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Conselho Regional de Fisioterapia abre PAD para investigar procedimentos fisioterapêuticos que levaram fotógrafa à UTI em Salvador

Por Redação

Conselho Regional de Fisioterapia abre PAD para investigar procedimentos fisioterapêuticos que levaram fotógrafa à UTI em Salvador
Foto: Reprodução / Instituto Valeria Vaz

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 7ª Região (CREFITO) abriu um procedimento administrativo para investigar o caso relatado por uma fotógrafa soteropolitana que foi internada na UTI após fazer procedimentos fisioterapêuticos em uma clínica na capital baiana. Segundo a denúncia, a fotógrafa teria realizado uma liberação miofacial e um dry needling (agulhamento a seco) antes de ser diagnosticada com pneumotórax. 

 

A denunciante relatou que já costumava fazer por conta de dores recorrentes no trapézio e no pescoço, no entanto, passou a apresentar reações adversas na última consulta. Exames de imagem no atendimento de emergência indicaram o diagnóstico de pneumotórax, condição caracterizada pelo acúmulo de ar na cavidade torácica, que pode comprometer a respiração. A paciente ficou internada por 4 dias, sendo dois deles na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). 

 

Em resposta à repercussão do caso, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 7ª Região (CREFITO) afirmou, por meio de nota, que embora as técnicas realizadas pela fotógrafa sejam amplamente utilizadas e consideradas seguras, “qualquer procedimento terapêutico, mesmo minimamente invasivo, exige conhecimento técnico, formação adequada e cumprimento rigoroso das normas de segurança e biossegurança”. 

 

O procedimento administrativo instaurado deve apurar a regularidade do estabelecimento, a habilitação do profissional envolvido e as circunstâncias da ocorrência. O presidente do CREFITO-7, Dr. Rodrigo Medina, destaca que o foco da apuração está na conduta profissional: 

 

“É fundamental compreender que o ponto central não é a técnica em si, mas se o procedimento foi realizado por um profissional devidamente habilitado e com a capacitação necessária. Qualquer intervenção exige preparo técnico e responsabilidade. O que precisamos verificar é se houve negligência, imprudência ou imperícia na execução”, aponta. 

 

Ele explica, no entanto, que casos como o relatado são considerados raros na literatura científica: “São técnicas consolidadas e, quando bem indicadas e corretamente executadas, apresentam baixo risco. No entanto, intercorrências podem ocorrer, especialmente se não houver o domínio técnico adequado ou o respeito às particularidades anatômicas de cada paciente.”

 

Ainda em nota, a entidade destacou que “o CREFITO-7 reafirma seu compromisso com a segurança da população e com a qualidade da assistência prestada por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, adotando todas as medidas cabíveis para elucidar os fatos."