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VÍDEO: Pacientes denunciam demora de 6 meses para iniciar tratamento de hemodiálise ambulatorial em Salvador

Por Redação

VÍDEO: Pacientes denunciam demora de 6 meses para iniciar tratamento de hemodiálise ambulatorial em Salvador
Foto: Fernando Vivas/GOVBA

Um grupo de pacientes renais do Hospital Geral Ernesto Simões Filho (HGESF) denunciou a demora para iniciar o tratamento de hemodiálise, na rede estadual de saúde do estado. Em um vídeo enviado ao Bahia Notícias os internos alegaram que estão na unidade de saúde há mais de seis meses, esperando no hospital para ser transferido a um equipamento hospitalar especializado na área de diálise ambulatorial. 

 

“Estou há mais de seis meses, não só eu como outros pacientes. Qual a posição da secretaria?”, questiona uma paciente no hospital. 

 

O grupo informou ainda que uma nota da Sesab informou sobre a continuidade da assistência aos enfermos. No entanto, conforme o grupo, a reivindicação é relacionada à necessidade de começar o tratamento de hemodiálise e não de assistência no hospital.

 

A paciente explicou que a transferência para uma clínica do tipo, ocorre para que não haja contaminação de bactérias e infecções aos enfermos acometidos com insuficiência renal crônica que não precisam de internação hospitalar, mas necessitam de filtragem de sangue regular 

 

“Não estamos reivindicando assistência, mas estamos precisando de uma vaga para uma clínica de hemodiálise. Estamos bem assistidos, mas queremos uma vaga pois aqui estamos propícios a adquirir bactérias e infecções generalizadas. Estamos de alta médica, só precisamos de uma clínica para hemodiálise”, disse uma das integrantes. 

 

PROBLEMA  ANTIGO
O problema não é novo na rede de saúde baiana. Em junho de 2025, uma reportagem do BN mostrou a existência de questões relacionadas ao tratamento de hemodiálise ambulatorial no estado. Na ocasião, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou que iria realizar medidas emergenciais para mitigar a problemática

 

Entre as medidas citadas pela secretaria estavam a ampliação de turnos extras nas unidades conveniadas, o estímulo à diálise peritoneal domiciliar e a transferência de pacientes para regiões com maior disponibilidade de vagas. 

 

Já em nota enviada ao site nesta terça-feira (14), o órgão esclareceu que que o problema enfrentado hoje por pacientes renais em Salvador não decorre de falta de assistência hospitalar, mas da “insuficiência da oferta de serviços ambulatoriais de hemodiálise na capital.”

 

A Sesab comunicou que esses pacientes ainda não estão em tratamento, mas permanecem internados “porque a Prefeitura de Salvador não oferta serviços ambulatoriais em quantidade compatível com a necessidade existente”; 

 

“Com cerca de 10 mil pacientes em terapia renal substitutiva em todo o estado, a rede opera no limite da sua capacidade, especialmente em Salvador. Para mitigar essa pressão, a Sesab ampliou a oferta de hemodiálise em unidades estaduais, como o Hospital Geral Roberto Santos, o Hospital Ana Nery e o Hospital Alayde Costa e estimular a diálise peritoneal domiciliar”, argumentou a secretaria. 

 

O órgão ainda disse que a “ampliação estrutural da rede de hemodiálise depende de atuação mais efetiva dos municípios. Por se tratar de procedimento de média complexidade, cabe às prefeituras a habilitação de novos serviços”.