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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Equipe

Rebeca Menezes

Foto de Rebeca Menezes

Jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Trabalhou como estagiária e repórter do Bahia Notícias até se tornar a coeditora. Além de ser Co-fundadora do site BP Money, apresenta o Bahia Notícias no Ar na Salvador FM.

Rede Sociais:

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Últimas Notícias de Rebeca Menezes

TJ-BA nega pedido de Débora Santana e mantém obrigação solidária em caso de atleta atropelado pelo filho
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de liminar apresentado pela vereadora de Salvador Débora Santana (PDT) para suspender as obrigações solidárias impostas a ela no caso do atropelamento do corredor Emerson Silva Pinheiro.

 

O atleta perdeu a perna direita e sofreu fraturas na perna esquerda após ser atingido por um veículo conduzido por Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da parlamentar, que, segundo os autos, trafegava em alta velocidade e em aparente estado de embriaguez.

 

A decisão, obtida pelo Bahia Notícias e assinada pela desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro, mantém o entendimento da juíza Lizianni de Cerqueira Monteiro, da 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador, que determinou o custeio do tratamento e assistência financeira à vítima.

 

Na decisão, a desembargadora afirma que a vereadora criou uma expectativa legítima de auxílio ao assumir publicamente, por diversas vezes, o compromisso de ajudar financeiramente o atleta, especialmente durante o período de maior repercussão do caso.

 

“Essa série de atos, praticados de forma reiterada ao longo de meses, especialmente no período de maior repercussão midiática do acidente, como bem apontado pelo agravado, confere verossimilhança à alegação, ao menos em exame sumário dos autos, de que a agravante assumiu a posição de garantidora, em responsabilidade solidária com seu filho Cleydson Cardoso Costa Filho, da recuperação da vítima”, escreveu a magistrada.

 

A desembargadora ainda destacou que o comportamento da parlamentar, ao gerar uma expectativa concreta na vítima, pode produzir consequências jurídicas e impedir a interrupção abrupta da assistência.

 

PRIMEIRA DECISÃO
A decisão do TJ-BA segue o entendimento adotado anteriormente pela 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador, que deferiu liminar favorável ao atleta.

 

Na ocasião, a juíza Lizianni de Cerqueira Monteiro determinou obrigações solidárias ao motorista e à mãe dele, considerando o argumento apresentado pela advogada de Emerson, Losangela Passos, de que a vereadora assumiu voluntariamente os custos da recuperação e posteriormente interrompeu o auxílio, agravando o quadro clínico da vítima.

 

De acordo com a decisão, os réus devem, de forma solidária:

  • pagar pensão mensal provisória de R$ 3 mil;
  • custear integralmente aluguel, condomínio e IPTU do imóvel adaptado onde a vítima reside;
  • manter o tratamento contínuo de reabilitação, incluindo fisioterapia, consultas, exames e medicamentos;
  • adquirir duas próteses, uma de uso diário e outra esportiva, no prazo de 15 dias.

 

A magistrada também considerou que a prótese esportiva é necessária porque Emerson é estudante de Educação Física e atleta, estando em treinamento no momento do acidente.

BN na China: Referência mundial, metrô de Shenzhen cresce por ano o que rede de Salvador aumentou em quase uma década
Foto: Rebeca Menezes, da China / Bahia Notícias

Que a China é referência em velocidade de entrega de grandes obras, muita gente sabe. Mas o avanço da rede de metrô de Shenzhen, o “Vale do Silício” chinês, surpreende até para os padrões do país. O sistema cresce atualmente em uma média de 30 km por ano - o que Salvador demorou quase uma década pra alcançar.

 

É claro que os números de Shenzhen são muito maiores. O desenvolvimento da rede subterrânea precisou acompanhar o crescimento da cidade, que saltou de 30 mil habitantes para quase 18 milhões em 40 anos.

 

O metrô de Shenzhen conta com cerca de 635 km de extensão e 441 estações. São 17 linhas em operação, incluindo algumas sem condutor, e outras que chegam a uma velocidade de até 120 km/h. E a expansão segue a todo vapor: a expectativa é de que a rede chegue a mais de 1,1 mil km de trilhos até 2035.

 

Foto: Rebeca Menezes, da China / Bahia Notícias

 

O projeto foi aprovado em 1998, e a construção começou no ano seguinte. A primeira linha foi inaugurada em dezembro de 2004. Mas a proposta foi criar mais do que um meio de transporte. A união de tecnologia e design permitiu a criação de uma verdadeira cidade subterrânea.

 

Um dos ícones dessa proposta é a Estação Gangxia North, Hub inaugurado em 2022 que é conhecido pelo “Olho de Shenzhen” - uma claraboia que permite a entrada de luz, além de simbolizar a visão tecnológica da cidade. Dentro da estação, é possível encontrar restaurantes, quiosques de roupas e artesanato, massagem, espaço de jogos e até um cinema.

 

INSPIRAÇÃO PARA A BAHIA?
A velocidade de investimento por aqui contrasta com a realidade de Salvador. Após um impasse que deixou a obra paralisada, o metrô da capital baiana foi inaugurado em junho de 2014, 14 anos depois do início do projeto. À época, o sistema foi entregue com 7,3 km.

 

Nove anos depois, o sistema chegou aos 38 km, com a inauguração da Estação Águas Claras/Rodoviária em dezembro do ano passado, com 21 estações no total.
 

Com a expansão anunciada pelo governo da Bahia para o Campo Grande, a rede deve chegar aos 40 km para atender os 2,5 milhões de habitantes da capital, além de quem mora na Região Metropolitana.

 

Foto: Rebeca Menezes, da China / Bahia Notícias

 

A proximidade da Bahia com a China - principalmente após a chegada a Camaçari da BYD - que tem sua sede global em Shenzhen - pode ajudar a inspirar uma transformação no modelo de transporte público na cidade.

 

Apostar em mobilidade é apostar em desenvolvimento, em atração de investimentos e no impulsionamento da imagem de Salvador para o Brasil e para o mundo. A integração da cidade com os próprios habitantes é resultado de uma política pública de longo prazo, essencial quando se pensa no crescimento econômico e social da população, e precisa ser vista como um elo estratégico para uma cidade com tanto potencial como Salvador.

 

BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China.

 

A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD.

 

O BN ainda acompanhou as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.

BN na China: Na cidade do transporte eletrificado, a energia verde se torna estratégica - e é mais barata do que na Bahia
Foto: Rebeca Menezes/ Bahia Notícias

 

Imagine a cena: uma cidade com 18 milhões de habitantes, áreas densamente populadas, alguns dos prédios mais altos da Ásia… e o único barulho no trânsito é o das buzinas de alguns poucos impacientes. É cada vez mais raro ouvir o ronco dos motores, ônibus barulhentos ou fumaça preta saindo do escapamento de carros maiores. Na cidade de Shenzhen, onde cerca de 80% dos carros vendidos são elétricos ou híbridos, reina o baixo ruído mesmo em dias mais caóticos e horas de pico.

 

A região, que fica no sul da China, se adaptou bem à escolha. Por aqui, se identificam os poucos carros a combustão pela placa azul - os híbridos ou elétricos têm a placa verde. Além disso, 100% dos mais de 22 mil táxis são elétricos - fornecidos, inclusive, pela BYD, gigante do setor que foi fundada na cidade e tem uma fábrica em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Talvez só seja difícil fazer essa relação no primeiro instante para os brasileiros, por causa de uma curiosidade: aqui, a marca da Build Your Dreams é diferente em veículos de transporte público, menor e mais arredondada.

 

TRANSPORTE PÚBLICO ELETRIFICADO
Atualmente, cerca de 1,5 milhão da frota de 4,7 milhões de veículos de Shenzen já não é movida a combustão. Outros meios de transporte também são em sua maioria eletrificados. É o caso dos mais de 38 mil ônibus - inclusive, foi a primeira cidade do mundo a eletrificar completamente o transporte público de passageiros. 

 

As motos? Nem se questiona. Quase todas são movidas a energia, e pequenas - a ponto, inclusive, de ser raro ver alguma andando pelas ruas da cidade. 

 

Foto: Rebeca Menezes/ Bahia Notícias

 

É mais frequente encontrar motociclistas invadindo as calçadas, se misturando com os moradores que andam pela cidade como se a opção de ser atropelado não existisse. 

 

Aliás, uma moradora da cidade resumiu ao Bahia Notícias: aqui os motoristas “dirigem caoticamente, mas é um caótico que eles se entendem”.

 

A ENERGIA VERDE COMO PROPÓSITO
O combustível por aqui subiu com a guerra e o fechamento do estreito de Ormuz? Pra quem eu perguntei, ninguém soube responder. Com a dimensão da frota elétrica, a maioria se preocupa com o valor da conta de energia elétrica. E se eu te disser que, ainda assim, esse número é bem menor do que o que os baianos pagam?

 

O BN pesquisou e descobriu que, por aqui, o custo de um litro de gasolina custa entre 8 e 8,5 yuans chineses - o equivalente a um valor entre R$ 5,84 e R$ 6,21. Já a energia? Eles pagam quase metade do que os baianos: R$ 0,44 por kWh, contra R$ 0,82 por kWh cobrados pela Coelba.

 

Já nos postos de carregamento espalhados pela cidade, o preço do megawatt por aqui é em média de R$ 1. Em Salvador, eletropostos cobram entre R$ 1,50 e R$ 2.

 

Foto: Rebeca Menezes/ Bahia Notícias

 

Mas esse preço não tem apenas relação com quem cobra. O próprio governo tem investido em iniciativas e campanhas que orientem a população sobre a relevância de buscar energias renováveis. No ano passado, inclusive, a metrópole chinesa lançou um projeto ambicioso de estímulo para veículos de nova energia (NEVs) que utilizem fontes renováveis para a recarga. A iniciativa foi batizada de “Carro Verde, Eletricidade Verde”. De acordo com o projeto, motoristas que acumulem 1.000 em recargas em estações de eletricidade verde (mantida por energia eólica, solar ou biomassa) ganham um certificado emitido pela Administração Nacional de Energia (NEA).

 

Aliás, este é um compromisso nacional: A China se comprometeu a alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060. Além disso, gigantes chinesas também defendem o iniciativas mais sustentáveis e com impacto real. A própria BYD definiu como compromisso a defesa de diminuir em 1ºC a temperatura da Terra, a partir da diminuição drástica de emissão de carbono.

 

O desafio maior tem sido buscar formas de armazenar as energias renováveis, como a energia solar ou a eólica (que dependem de recursos naturais inconstantes). O assunto inclusive foi pautado pelo senador baiano Jaques Wagner, que visitou nesta semana a sede global da BYD. "O grande desafio, e na erdade eles estão na frente, é você ter bancos de bateria gigantescos que aguentem armazenar enquanto tem o sol. Pra quem tem placa solar em casa, quando chega de noite, você vai depender da energia da rede", reforçou o senador. "A Itaipu Binacional, que metade é brasileira, tem um profundo estudo sobre bateria, que é o desafio de você ficar só dependente dessa energia. Senão, a gente sempre tem que 'misturar' as duas energias", completou.

 

Mas a solução já está em teste em alguns lugares do mundo. Head de Relações Públicas na BYD, Henri Karam detalhou uma iniciativa na Califórnia, estado dos EUA que tem mais carros elétricos. "Você tem na Califórnia uma grande concentração de energia solar, que é durante o dia, e você tem o carro elétrico. Que horas as pessoas carregam? De noite, quando você volta pra casa. E aí você tinha um desequilíbrio no sistema elétrico", explicou. A BYD, então, transformou a bateria blade, que é utilizada nos carros, para construir "super powerbanks": "O projeto custou US$ 1 bilhão. A energia é captada durante o dia, armazenada nesse powerbank, como se fosse uma bateria gigante, e de noite ela é liberada para que as pessoas possam usar. E esse é um modelo que a gente também vai ter em breve no Brasil", adiantou. 

 

Enquanto isso, potências renováveis no Brasil ainda esbarram em gargalos, como a ausência de produção interna de equipamentos estratégicos, como turbinas eólicas e painéis solares, desafios na exploração de minerais e insegurança jurídica relacionada a debates ambientais. Considerando a presença frequente de espaços verdes, em uma cidade que cresceu tão rápido como Shenzhen, o Brasil ainda tem muito a aprender sobre como acelerar o crescimento mantendo o foco na sustentabilidade.

 

BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A viagem ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.

Músicos da Neojiba celebram turnê na China e destacam experiências dentro e fora do palco
Foto: Rebeca Menezes / BN Hall

Para muitos dos jovens músicos da Neojiba, a ficha ainda não caiu. Depois de saírem de cidades do interior da Bahia e de projetos sociais ligados à música, eles encerraram, nesta terça-feira (5), no Shenzhen Concert Hall, a maior turnê já realizada por um grupo brasileiro na China.

 

A circulação passou por Pequim, Xi’an, Tianjin e Shenzhen desde o último dia 29 de abril e reuniu cerca de 100 integrantes da orquestra em uma série de concertos que misturaram repertório clássico e referências da música brasileira.

 

“Eu não tinha a mínima ideia do que era o mundo orquestral, nem de onde aquilo poderia me levar”, contou o percussionista Esdras Salatiel, de 18 anos. Integrante da Neojiba desde os 6, ele participa da sexta turnê com a orquestra e da terceira internacional. “A gente tenta entender a dimensão do que é trazer a Bahia para a China, mas acho que ainda não consegue totalmente”.

 

No palco, a percussão brasileira virou um dos principais pontos de conexão com o público chinês. “A gente traz a nossa música para dentro do ambiente orquestral. Eles estão curtindo muito, sobretudo a percussão”, afirmou Júlio Hendrique, que conheceu a Neojiba através de um projeto social em Jacobina.

 

As experiências, porém, não ficaram restritas às salas de concerto. Para muitos integrantes, esta foi a primeira vez fora do Brasil. “Eu amei passear pelas ruas, é tudo muito diferente. Eles são muito respeitosos e pacientes com a gente”, disse Nadine Lima, natural de Feira de Santana. “Nas músicas brasileiras, a energia sobe automaticamente. Todo mundo dança e fica sorridente”.

 

A violinista Eduarda Dalcom também destaca o impacto cultural da viagem. “Todas as cidades são muito bonitas, a arquitetura é bem diferente, e as salas de concerto só melhoram”, comentou. Ela lembra que foi na infância que descobriu, através da Neojiba, um universo que antes parecia distante. “A gente aprende que a música clássica não é só para a elite.”

 

A viagem também ganhou um significado especial para o percussionista Anderson Silva. O irmão dele trabalha na fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, e a turnê da Neojiba pela China acontece justamente com patrocínio da empresa, que tem sede global em Shenzhen. “Contei a ele e ficou todo mundo muito empolgado”, disse.

 

Entre ensaios, apresentações e passeios pelas cidades chinesas, muitos músicos descrevem a experiência como a realização de um sonho construído ao longo de anos dentro do programa. “A ficha só cai quando a gente sai do aeroporto e pensa: eu realmente estou aqui”, resumiu Marcelo Silva. “É a realização de um sonho”, completou.

 

BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.

 

 

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Wagner afirma que rejeição de Messias ao STF teve articulação "por debaixo do pano" para dar "cacetada" em Lula
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT) comentou, em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, a rejeição do nome do Advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Após a derrota no Senado, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a atribuir a Wagner um suposto erro de cálculo na contagem de votos favoráveis à indicação.

 

 

Em agenda internacional na China, o senador afirmou que o momento ainda é recente e classificou como injusta a forma como Messias foi tratado durante o processo de sabatina.

 

“Dizem que você só consegue enxergar melhor o momento, quando ele fica um pouco mais distante. Ainda estamos muito no calor do meu sofrimento, do presidente Lula, e principalmente do Jorge Messias, que é um ser humano maravilhoso, é uma pessoa super qualificada e que seguramente não merecia sofrer o ódio de quem está fazendo de uma sabatina um julgamento do presidente da República recaindo nele”, disse ao BN.

 

O senador afirmou que, antes da votação, trabalhava com um número de votos com expectativa de aprovação do nome indicado pelo presidente. Segundo ele, o cenário mudou devido a movimentações que ocorreram nos bastidores do Senado.

 

“Eu sempre digo que voto secreto é um voto complicado para ter a conta. Eu nunca tinha feito nenhuma conta menor do que 41-42 votos, ou seja, com aprovação dele. E infelizmente muita gente sorrateiramente trabalhou por debaixo do pano, a gente não se deu conta, não percebeu, e na minha opinião as pessoas fizeram uma triste tarde daquela quarta-feira”, declarou.

 

“E quando estiver mais distante eles vão perceber, porque o texto constitucional, depois da prerrogativa do presidente é exercida escolhendo nome, cabe ao Senado saber se a pessoa tem [notório] saber e reputação ilibada. A sabatina é para isso”, acrescentou.

 

Durante a entrevista, o líder do governo negou ter atuado contra a indicação de Messias e atribuiu as críticas recebidas a uma disputa em torno do nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco.

 

“Infelizmente as pessoas não estavam a fim de saber se ele estava preparado ou não, estavam a fim de dar uma cacetada no presidente. Tentaram jogar em cima de mim, trabalhei o tempo todo, Messias trabalhou comigo por quatro anos. Por isso que muitos ficaram com raiva de mim, havia uma torcida por Rodrigo Pacheco, e as pessoas acham que eu mando na cabeça do presidente Lula. Ele escolheu o Messias e eu fui trabalhar pela sua aprovação. Na minha opinião foi uma coisa mesquinha daqueles que usaram uma sabatina para fazer uma disputa política indevida”, indicou.

 

Por fim, o senador revelou que sua relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), saiu desgastada no processo.

 

“Minha função como líder do governo é conversar com todo mundo, converso com o presidente do Senado, com Flávio Bolsonaro… Se eu não conversar com todo mundo eu não consigo aprovar as matérias porque nós não temos maioria. Infelizmente minha relação ficou muito estremecida com o presidente do Senado, porque ele queria o Pacheco, e por ser líder do governo ele acha que eu deveria arrancar isso do presidente, mas repito: não mando na cabeça do presidente”, declarou.

Após “parar” a China com o berimbau, Raysson Lima quer investir na carreira solo em 2026
Foto: Beatriz Meneses

Cantor, compositor, multi-instrumentista e, além disso, viral na internet. Raysson Lima ganhou as redes e o coração de muita gente ao aparecer dançando no meio da rua durante a turnê do Neojiba na China. Segundo ele, essa espontaneidade fez com que a barreira da língua não fizesse diferença e tornou a experiência no país ainda mais inesquecível.

 

“A gente não precisa falar Mandarim, Chinês, Inglês, Espanhol… A gente precisa ser a gente! A Bahia tem muito isso, o improviso. A simplicidade, a resenha, e eu não sou nada tímido”, admitiu. O artista diz que há várias influências na sua personalidade, como o pai, Tonho Matéria, ensinando a capoeira, o seu tempo no teatro, e também a rua. “Foi a rua que me ensinou a ser gaiato, a ser zoeira, a fazer essas coisas que eu tô fazendo na China”, explicou. 

 

 

 

Inclusive, ao Bahia Notícias, Raysson adiantou que registrou o momento em que literalmente fez os chineses pararem. No vídeo, que ainda não foi publicado, ele surge em uma praça em Xi’an, uma das cidades onde se apresentou, apenas com o som do berimbau, atraindo a atenção de todos que passavam: “É a novidade. E você ainda ver um negão diferente na China é outra coisa. Fica todo mundo olhando”.

 

O retorno da turnê, inclusive, impulsiona ainda mais o artista a investir em um novo e desafiador momento da sua carreira. “Meu sonho é ter minha carreira consolidada. É algo que eu sonho todos os dias e eu sei que estou caminhando pra isso. Esse ano eu vou lançar minha carreira solo. Hoje eu faço parte de projetos: Filhos do Brasil, como vocalista; Doum, com meu amigo Diggo, que está estourado com ‘Hipnotiza’; sou produtor musical do meu pai, Tonho Matéria; músico de Carlinhos Brown… E esse ano eu estou focando em mim. Essa turnê foi um ponto de partida para focar em mim e entender quem é Raysson e o que vou agregar para o mercado e pras pessoas”, revela.

 

Raysson ainda comentou como chegou ao grupo, do qual já fez parte quando era mais novo. Ele conta que fez uma peça de berimbau, e deixou o maestro Ricardo Castro “alucinado”. “Ele estava na Suíça, viu pelo Facebook. Eu nunca esqueço. Ele me mandou uma mensagem: ‘Tem uma peça pra você’. Eu não acreditei, levei de boa. Em 2022, teve um concurso e quem ganhou foi nosso amigo Jamberê Cerqueira, que escreveu essa peça maravilhosa”, relembrou.

 

Ainda em 2022, o grupo fez a turnê pela Europa, passando por seis países, e agora a peça voltou ao palco no projeto da China. 

 

Para o multi-instrumentista, o momento mais emocionante da turnê foi a visita a um templo: “Eu fiquei meio triste porque não consegui levar o berimbau, que não podia entrar. Mas me marcou muito porque a gente precisa ter fé, acreditar. Hoje o mundo está complexo, mas vamos melhorando e acreditando na fé, além de conhecer a fé do outro. Eu sou do Candomblé, do Axé, mas é importante também conhecer o hindu, o cristianismo…”, defendeu.

 

BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.

Jaques Wagner diz que grupo ainda discute suplências ao Senado e defende nome com “cabeça alinhada”
Foto: Rebeca Menezes / Bahia Notícias

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que a definição dos nomes para a primeira e segunda suplência para sua disputa pela reeleição ao Senado ainda está em fase de discussão dentro do grupo político aliado ao governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT).

 

Cumprindo agenda internacional na China, ele concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Notícias e declarou que mesmo com a composição principal da chapa governista encaminhada, as suplências ainda dependem de articulações entre partidos e lideranças interessadas em participar da formação.

 

 

“A chapa está praticamente montada: Jerônimo [Rodrigues], Geraldo [Júnior], eu e Rui [Costa]. Não definimos ainda a primeira e segunda suplência nem minha e nem de Rui. Tem vários nomes citados, vários partidos que tem interesse em participar, a gente vai ter que amadurecer isso. Tem muito nome bom que quer entrar. Pra mim é importante que tenha muito nome bom, ninguém sabe o futuro, então é bom ter um primeiro suplente que tenha uma cabeça arrumada e alinhada, vamos aguardar mais um pouco. Já foi tanto sofrimento para dizer quando a chapa tava definida, agora o suplente já já vai saber quem é”, afirmou o senador.

 

A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias acompanha direto de Shenzhen a turnê da Orquestra Neojiba na China.

Ricardo Castro comemora sucesso de turnê do Neojiba e revela sonho para músicos do projeto
Foto: Beatriz Meneses

A Orquestra Neojiba terminou de forma emocionante a sua décima turnê internacional, deixando marcos importantes para a música e para os músicos. Mas o maestro Ricardo Castro admite: não só não está surpreso com os resultados como tem planos ambiciosos para os jovens da Bahia. Após passar por grandes teatros e casas de concerto na China, ele sonha com a mesma estrutura disponível para os artistas baianos.

 

"É levar equipamento dessa qualidade para a Bahia e para Salvador. Eles só precisam disso para crescer e, inclusive, para ficar na Bahia. Os nossos jovens hoje são obrigados a sair da Bahia. Se não fosse o Neojiba, não teríamos grandes músicos dessa área na Bahia. Então a gente precisa oferecer [estrutura]. Porque é importante ficar perto da família, perto do seu povo, e criar na Bahia e levar para o mundo. Então é investir na Bahia e nos melhores equipamentos para a nossa juventude", sugeriu o maestro, em entrevista ao BN Hall.

 

 

E o sonho ganha ainda mais força depois dessa temporada em solo chinês. O local que recebeu o show de encerramento nesta terça-feira (5), o Shenzhen Concert Hall, é um espetáculo à parte. O teto de madeira do hall de entrada parece uma obra de arte, enquanto o espaço interno tem um projeto arquitetônico bem peculiar. O projeto é do famoso arquiteto japonês Arata Isozaki, que tem uma área construída de mais de 41 mil metros quadrados. Especificamente construído para espetáculos musicais, o local tem 1.680 lugares em sua sala principal e utiliza tecnologia para garantir uma experiência acústica impressionante.

 

Por isso, após experimentar ao vivo espaços detalhadamente pensados para privilegiar a música, Ricardo Castro não poderia esperar algo diferente para os jovens que ajuda a moldar na profissão e na vida em sociedade.

 

"A China tem uma história milenar, e eles já foram potência durante muitos anos, tiveram seus problemas e mostraram que é possível recuperar. Nós, pelo contrário, ainda não somos, mas podemos aprender e estamos aprendendo nessa viagem, inclusive, uma lição muito forte: de que é possível você guardar a tradição, investir em tecnologia, trazer o moderno e o antigo juntos... Ou seja, respeitar a história do país, cuidar da beleza e da natureza e, ao mesmo tempo, se desenvolver. É um banho de civilização que os chineses estão dando para o planeta, e foi uma grande oportunidade trazer esses jovens, porque eles são o nosso futuro. Espero que um desses meninos seja presidente do Brasil e que eles possam se inspirar nessas histórias", resume.

 

Um dos responsáveis pela fundação dos Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, Castro revelou, inclusive, que investe "todas as moedas" nos jovens que compõem o projeto e avaliou que o sucesso nacional e internacional são fruto da dedicação e da consistência do trabalho.

 

"Eu não estou surpreso. Porque eu sou baiano, eu fiz isso e agora tenho mais 100 pessoas comigo no palco. E não são só 100, já foram 42 mil pessoas impactadas que receberam os benefícios e as belezas do Neojiba. Ou seja: a gente está mudando a paisagem musical na Bahia e acredita que tem muita coisa para fazer ainda", concluiu.

 

BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanhou o encerramento do projeto, que aconteceu neste dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.

 


 

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Wagner destaca orgulho por turnê do Neojiba e ironiza críticas à China: "Se comunismo é isso aqui, é um sucesso"
Foto: Bahia Notícias

Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.

 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Wagner respondeu sobre a relevância da relação com a China, especialmente no ano Brasil-China de Cultura. "Eu fui na abertura lá em Brasília, com o embaixador da China no Brasil. Foi a primeira apresentação de uma orquestra mesclada de músicos brasileiros e chineses, com uma maestrina chinesa e um maestro brasileiro". 

 

O senador ainda destacou os avanços da região, traduzidos na estrutura do Shenzhen Concert Hall, onde aconteceu o espetáculo, e sobre como o nosso país pode aprender com os chineses. "Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso", ironizou.

 

Enquanto governador, Wagner ajudou a fundar o Neojiba em 2007: "Tenho muito carinho por esse programa. A ideia foi do meu ex-secretário de cultura, Márcio Meireles, que fez o convite para Ricardo Castro, que já era um solista famoso na Europa, e de Vitória da Conquista. Ele topou o desafio, e o resultado está aí". Agora, em meio ao encerramento da décima turnê internacional do grupo, a primeira para a China, o senador vê o resultado prático de uma política pública de incentivo à cultura. "É a música do Brasil trazida pro mundo inteiro através de jovens, não só da periferia de Salvador mas de municípios do estado inteiro. Eu fico muito orgulhoso. Acho que a música só desperta neles coisa boa. Essa juventude brilha no palco, se acha, se encontra, as famílias ficam super alegres... Imagina uma trabalhadora ver o seu filho ou a sua filha vir pra China se apresentar. Parece uma coisa de gente chique, mas não é. Basta o governo dar oportunidade, como a gente deu, para que o talento deles possa vir à tona", declarou.

Neojiba emociona em encerramento de turnê e entra para a história cantando as Américas na China
Fotos: Beatriz Meneses

O repertório traduz as Américas, a turnê ocorre na China, os músicos são baianos, mas a emoção transcende qualquer idioma. A Orquestra Neojiba encerrou com chave de ouro a turnê, que teve início em Pequim, no dia 29 de abril, e marcou o Ano da Cultura Brasil-China. Na apresentação de cerca de duas horas no Shenzhen Concert Hall, no coração da metrópole chinesa, os 100 jovens mostraram a potência da Bahia na música, na arte e no carisma, deixando uma marca positiva na maior turnê já realizada por uma orquestra brasileira no país asiático.

 

 

O corpo musical da Neojiba desembarcou em solo chinês com uma formação robusta, com 23 violinos, 9 violas, 10 violoncelos, 9 contrabaixos, 4 oboés, 5 clarinetas, 7 percussionistas, entre outros. A proposta era ir além das notas para criar um laço transformador na relação entre os dois países, atuando quase como um marco diplomático. Um evento estratégico também pela ligação com a BYD, patrocinadora da turnê, que tem uma fábrica em Camaçari (Bahia) e sede global em Shenzhen.

 

 

Quem teve a oportunidade de presenciar uma das quatro apresentações da turnê com certeza saiu transformado da sala de concerto. Mas os impactos também serão sentidos do outro lado do globo. Os jovens baianos tiveram contato com um mundo novo, tecnológico e, culturalmente, quase oposto. Esse intercâmbio consolida o papel relevante do Neojiba na construção de carreiras e pessoas.

 

Após a grande estreia em Pequim, no Beijing Forbidden City Concert Hall, no dia 29 de abril, a turnê seguiu um roteiro por cidades estratégicas: Xi’an e Tianjin.

 

O resultado de arrepiar é fruto de um trabalho coletivo (dentro e fora do palco), mas com um líder certo. E nada escapa aos ouvidos atentos do maestro Ricardo Castro, que rege a Orquestra Neojiba como um organismo vivo. O BN Hall teve a oportunidade de acompanhar o ensaio e notar como o maestro praticamente costura as harmonias, fazendo e desfazendo os nós até chegar ao resultado que deseja.

 

No meio do espetáculo, o maestro fez questão de reverenciar quem esteve ao seu lado na montagem do próprio núcleo: o senador Jaques Wagner, responsável por fundar o Neojiba, em 2007, quando era governador da Bahia.

 

E, apesar do conceito de "Música das Américas", quem brilhou mesmo foi o Brasil, seja com a composição do brasileiro Heitor Villa-Lobos, ou com clássicos como Corcovado, Aquarela do Brasil e Tico-Tico no Fubá.

 

Mas um dos pontos altos da apresentação, com certeza, foi Raysson Lima. Solista de uma composição de Jamberê Cerqueira, levou o berimbau ao palco com uma energia que ia além do instrumento. O figurino, o estilo e a dança complementaram a criação de um espetáculo à parte, incluindo uma interação com a plateia, que comprou a ideia, riu, bateu palmas e o aplaudiu.

 

A Bahia mostrou, definitivamente, que está no futuro quando o assunto é cultura. A plateia de Shenzhen aplaudiu de pé um projeto do Neojiba que transformou a vida de milhares de jovens baianos e que projeta, da China, os sonhos de novos voos para continuar a ser pioneiro no mundo.

 

 

BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que aconteceu neste dia 5 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen — cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.

 

 

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