Fotógrafa vai parar na UTI após fazer liberação miofacial em clínica de Salvador
Por Redação
A fotógrafa soteropolitana Luana Omena passou por momentos de tensão após realizar procedimentos fisioterapêuticos em uma clínica de Salvador e acabar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com diagnóstico de pneumotórax.
O caso foi relatado pela própria profissional nas redes sociais na última terça-feira (31). Segundo Luana, ela se submeteu a duas técnicas no local: liberação miofascial e dry needling (agulhamento a seco), práticas que já costumava fazer por conta de dores recorrentes no trapézio e no pescoço.
Após o atendimento, ela começou a sentir um desconforto ainda no trajeto de volta para casa. As dores se intensificaram ao longo do dia, irradiando da região abaixo do seio esquerdo até a escápula, acompanhadas de dificuldade para respirar.
Mesmo com os sintomas, Luana ainda chegou a trabalhar fotografando um casamento, mas passou a tossir durante o evento. Ao entrar em contato com a clínica, foi orientada a procurar atendimento de emergência.
No hospital, exames iniciais não indicaram alterações. No entanto, após a realização de exames de imagem, como raio-X e angiotomografia, foi identificado um pneumotórax — condição caracterizada pelo acúmulo de ar na cavidade torácica, que pode comprometer a respiração.
O diagnóstico foi posteriormente classificado como traumático, após os médicos levarem em conta o procedimento com agulhas realizado anteriormente. Luana ficou internada por quatro dias, sendo dois na UTI.
A liberação miofascial é uma técnica manual utilizada para aliviar tensões musculares e melhorar a mobilidade. Já o dry needling é um procedimento invasivo que utiliza agulhas finas para tratar pontos de dor muscular, exigindo precisão e cuidado na aplicação.
