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Salvador terá inquérito sorológico para analisar real evolução da Covid-19 na população
Iniciativa será coordenada pela SMS | Foto: Reprodução/ TV Bahia

A cidade de Salvador fará um inquérito sorológico para analisar o grau de infecção pela Covid-19 na população e também como está a imunidade de pessoas diagnosticadas com a doença na capital baiana. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (25) pelo prefeito ACM Neto, em coletiva virtual. “O inquérito epidemiológico nos permite ter uma ideia do alcance da Covid-19 em Salvador. Para ter essa ideia mais clara, nós precisamos desse instrumento importantíssimo”, explicou Neto sobre a iniciativa. Além do inquérito, o prefeito divulgou também que 24 unidades de saúde em Salvador começarão a fazer testes para Covid-19. Para conferir a lista completa, clique aqui.

 

Ao explicar a dinâmica dos inquéritos sorológicos, Neto ponderou que as estatísticas sobre a doença disponíveis atualmente não trazem a real magnitude dela na capital baiana. “Hoje temos números que demonstram a quantidade de casos positivos, internamentos hospitalares, óbitos, mas sabemos que há pessoas que sequer sabiam que estavam com a doença. Com as análises que serão feitas teremos a noção mais próxima da realidade do alcance da pandemia em Salvador”, disse. 

 

Com previsão de início na primeira quinzena de outubro, serão quatro inquéritos sorológicos, com intervalo de 30 dias entre eles. Em cada um, 3 mil pessoas serão testadas. Apenas um familiar será testado em cada residência, com exceção do primeiro inquérito. Nessa fase, se o indivíduo apresentar resultado positivo, toda a família da casa será testada. O intuito é estudar a dinâmica de transmissão domiciliar. 

 

Em cada inquérito, as equipes técnicas farão a coleta das amostras de sangue para a testagem rápida de voluntários de forma aleatória. Serão sorteadas 50 ruas em cada um dos 12 distritos sanitários (o que totaliza 600 vias no município). Em cada uma dessas 600 ruas, os testes serão aplicados em cinco domicílios. 

 

No inquérito três, além da testagem de três mil pessoas prevista na etapa, as equipes de saúde retornarão a domicílios abrangidos no período do soro inquérito um que tiveram cidadãos positivados para fazer nova testagem. O objetivo é investigar a presença de anticorpos e tempo de resposta imunológica do paciente. 

 

Além disso, moradores que participarem do inquérito preencherão questionário estruturado com abordagens sobre aspectos sociais e demográficos, informando dados sobre sexo, faixa etária, etnia, renda, condição de saúde, prática de prevenção e exposição de risco para infecção, entre outras perguntas.

 

A iniciativa contará com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Centro de Informações Estratégicas e Vigilância em Saúde (Cievs), Centro de Operações e Emergência em Saúde Pública (COE), Núcleo de Tecnologia e Informação (NTI), Diretoria de Atenção à Saúde (DAS) e Centro de Controle de Zoonose (CCZ).

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