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Mauricio Leiro

Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Equipe

Mauricio Leiro

Foto de Mauricio Leiro

Jornalista formado pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Trabalhou como estagiário no Núcleo de Práticas Comunicacionais (Nuprac) Produtora Júnior da Unijorge. Iniciou no Bahia Notícias como estagiário é editor de política no site. Além disso, apresenta o programa "Bahia Notícias no Ar" na rádio Salvador FM.

Últimas Notícias de Mauricio Leiro

Marinha tem R$ 3,4 bilhões em imóveis funcionais pela Bahia; Exército e Aeronáutica não divulgam valores
Foto ilustrativa: Reprodução / Marinha do Brasil

Enquanto a Marinha do Brasil administra um patrimônio bilionário de R$ 3,4 bilhões em imóveis funcionais na Bahia, o Exército e a Aeronáutica mantêm os valores de suas centenas de unidades habitacionais no estado sem transparência clara. 

 

Os dados, obtidos pelo Bahia Notícias por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) em parceria com a organização sem fins lucrativos Fiquem Sabendo, revelam uma profunda disparidade na transparência ativa entre as três Forças Armadas sobre os gastos e ativos imobiliários em território baiano.

 

Entre apartamentos e residências destinados a oficiais, a Marinha é a única a detalhar os custos de seu patrimônio, que se concentra majoritariamente na capital. Salvador lidera com R$ 3.488.702.254,54 em ativos imobiliários, seguida por Porto Seguro, com R$ 7.068.363,53, e Caravelas, com R$ 1.424.759,17. 

 

Por outro lado, o Exército e a Aeronáutica limitaram-se a divulgar apenas listas gerais de cidades onde possuem imóveis. O comando do Exército foi ainda mais restrito, alegando razões "segurança institucional" e a "segurança da família militar", além de exigir um "elevado esforço administrativo" para consultar seus 21.541 imóveis no Brasil. 

 

Uma boa parte desses gastos é explicada pela estrutura legal vigente. A Lei Complementar n.º 97/1999, que regula o funcionamento das Forças Armadas, e a Lei n.º 13.341/2016, que reestruturou o Ministério da Defesa, mantêm um modelo de efetivo elevado com garantias específicas de carreira.

 

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) também critica a falta de transparência no orçamento da Defesa e defende que o debate sobre os gastos militares deve considerar a necessidade de readequação a prioridades sociais, como saúde, educação e combate à pobreza.

 

Esses valores de imóveis não ficam claros após pedidos via LAI. O Exército forneceu apenas uma lista de cidades da Bahia, justificando que o "detalhamento excessivo poderia comprometer a segurança nacional e a integridade física das famílias militares".

 

A Força Aérea Brasileira (Aeronáutica) respondeu com dados públicos de forma mais direta, com atualização no formato do arquivo no dia 11 de maio. A instituição informou que possui 241 imóveis registrados em território baiano, distribuídos entre Salvador, Porto Seguro, Ilhéus, Caravelas e Bom Jesus da Lapa.

 

A Marinha do Brasil foi mais transparente e direta com os pedidos de acesso à informação dentre as três forças. Ao todo, entre apartamentos e residências, a Marinha possui um total de 648 unidades pela Bahia, distribuídas em Ilhéus, Salvador, Porto Seguro, Juazeiro e Caravelas.

 

Sendo os únicos que revelaram os valores desses imóveis em arquivo, os dados da Marinha mostram que Salvador tem um custo imobiliário de R$ 3,48 bilhões, além dos seguintes valores nas cidades litorâneas:

  • Porto Seguro: R$ 7.068.363,53
  • Caravelas: R$ 1.424.759,17

 

O Exército Brasileiro, pelo CEX, negou o detalhamento técnico e geográfico, citando riscos estratégicos. Negando novamente após recurso em maio, seus dados revelam somente que a Bahia tem seis localidades com suas forças: Alagoinhas, Salvador, Barreiras, Ilhéus, Paulo Afonso e Feira de Santana. 

 

Mesmo com um requerimento apresentado na Justiça, o Exército enviou um anexo sem nenhuma atualização dos valores. 

 

Locais representativos das Forças Armadas em Salvador | Fotos: Reprodução / Google Street View


GASTOS BRASILEIROS
Vale contextualizar que o Brasil foi o país latino-americano que mais ampliou suas despesas militares em 2025, com alta de 13%, totalizando 23,9 bilhões de dólares (R$ 119,6 bilhões), segundo relatório do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).

 

Nos últimos anos, segundo o Sipri, o Brasil tem retornado a participação do PIB nacional para as Forças Armadas, custeando cerca de 1,05% do PIB, com alta registrada entre 2024 e 2025, com uma alta de 9,3% dos valores.

 

Ainda assim, o Brasil não lidera a América do Sul em participação proporcional do PIB destinada à defesa. Em termos comparativos, países sul-americanos como Chile, Equador, Colômbia e Uruguai apresentam percentuais proporcionalmente superiores em determinados períodos.

 

Mesmo sem liderar o ranking regional, o Brasil vem retornando uma ampliação dos seus investimentos em defesa e buscando fortalecer sua capacidade estratégica e militar na América do Sul.

 

O BN consultou os dados do Sipri e fez a projeção entre 1985 e 2025. Confira abaixo:

 

Os dados gerais refletem a distribuição e a realidade do patrimônio imobiliário militar sob a circunscrição do estado da Bahia.

Jacobina: TRE julga procedente pedido de desfiliação de vereador e ignora argumento de “falsificação”; entenda
Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu de forma favorável ao pedido de desfiliação partidária por justa causa do vereador de Jacobina, Juliano de Carvalho Cruz. Com a decisão, o parlamentar poderá deixar o partido Solidariedade sem perder o mandato conquistado nas eleições de 2024.

 

O entendimento da Corte levou em consideração a alegada mudança substancial no posicionamento político da legenda na Bahia, além da existência de uma carta de anuência apresentada pelo vereador. 

 

O TRE-BA acompanhou o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e rejeitou, na prática, os argumentos do Diretório Nacional do Solidariedade sobre uma suposta falsificação do documento.

 

Na ação, o vereador sustentou que o Solidariedade promoveu uma “abrupta mudança em seu espectro político” na Bahia após as eleições de 2022.

 

Segundo o parlamentar, a legenda integrou formalmente a coligação de oposição liderada por ACM Neto (União) na disputa pelo Governo da Bahia, entretanto, após as eleições, a sigla aderiu à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

 

O vereador argumentou que sempre construiu sua trajetória política em oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) e que a aproximação do Solidariedade com o grupo governista criou um ambiente de “intolerável constrangimento” dentro da legenda.

 

Na decisão, o tribunal destacou que a Constituição Federal prevê a possibilidade de desfiliação sem perda do mandato quando houver justa causa, incluindo casos de mudança programática partidária ou anuência da legenda.

 

O TRE-BA também considerou que a mudança de posicionamento político do partido no “xadrez político baiano” inviabilizou a manutenção do vínculo de filiação do parlamentar. Atualmente, Juliano Cruz já está filiado ao União Brasil.

 

"FALSIDADE MATERIAL"
O principal ponto de confronto jurídico no processo envolveu uma carta de anuência datada de abril de 2026, supostamente assinada pelo presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força.

 

O Diretório Nacional do partido alegou que o documento apresentava “falsidade material. Segundo a legenda, a assinatura não seria compatível com o padrão gráfico utilizado por Paulinho da Força, e o documento não teria sido emitido em papel timbrado oficial do partido.

 

Diante disso, o Solidariedade pediu a instauração de incidente de falsidade documental, solicitando perícia grafotécnica e comunicação ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventual crime. A legenda também requereu a condenação do vereador por litigância de má-fé.

 

Apesar das alegações, o TRE-BA entendeu que a autenticidade da carta não foi formalmente desconstituída nos autos a ponto de afastar os fundamentos do pedido de desfiliação.

 

FEDERAÇÃO PARTIDÁRIA
Outro argumento apresentado pela defesa de Juliano Cruz foi a declaração pública do presidente do Solidariedade na Bahia, deputado Luciano Araújo, afirmando que a legenda estaria alinhada ao arco político do PT no estado e que não apoiaria candidatura adversária ao do governador Jerônimo Rodrigues em uma futura disputa eleitoral.

 

O vereador também citou a formação da federação partidária entre o Solidariedade e o PRD, chamada de Federação Renovação Solidária, como mais um fator de divergência política. Segundo ele, a criação da federação resultou em um novo estatuto partidário ao qual teria sido submetido sem participação ou concordância prévia.

 

Na ação, a defesa sustentou ainda que a permanência no partido poderia comprometer sua carreira política, especialmente por conta do apoio dele declarado ao grupo liderado por ACM Neto (União), com risco de dificuldades futuras para obtenção de legenda em novas eleições.

 

Por outro lado, o Diretório Nacional do Solidariedade argumentou que não houve alteração substancial no programa partidário e classificou a movimentação do vereador como ato de infidelidade partidária.

Paulo Azi critica PT e diz que partido tenta “capitalizar politicamente” com PEC do fim da escala 6x1
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O deputado federal Paulo Azi criticou, nesta quarta-feira (27), a condução do Partido dos Trabalhadores em torno da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo o parlamentar, a legenda estaria tentando “capitalizar politicamente” a pauta de olho nas eleições.

 

“O PT enxerga nisso um discurso que pode lhe trazer benefícios nas eleições de outubro e nós, reconhecendo a importância disso para a classe trabalhadora, vamos votar esperando que, num segundo momento, a Câmara possa discutir alternativas para mitigar os impactos dos efeitos em alguns setores da economia”, afirmou.

 

A declaração foi dada durante o lançamento do programa “Sua Voz é a Nossa Voz”, liderado pelo pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto.

 

Paulo Azi também comentou as mudanças debatidas na proposta e afirmou que a ideia inicial previa uma jornada 4x3 com período de adaptação de dez anos.

 

“Na realidade, 4x3 e 10 anos de carência era aquilo que estava previsto na proposta do deputado Reginaldo Lopes, do PT. A proposta original é exatamente essa. Chegou-se a um consenso de que o país não está nesse momento preparado para uma alteração tão grande e se buscou uma alternativa, um modelo intermediário que possivelmente será aprovado entre hoje e amanhã na Câmara Federal”, disse.

 

O deputado ainda criticou o momento em que o tema voltou ao debate, afirmando que a discussão acabou sendo impactada pelo cenário eleitoral.

 

“Infelizmente o processo eleitoral inviabilizou a ampliação desse debate, dessa discussão de buscar pontos e alternativas principalmente para proteger setores da economia que serão fortemente impactados com o aumento do custo da produção. Se não houver por parte do governo alguma ação, infelizmente isso será transferido para os custos dos produtos, gerando aumento do custo de vida e inflação. Não tenho dúvida de que o debate foi contaminado pelo clima político”, declarou.

“A polícia de inteligência não tem estrutura nenhuma”, dispara Zé Cocá sobre situação da segurança de Jequié
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP) criticou, nesta quarta-feira (27), a situação das forças de segurança em Jequié, município onde atuou como prefeito. Durante a declaração, o pepista afirmou que há insegurança entre policiais diante da falta de estrutura e da condução da política de segurança pública no estado.

 

Segundo Zé Cocá, a polícia de inteligência enfrenta dificuldades operacionais por ausência de equipamentos básicos para atuação no combate à criminalidade.“A polícia de inteligência não tem estrutura nenhuma. Não tem computador, não tem drone, não tem equipamentos que façam o trabalho. Como vamos combater o tráfico sem estruturar a polícia? Você não tem boa remuneração e acima de tudo o policial não se sente protegido pelo estado", questionou.

 

O ex-prefeito também criticou a postura do governo estadual diante da violência contra agentes de segurança e disse que os policiais atuam sob pressão e insegurança jurídica. “O estado não dá sua resposta, o governador não fala nada e a polícia fica acuada porque se um policial matar o bandido no outro dia ele vai ser penalizado, e se um bandido matar um policial não acontece nada pra ele", disparou Zé Cocá.

 

A declaração ocorre em meio ao debate sobre segurança pública na Bahia, tema que tem sido explorado por integrantes da oposição e é apontado como um dos temas que  mais preocupam os eleitores na disputa eleitoral de outubro.

Zé Cocá minimiza atuação do governo estadual no Médio Rio de Contas e garante: “Sairemos vitoriosos daqueles territórios”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O ex-prefeito de Jequié, Zenildo Brandão Santana, conhecido como Zé Cocá (PP), minimizou as ações do governo do estado na região do Médio Rio de Contas. Em entrevista ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (27), durante o lançamento do projeto "Sua Voz é a Nossa Voz", o atual pré-candidato a vice-governador afirmou que o governador, Jerônimo Rodrigues (PT), “prometeu o mundo”, mas não resolveu os problemas da região.

 

“O governador, na nossa microrregião, se você colocar nos quatro anos, ele prometeu o mundo. Ele prometeu que ia resolver o problema de todos os municípios, criou pautas que eram necessárias para a nossa região — cobranças inclusive nossas —, e infelizmente nenhuma saiu do papel. Nenhuma, nenhuma, nenhuma. Nenhuma pauta relevante saiu do papel”, destacou o ex-gestor.

 

Em eventos recentes do governo petista, Jerônimo chegou a citar o avanço da proposta de construção de um aeroporto para a região. Para Zé Cocá, a promessa é mínima. “Nós estamos falando de sistema de irrigação, nós estamos falando de aeroporto regional, abertura de novas vias, eixos de produção... Isso não aconteceu”, garante.

 

Ainda sobre as promessas, o pré-candidato da chapa de oposição afirma: “Eu torço para que isso aconteça, acho que o governo tem o seu dever, sua obrigação de fazer isso”. No entanto, ele sinaliza que “o governo teve quatro anos para iniciar essa e outras obras necessárias também”.

 

Já no que diz respeito à política na região, segundo ele, a população local já é adepta à ideia de rompimento com o governo petista. “Nós temos conversado com a maioria dos prefeitos da nossa região. É uma região de fato em que você vê um clamor por mudança. Se você fizer qualquer pesquisa eleitoral na nossa região hoje, [verá isso] por conta de muita promessa que foi feita e pouca execução do governo”, alega.

 

O ex-prefeito, reeleito em 2024, conta que deve avançar nas negociações com gestores vizinhos para fortalecer a campanha do ex-prefeito de Salvador e atual pré-candidato ao governo, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União).

 

“Nós temos alguns municípios que estão prestes a declarar apoio, outros vão declarar [mais à frente], e em outros nós estamos construindo bem as oposições. Estamos construindo bem grupos que não aceitam mais o governo, então eu não tenho dúvida de que sairemos vitoriosos daqueles dois territórios”, conclui.

ACM Neto diferencia "Sua Voz é a Nossa Voz" de PGP do governo e ressalta que projeto quer “dar voz a todos os baianos”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

Em evento de lançamento de seu projeto “Sua Voz é a Nossa Voz”, o pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), diferenciou as ações previstas pela oposição do que já é realizado no Programa de Governo Participativo (PGP) do PT na Bahia. O projeto da oposição prevê a visita e escuta ativa às comunidades de Salvador e do interior da Bahia durante o período de pré-campanha. 

 

“O PGP deles é uma coisa que é feita ali em quatro paredes, toda ela é manipulada para ter um resultado que interesse a eles. [O PGP é] Tudo feito e manipulado pelas pessoas dos partidos e ali do centro do governo. Nós queremos fazer uma coisa ampla, eu quero dar voz a todos os baianos, sobretudo aos que não têm uma identificação partidária imediata, não tem uma militância, não tem como chegar a gente”, afirma o ex-prefeito de Salvador. 

 

A fala ocorreu em meio ao lançamento do “Sua Voz é a Nossa Voz”, como uma forma de alcançar o interior da Bahia, com 10 eventos presenciais e transmissões virtuais. Segundo ACM Neto, a expectativa é ampliar o diálogo. “Então eu não quero fazer uma coisa maquiada, eu não quero fazer uma coisa que eu já sei o resultado e eu só vou ali validar, não. Eu quero fazer uma escuta ampla, aberta, transparente, direta, onde todo mundo possa participar”, diz. 

 

O anúncio do grupo da oposição ocorre após membros da base governista apontarem, durante o Programa de Governo Participativo (PGP 2026) em cidades do interior, que o ex-prefeito da capital baiana participa somente de ações fora da Bahia. As críticas do governo foram respondidas pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e chegou a rebater as críticas da oposição sobre a agenda de ACM Neto no estado. 

 

Ao lado de aliados como Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador, e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL), Neto aproveitou a oportunidade para questionar a efetividade do PGP do governo petista. 

 

“A segunda grande diferença é o que vai ser no futuro. Porque eu não posso conceber e admitir que o governador Jerônimo tenha coragem de voltar a uma cidade na qual há quatro anos atrás ele fez uma promessa, e estava no PGP, e ele vai lá e faz a mesma promessa de novo, como se ele não tivesse sido candidato há quatro anos. Como se ele não tivesse tido o tempo suficiente para cumprir aquela promessa”, afirma o principal líder da oposição ao PT na Bahia. 

 

Ele completa dizendo que “em alguns casos são promessas de 20 anos que eles voltam a prometer no PGP que eles fazem”. Na tentativa de se diferenciar, ele garante que “então a gente quer transformar isso aqui numa plataforma e numa base de compromissos, em um plano de governo, em uma bússola para o que será de fato a nossa gestão, sobre o que é que nós vamos nos debruçar, quais serão as nossas prioridades”, finaliza. 

Após queda nas intenções de voto de Flávio, ACM Neto indica que cenário eleitoral é volátil e alfineta PT: “para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias”
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O pré-candidato ao governo ACM Neto avaliou nesta quarta-feira (27) o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos. 

 

Neto criticou a forma como resultados de pesquisas são interpretados no debate político e afirmou que o cenário segue em construção, com mudanças constantes no comportamento do eleitorado. Ao se referir ao grupo de seu adversário, Jerônimo Rodrigues (PT), ele ironizou a divulgação dos levantamentos sobre o atual governador.

 

“O PT é engraçado. A pesquisa certa só é a que traz boas notícias para eles, as que não trazem, estão erradas. A pesquisa é um retrato do momento e a eleição é muito dinâmica e quem nesse momento quiser antecipar alguma coisa, não estará fazendo nada além de exercício de futurologia”, alfinetou. 

 

Ao comentar o comportamento dos levantamentos e a perda de fôlego da candidatura de Flávio Bolsonaro, o ex-gestor destacou a oscilação do eleitorado ao longo do tempo e enfatizou a mudança no contexto da disputa política na Bahia. "Agora é diferente, ele [Jerônimo] é o governador, o cenário político nacional é outro, o cenário político da Bahia é outro, e a nossa pré-campanha é outra também”, disse ACM Neto. 

 

Com relação a formação da chapa, ele demonstrou confiançãa no grupo político e reforçou o foco na Bahia, evitando nacionalizar a disputa no estado. “Hoje a gente tem uma chapa muito mais forte, com Zé Cocá, Coronel e João Roma. Temos feito tudo no tempo certo, aprendemos com os nossos erros, e temos desenvolvido novas estratégias. Então, eu tenho total confiança na nossa vitória”, completou o líder da oposição.

ACM Neto anuncia projeto "Sua Voz é a Nossa Voz" durante a pré-campanha e projeta alcançar 417 municípios da Bahia
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O pré-candidato ao governo do estado da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (União), anunciou, nesta quarta-feira (27), a realização do projeto "Sua Voz é a Nossa Voz", de visita e escuta ativa às comunidades de Salvador e do interior da Bahia durante o período de pré-campanha. 

 

Em evento realizado no Edifício Central Pinheiro, localizado na Avenida Garibaldi, ACM Neto reuniu os aliados, Zé Cocá (PP), pré-candidato a vice-governador, e os pré-candidatos ao Senado, Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL). O ex-prefeito de Salvador afirmou que serão realizados dez eventos no interior e reuniões menores na capital, com início já nesta semana.

 

Sobre as ações na capital, ele cita que o histórico de sua gestão na cidade será importante para permitir reuniões menores, “uma coisa mais do corpo a corpo, direto com as comunidades, com os bairros da cidade”. Segundo ele, “muitos deles onde nós temos relevantes serviços prestados na época da minha gestão como prefeito”, explica. 

 


Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias 

 

Já no interior, a dinâmica será maior, com a promessa de alcançar os 417 municípios. O primeio evento ocorre no dia 2 de junho em Jacobina, na região do Piemonte de Diamantina. “O primeiro encontro regional vai acontecer a partir da próxima semana e nós vamos dar início a um movimento que carinhosamente, dentro da nossa equipe, está sendo chamado de ‘Maratona da Mudança’”, detalha ACM Neto, que também é vice-presidente do partido União Brasil. 

 

Segundo ele, é impossível atingir fisicamente a marca de se comunicar com todos os municípios do estado, mas a mobilização vai envolver o uso da tecnologia. “Nós pretendemos alcançar todos os 417 municípios do estado da Bahia. Vocês vão ver qual a estratégia que nós montamos para isso. É claro que fisicamente é impossível nós estarmos em todas as cidades, só que hoje, felizmente, existem os recursos tecnológicos que nos permitem chegar sem que necessariamente, fisicamente, nós estejamos naqueles municípios”, destaca o pré-candidato. 

"A suplência do senador só não será de Lídice se ela renunciar ao convite já aceito", revelam aliados de Wagner sobre posto
Foto: Paula Fróes

As recentes movimentações de aliados do senador Otto Alencar (PSD) para ocupar a suplência na chapa do senador Jaques Wagner (PT) têm despertado uma certa inquietação dentro da base governista da Bahia. Entre os "postulantes" estão o ex-prefeito de Belo Campo, Quinho Tigre (PSD), que chegou a externar a articulação. Apesar disso, a definição do cenário pode estar nas mãos de outra liderança do grupo: Lídice da Mata (PSB).

 

A deputada federal e presidente estadual do PSB já teria sinalizado de forma positiva ao convite para ocupar o espaço. Lídice é pré-candidata a deputada federal, porém retornaria da disputa e seria indicada como primeira suplente de Wagner. "A suplência de Wagner só não será de Lídice se ela renunciar. Se ela renunciar ao 'aceite'. Porque aceitar, já aceitou", revelou, em reserva, um aliado próximo ao senador petista.

 

O Bahia Notícias já havia divulgado que Wagner realizou contato com Lídice para fazer o convite na última semana. A indicação do senador teria dupla motivação, visto que a deputada federal ainda estaria resistindo em aceitar assumir a suplência. A primeira motivação teria vínculo com a “gratidão” de Wagner à deputada, já que, em 2018, Lídice, que era senadora pela Bahia, foi preterida na chapa majoritária. 

 

No momento, o nome do então presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) Angelo Coronel foi indicado, se consagrando vencedor no pleito. Nesta eleição, o senador rompeu com o grupo governista e, hoje, disputará a reeleição na chapa do ex-prefeito de Salvador ACM Neto. 

 

Outra razão da escolha teria relação com a capital baiana. Pesquisas internas da base governista indicam que Lídice teria uma certa vantagem entre os postulantes à Câmara Federal, levando em conta os votos de Salvador, de acordo com fontes ligadas ao governo. 

 

A saída de Lídice da disputa, inclusive, pode significar uma mudança da chapa a federal do PSB. Única deputada federal eleita em 2022, com 112.385 votos - sendo 51.105 deles na capital baiana, Lídice recheou a chapa para federal do partido para a disputa em 2026. O deputado federal Mário Negromonte Jr., ex-presidente do PP, e o deputado estadual Vitor Bonfim, filiado antigamente ao PV, disputarão o pleito pela legenda. Com isso, a "saída" de Lídice significaria uma conta extra para viabilizar a eleição dos dois recém-chegados. 

 

E QUINHO? 

Outro movimento, também revelado nesta semana, foi a iniciativa do ex-prefeito Quinho Tigre em sinalizar a articulação para ocupar o espaço. Pré-candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Quinho reforçou o desejo em entrevista ao Blog do Anderson, parceiro do Bahia Notícias. "Eu sou soldado do PSD. Se houver alguma indicação, é claro que eu não furtarei a enfrentar, mas, até o momento, é pré-candidato para a viabilidade estadual”, explicou. 

 

Porém, o político externou o debate interno para a indicação do PSD à suplência. “Eu tive algumas consultas, inclusive do senador Otto Alencar, e a gente está se organizando para ver a real condição de acontecer. Mas o senador me procurou, sim, para conversar sobre essa possibilidade”, ressaltou Quinho. Para ele, a indicação a suplência na chapa majoritária é parte de um investimento do grupo governista na garantia da reeleição das lideranças. 

 

PÉ NO FREIO

A resposta sobre a indicação veio na sequência. O senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar, negou nesta segunda-feira (25) qualquer conversa oficial com o senador Jaques Wagner sobre a indicação do ex-prefeito de Belo Campo, José Henrique Silva Tigre, o Quinho (PSD), para uma vaga de suplência ao Senado.

 

Segundo Otto, não houve indicação formal nem tratativas diretas envolvendo o nome do ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB). “Não tem nenhuma indicação formalizada do ex-prefeito para primeiro nem segundo suplente de Wagner. Até porque tenho que tratar com ele [Wagner]”, afirmou ao Bahia Notícias.

Despesas de vice-governadoria explodem com Geraldo Jr. e crescem 157% com relação a João Leão
Foto: Divulgação

Os gastos da Vice-Governadoria da Bahia registraram aumento de 157% nos últimos três anos e meio sob a gestão de Geraldo Jr. (MDB), em comparação com o segundo mandato de João Leão (PP) no cargo, entre 2019 e 2022.

 

Desde que assumiu a função, em janeiro de 2023, o gabinete de Geraldo Jr. acumulou despesas de R$ 32,4 milhões. No período de quatro anos em que João Leão ocupou a Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 12,6 milhões. Com mais sete meses restantes de mandato, a tendência é que o atual vice-governador amplie ainda mais a diferença em relação ao antecessor.

 

Somente entre janeiro e maio deste ano, o gabinete de Geraldo Jr. consumiu R$ 4,1 milhões dos cofres públicos. As principais despesas foram destinadas ao pagamento de diárias de militares, salários, passagens e contratos de locação de mão de obra.

 

O ano de 2025 concentra o maior volume de gastos da atual gestão, com desembolso de R$ 10,8 milhões. Desse total, R$ 6,15 milhões foram destinados a despesas relacionadas a militares, incluindo salários, auxílios e diárias.

 

Em 2024, ano em que disputou a Prefeitura de Salvador e terminou a eleição na terceira colocação, com 10,33% dos votos válidos, as despesas do gabinete alcançaram R$ 9 milhões. Já em 2023, primeiro ano à frente da Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 8,4 milhões.

 

GASTOS DE LEÃO

Durante a gestão de João Leão, as despesas anuais da Vice-Governadoria permaneceram abaixo de R$ 4 milhões.

 

Até 2023, os gastos totalizaram R$ 3,05 milhões. No ano seguinte, houve redução para R$ 2,8 milhões. Em 2021, as despesas chegaram a R$ 3,43 milhões, enquanto em 2022 recuaram para R$ 3,36 milhões.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O bicho tá solto na política baiana. E tem até tigre pronto pra virar papagaio. Por via das dúvidas, Cunha vestiu logo suas asas. Mas quem tá de ovo virado é o Potro. Ainda mais depois que tentaram passar por cima do rebento do Cavalo. Enquanto isso, tem gente apelando pros santos pra ver se as coisas na campanha vão pra frente. Saiba mais!

Pérolas do Dia

ACM Neto

ACM Neto
Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".

 

Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.

Podcast

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana

Deputado Robinson Almeida é o entrevistado do Projeto Prisma desta semana
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (25). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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