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Vilas-Boas critica exigências da Anvisa para aprovação de vacina: 'Inaceitável'
Foto: Divulgação/ Sesab

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, se juntou a especialistas que criticam as exigências impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a aprovação de vacinas contra a Covid-19 em caráter emergencial. Para ele, a postura da Anvisa é “inconcebível e inaceitável pela sociedade à qual serve”, pois a "cada dia que passa sem vacina mais pessoas morrem".

 

A mensagem foi compartilhada no Twitter, no início da manhã desta quarta-feira (30). É uma reação à notícia publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, na terça (29), informando que a farmacêutica Pfizer não pretende ingressar com pedido para uso emergencial de sua vacina no Brasil. A empresa, que desenvolve um imunizante já em uso em diversos países com a farmacêutica alemã BioNTech, disse que a solicitação da Anvisa para analisar dados específicos sobre o estudo feito em mais de três mil voluntários brasileiros "demanda tempo e avaliações estatísticas específicas". "Outras agências regulatórias que possuem o processo de uso emergencial analisam os dados dos estudos em sua totalidade, sem pedir um recorte para avaliação de populações específicas", justificou a Pfizer em nota (saiba mais aqui).

 

Na avaliação de Vilas-Boas, exigir ensaios clínicos, "pedir BPF e visitar o chão da fábrica da Pfizer americana" são atitudes exageradas. "Minha crítica não possui qualquer conotação política. É pura indignação. Sou e sempre fui defensor da Anvisa e da sua blindagem. Mas o que estamos a viver é uma desconexão total da agência com a realidade do mundo aqui fora", criticou o secretário.

 

 Na segunda (28), a Anvisa até concedeu à Pfizer o certificado de boas práticas de fabricação (veja aqui). Após a repercussão do informe da empresa americana, a agência já alterou dois requisitos exigidos para os laboratórios obterem a aprovação. Uma mudança foi no trecho que exigia das empresas a apresentação de "informações sobre a quantidade de produto acabado disponível e cronograma de disponibilização ao país". Agora, o órgão pede "informações sobre a previsão da quantidade de produto acabado disponível para importação e/ ou disponibilização", sem a cobrança de um cronograma (saiba mais aqui).

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