibilitar ferramentas para o progresso da igualdade de gênero e a autonomia das mulheres que necessitam dos serviços de saúde”, citou.

 

Durante a assinatura, o representante-residente do PNUD no Brasil, Claudio Providas, falou sobre as atividades da organização. “Trabalhamos com muitos parceiros no nível local e 18 ministérios no âmbito federal. Mas é no nível local onde temos resultados concretos, é nas cidades em que a distância com os nossos clientes, a população brasileira, se encurta”, destacou.

 

Também estiveram presentes na cerimônia de assinatura a assessora de articulação institucional, Zaida Melo; o assessor técnico da pasta, Felipe Fagundes; o representante-residente do organismo internacional PNUD, Claudio Providas; o representante do escritório de projetos do PNUD em Salvador Leonel Leal Neto; e a representante da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, Alda Alves.

Artigos

Atividade física e longevidade

Atividade física e longevidade
Foto: Divulgação
Após os 60 anos, apresentamos uma maior tendência à perda de massa muscular, além de uma modificação dos músculos, incluindo: redução de produção de energia muscular, menos resposta a lesões, mais fibras musculares lentas no lugar das rápidas e mais infiltração de gordura no músculo, prejudicando a performance muscular. Essas alterações fazem parte do envelhecimento, porém podem ser minimizadas com a atividade física regular. 

Entrevistas

Especialista explica sobre benefícios dos cuidados paliativos em tratamento de pacientes com doenças graves

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Fotos: Igor Barreto / Bahia Notícias
A importância dos cuidados paliativos em casos de pacientes com doenças graves tem crescido nos últimos anos no Brasil. O tema ganhou mais proporção, após o jogador Pelé ser diagnosticado com metástases no intestino, no fígado e no pulmão, mas não responder ao tratamento quimioterápico e passar pelos cuidados paliativos.