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Mauricio Leiro
Jornalista formado pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Trabalhou como estagiário no Núcleo de Práticas Comunicacionais (Nuprac) Produtora Júnior da Unijorge. Iniciou no Bahia Notícias como estagiário é editor de política no site. Além disso, apresenta o programa "Bahia Notícias no Ar" na rádio Salvador FM.
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Um levantamento revelado pela Fiquem Sabendo, realizado a partir do cruzamento de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com informações do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) e do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), identificou 15 candidatos baianos registrados para disputar as eleições de 2026 que possuem apontamentos nas cortes de contas baianas.
A relação reúne ex-prefeitos, ex-gestores públicos e ordenadores de despesas que tiveram pareceres desfavoráveis ou contas julgadas irregulares pelos órgãos de controle. Os nomes concorrem a cargos de deputado estadual, deputado federal e suplências.
Candidatos com apontamentos no TCM-BA:
- Silva Neto (Avante), candidato a deputado estadual — 4 registros;
- Elinaldo (União), candidato a deputado estadual — 1 registro;
- Carlinhos Sobral (MDB), candidato a deputado estadual — 1 registro;
- Charles Fernandes (PSD), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Elmo Vaz (Avante), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Juscelino de Irará (União), candidato a deputado estadual — 3 registros;
- Jusmari Oliveira (PSD), candidata a deputada estadual — 1 registro;
- Binho de Mota (PSDB), candidato a deputado estadual — 2 registros;
- Marcone Amaral (PSD), candidato a deputado estadual — 3 registros;
- Marão (Avante), candidato a deputado estadual — 3 registros;
- Moema Gramacho (MDB), candidata a deputada federal — 1 registro;
- Rodrigo Hagge (PSDB), 2º suplente — 3 registros.
Candidatos com apontamentos no TCE-BA:
- Cleiton Lin (PDT), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Edvaldo Brito (PSD), 1º suplente — 1 registro;
- Joseildo (PT), candidato a deputado federal — 1 registro;
- Marão (Avante), candidato a deputado estadual — 1 registro.
O levantamento utilizou o CPF dos candidatos para cruzar os dados dos tribunais com os registros do TSE, evitando divergências causadas por homônimos. A inclusão nas listas dos tribunais de contas não implica inelegibilidade automática. A análise sobre a regularidade das candidaturas cabe à Justiça Eleitoral, que avalia cada caso individualmente.
Além disso, decisões dos órgãos de controle podem ser alvo de recursos administrativos ou questionamentos judiciais, o que pode modificar seus efeitos ao longo da tramitação dos processos.
O Governo da Bahia prorrogou o estado de emergência zoossanitária em todo o território estadual. A medida tem como objetivo conter o avanço da influenza aviária H5N1. Assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), o decreto renova as ações preventivas iniciadas originalmente em 2023, após a identificação do vírus em espécies silvestres.
O decreto, obtido pelo Bahia Notícias, estabelece um novo período de vigência de 180 dias, garantindo a continuidade das políticas de vigilância sanitária no setor agropecuário. A estratégia busca proteger a biodiversidade local e a produção agropecuária dos impactos da enfermidade, considerada de alta gravidade.
A declaração de emergência foi motivada pela identificação, no estado, da infecção pelo vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) H5N1 em populações de aves silvestres. O objetivo central é implementar e manter medidas rigorosas de prevenção contra a disseminação da influenza aviária H5N1 em todo o território baiano. A decisão tomou como base diretrizes estabelecidas por uma série de portarias do Ministério da Agricultura e Pecuária.
O decreto também foi assinado pelo secretário da Casa Civil, Eracy Lafuente, e pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Vivaldo Góis de Oliveira.
INFLUENZA AVIÁRIA
A influenza aviária é uma doença infecciosa que pode atingir aves e mamíferos, incluindo seres humanos. Segundo o Ministério da Saúde, por meio da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), desde 2022 foram identificados surtos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves domésticas, aves silvestres e mamíferos silvestres em diversos países das Américas, como Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela e, mais recentemente, no Brasil.
O vírus influenza do subtipo A(H5N1) é predominante nesses surtos. Em caso de circulação do vírus, existe o risco de contaminação esporádica de seres humanos pela exposição a aves infectadas ou a ambientes contaminados. Por isso, segundo o ministério, o controle da doença em animais é uma medida essencial para reduzir os riscos à população e ao meio ambiente. Para isso, é fundamental que as vigilâncias animal e humana atuem de forma integrada no combate à enfermidade.
Em 2026, houve três focos de aves suspeitos e todos foram descartados para Influenza Aviária (H5N1). Não teve caso humano com suspeita de Influenza Aviária.
A legislação municipal de Salvador já prevê, há 10 anos, regras para o soterramento das fiações elétricas e de telecomunicações da cidade. A Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos) e o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), ambos sancionados em 2016, estabelecem normas e prioridades para retirar cabos aéreos e levá-los para dutos subterrâneos, mas a expansão da rede enterrada segue enfrentando obstáculos, como mostrou reportagem do Bahia Notícias.
A Louos estabelece os parâmetros urbanísticos para novos empreendimentos e infraestruturas da cidade. Um de seus dispositivos, o parágrafo 3º do artigo 130, proíbe expressamente a instalação ou a manutenção de redes aéreas de infraestrutura em áreas urbanas que já contam com dutos subterrâneos organizados em uma estrutura chamada vala técnica multiuso, espaço no subsolo criado para reunir, de forma compartilhada, os cabos de diferentes serviços.
A mesma lei também torna obrigatória a instalação dessa vala técnica em novos loteamentos e urbanizações da cidade. Os novos empreendimentos precisam prever, desde o projeto, um espaço subterrâneo compartilhado para os cabos de energia elétrica, telecomunicações, internet, fibra óptica, gás e água, com exceção dos loteamentos de interesse social.
A Louos ainda classifica os equipamentos de redes de telecomunicações, dados, fibra óptica e distribuição de energia como um tipo específico de infraestrutura urbana, chamada de nR4, conforme os artigos 129, inciso IV, e 130. Essa classificação obriga que a instalação dessas redes siga as regras urbanísticas para o uso do subsolo da cidade.
Já o PDDU define as diretrizes de longo prazo para o desenvolvimento de Salvador e orienta a atuação da Prefeitura e das concessionárias de serviços públicos. Os artigos 114, inciso III, e 124, inciso III, estabelecem a diretriz de enterrar progressivamente as redes de iluminação pública, de energia elétrica e de telecomunicações.
O plano diretor também elege áreas prioritárias para receber esse soterramento: o Centro Histórico de Salvador, as vias de maior importância da cidade, chamadas de estruturais e arteriais, além de obras novas de urbanização e novos parcelamentos de solo.
Outro dispositivo, o artigo 113, determina que a Prefeitura se articule com as concessionárias de gás, energia, telecomunicações e fibra óptica para viabilizar um modelo de negócio que permita a expansão compartilhada da rede subterrânea.
Já o inciso VIII do artigo 114 e o artigo 275 tratam da necessidade de reduzir o impacto visual causado por fiações aéreas e travessias de cabos em vias públicas, com atenção especial a áreas consideradas sensíveis, como a Borda Atlântica. O PDDU também autoriza o município a conceder o direito de uso do espaço subterrâneo da cidade, mediante contrapartida financeira, para a instalação de dutos destinados a cabos de comunicação de dados e a redes elétricas.
Os incisos do artigo 124 exigem, ainda, uma gestão integrada do subsolo e do espaço aéreo da cidade, para evitar a duplicação de equipamentos e de postes. No mesmo artigo, é determinado que essas redes sejam cadastradas e mapeadas de forma georreferenciada no Sistema de Informação Municipal (SIM-Salvador/Sicad), ferramenta que deve permitir à Prefeitura monitorar o que está instalado no subsolo e o que ainda está a céu aberto.
Ambas as leis foram sancionadas há 10 anos, o que mostra que a exigência de enterrar a fiação já tinha amplo respaldo jurídico.
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) anunciou a criação de um grupo de trabalho focado em criar, de forma inédita, um sistema nacional para monitorar e avaliar a fiscalização do setor de saúde pública e privada no Brasil. Vinculado à Comissão da Saúde da instituição, o coletivo foi criado com a missão de implementar o Sistema Nacional de Avaliação e Monitoramento Anual da Atuação do Ministério Público Brasileiro na Área da Saúde.
A iniciativa busca traçar um diagnóstico abrangente em âmbito nacional sobre o desempenho ministerial na garantia do direito à saúde pública e suplementar. Além do mapeamento, o grupo terá a tarefa de elaborar propostas com parâmetros mínimos de organização, estrutura, transparência e acompanhamento contínuo para uniformizar e aprimorar as ações praticadas pelas diversas unidades do Ministério Público.
Sob a coordenação da promotora de Justiça Rocío Garcia Matos, do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), o grupo reúne especialistas e representantes do Ministério Público Federal (MPF) e das unidades do Ceará, Minas Gerais, Pará e Pernambuco. Os profissionais atuarão de forma conjunta sem deixar seus cargos atuais e sem custos extras para a administração pública.
A medida, assinada pelo presidente do conselho, Paulo Gustavo Gonet Branco, entrou em vigor na última quinta-feira (10). A equipe terá um prazo inicial de 18 meses para concluir os levantamentos e apresentar as diretrizes finais, com possibilidade de prorrogação das atividades.
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou a manutenção da medida que proíbe a saída e viagens internacionais do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré, para o exterior. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, também atinge Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga Sodré, empresário baiano e pai de Eduardo.
Ambos foram alvos da Operação Compliance Zero, que apura desvios e fraudes no Banco Master. O secretário estadual é apontado pela Polícia Federal como enteado do senador Jaques Wagner e investigado pelo suposto recebimento de vantagens indevidas em contrapartida por articulação legislativa favorável ao Grupo Master (que era gerido por Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima), além de exercer papel ativo na articulação financeira do esquema. Os crimes apurados incluem corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos.
Segundo documento obtido pelo Bahia Notícias, na manhã desta segunda-feira (14), Eduardo tentou revogar a apreensão de seu passaporte para participar de eventos internacionais na França e na COP17. Ele tentou participar do "Programme d'Invitation des Personnalités d'Avenir", evento para o qual alegou ter sido selecionado pelo Ministério de Assuntos Internacionais da República da França. A viagem ocorreria de 14 a 31 de agosto de 2026.
Uma segunda viagem seria para a COP17/UNCCD (10 a 17 de outubro de 2026) para participar da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. Ambos os pedidos foram indeferidos pelo ministro relator André Mendonça, que manteve integralmente as restrições de saída do território nacional. Na ocasião, Mendonça rejeitou os pedidos de liberação temporária do passaporte e de autorização de viagem baseado em:
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Estágio embrionário da investigação: Por estar a investigação em fase inicial, a livre circulação internacional dos investigados representaria um risco acrescido à colheita de provas e à efetividade da persecução penal, sendo a restrição indispensável para assegurar a aplicação da lei penal;
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Indícios de crimes graves: O ministro salientou a permanência de sólidos indícios da prática de infrações graves, como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos;
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Elevada capacidade financeira: Foi destacado que a capacidade financeira dos requerentes constitui elemento concreto que facilita eventual deslocamento e permanência prolongada no exterior;
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Prevalência do interesse público sobre o privado: A necessidade de resguardo do processo penal sobrepõe-se a eventuais compromissos profissionais ou conveniências de ordem particular alegadas;
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Inexistência de fatos novos: Ficou consignado que permanecem válidos todos os motivos que fundamentaram a decretação inicial das medidas cautelares, sem que tenham sido apresentados elementos novos capazes de alterar o quadro fático-probatório.
Já Guilherme Henrique Sodré Martins, também investigado na Compliance Zero, foi classificado pela Polícia Federal como operador e articulador entre o núcleo empresarial do Banco Master e pessoa de confiança do parlamentar investigado (senador Jaques Wagner). Contra ele apura-se a suposta prática dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos financeiros conexos.
Guilherme solicitou autorização para viajar à Itália (Veneza, Florença e Roma) entre 3 e 13 de setembro de 2026. A justificativa era participar como expositor na 61ª Bienal de Veneza, integrando uma instalação artística com uma obra de sua coleção pessoal. Ele sustentou que as passagens e hospedagens foram adquiridas antes da operação policial, que possui residência e patrimônio lícito no País, além de mencionar que sua esposa exerce o cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O ministro André Mendonça indeferiu o pedido, mantendo a suspensão do passaporte no SINPA, o registro de impedimento de saída no STI, a proibição de emissão de novo passaporte e a proibição de contato com os demais investigados.
O fundamento para negar a viagem seguiu os mesmos critérios aplicados a Eduardo: o estágio embrionário da investigação, o risco à colheita de provas, a elevada capacidade financeira do investigado e a prevalência da persecução penal sobre conveniências de ordem particular.
A Justiça Federal na capital baiana recebeu um reforço financeiro significativo para a construção de um novo espaço. De acordo com a portaria, assinada pelo presidente do Conselho da Justiça Federal, ministro Luis Felipe Salomão, foi autorizado um crédito suplementar de R$ 1.250.000,00 para as obras do Edifício-Sede II da Seção Judiciária em Salvador.
Esse montante será destinado às futuras instalações dos Juizados Especiais Federais (JEFs), refletindo um esforço para aprimorar a infraestrutura de atendimento judicial no município. O valor foi remanejado de obras menores, programadas para as subseções judiciárias, e servirá para reforço do empenho da obra de construção do Ed. II dos JEFs no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
Conforme o detalhamento orçamentário, a injeção de R$ 1,25 milhão visa promover um aumento de 4% na execução física da construção do edifício-sede, representando um passo fundamental para a conclusão da obra. Segundo a Seção Judiciária da Bahia (SJ-BA), órgão vinculado ao Tribunal Federal da 1ª Região (TRF-1), com o novo aporte financeiro, ainda são necessários mais R$ 4,5 milhões para a conclusão da construção.
O cronograma da obra prevê a aplicação do saldo restante em dezembro de 2026 e a entrega da obra em abril de 2027. A verba destinada à capital baiana integra uma movimentação orçamentária maior da Justiça Federal, que oficializa um crédito adicional global de R$ 4.685.638,00.
Esses valores pertencem à rubrica da Justiça Federal de Primeiro Grau. Para assegurar os recursos em Salvador e atender outras demandas no país, como auxílio-moradia e conservação de imóveis, o Conselho realizou um remanejamento orçamentário, resultando na anulação parcial de verbas anteriormente previstas para outros fins, como a construção de um edifício-sede em Brasília e gastos com publicidade institucional.
A Corregedoria da Polícia Civil (PC-BA) decidiu renovar a equipe que realiza a correição das ações da 27ª Delegacia Territorial (DT-BA), localizada em Itinga, em Lauro de Freitas. Em uma Portaria, divulgada nesta quinta-feira (10), a Corregedora-Chefe da corporação, Ligia Nunes de Sá, alterou o quadro de servidores que compunham a Comissão de Correição Extraordinária da unidade. (Reportagem atualizada às 7h05)
A comissão era composta anteriormente pelos servidores André de Oliveira Alves, Nilzélia Morais Santos Vilaronga de Oliveira, Paulo Cesar dos Santos, Luiz Carlos Improta Andrade e Elder da Silva Pavie, e agora passa a ser composta por Isabele Lauar Ganem, que foi nomeada presidente, e pelas novas integrantes Andreia Carvalho e Joana D’Arc Siqueira.
Essa comissão não é recente. Na Portaria desta quinta, nº 289/2026, a gestora da Corregedoria destaca que a mudança prevê apenas a alteração dos componentes “para dar continuidade aos trabalhos iniciados pela Portaria nº 261/2023”. Desta forma, a comissão criada em novembro de 2023 já realiza auditorias na unidade há dois anos e nove meses.
A publicação que criou a comissão, assinada pelo então corregedor-chefe Edenir de Macêdo Cerqueira, destaca que a fiscalização da comissão na 27ª Delegacia prevê a fiscalização do acervo de procedimentos policiais investigativos da unidade; dos bens apreendidos sob custódia da delegacia; e do material bélico acautelado aos servidores policiais civis.
O Bahia Notícias solicitou informações da Polícia Civil com relação às motivações para a criação da Comissão de Correição e a manutenção desta nos últimos dois anos. Sobre o tema, a corporação informou que a comissão foi implementada após mudança de gestão da unidade como um "uma medidade praxe" após a constatação da falta de inventário ou procedimentos de verificação de procedimentos.
No que diz respeito a manutenção das ações de correição na unidade, a Polícia Civil destacou, em nota, que "não há, até o momento, uma data definida para o encerramento definitivo dos trabalhos." "O acompanhamento da 27ª DT/Itinga continuará até a completa regularização da unidade", diz a entidade.
A unidade é parte do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom-BA), que coordena 38 delegacias territoriais e seis postos policiais na região. Em Lauro de Freitas, a 27ª se destaca pela localização no bairro de Itinga, o mais populoso do município.
Ainda este ano, a unidade foi responsável por casos complexos e de ampla visibilidade, como o Caso Thamires. O procedimento apurava o desaparecimento e morte da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, em março de 2026, entre os bairros Jardim das Margaridas e Cassange. Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, era vizinho da vítima e foi preso após ter sido apontado como suspeito de atrair a vítima para um matagal na região.
Alguns meses depois dos principais desdobramentos dessa investigação, o delegado Guilherme Gustavo Malta de Santa Cruz Pernambuco, de 53 anos, foi encontrado morto em sua residência em Lauro de Freitas. O servidor entrou na corporação em 2001 e exercia a titularidade da 27ª Delegacia Territorial (DT/Itinga) há 10 anos.
Confira a nota da Polícia Civil na íntegra:
"A correição extraordinária na 27ª Delegacia Territorial (DT/Itinga) foi instaurada após a mudança de gestão da unidade, medida de praxe quando constatada a ausência de inventário ou qualquer outra intercorrência na passagem de gestão. Em seguida, foi realizada a verificação dos procedimentos, do patrimônio, dos bens e dos materiais apreendidos. Durante os trabalhos, foram verificadas pendências relacionadas à organização e à destinação dos bens apreendidos.
A comissão tem a função de fiscalizar, identificar eventuais pendências e indicar as medidas necessárias para corrigi-las. Não há, até o momento, uma data definida para o encerramento definitivo dos trabalhos. O acompanhamento da 27ª DT/Itinga continuará até a completa regularização da unidade."
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta sexta-feira (11) o sigilo da Petição 16.230, no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão detalha uma ordem de bloqueio patrimonial que atinge o senador Jaques Wagner (PT) e outros 26 investigados, incluindo familiares e operadores financeiros.
O valor total da constrição para o grupo principal é de R$ 5.955.250,00. Segundo o documento, esse montante não é exclusivo do senador, mas um limite global que alcança 16 alvos que teriam atuado nos dois eixos da investigação, incluindo seu enteado Eduardo Mendonça Sodré Martins e o articulador Guilherme "Guiga" Sodré.
No primeiro eixo, a Polícia Federal investiga a compra oculta de um apartamento no edifício Poème Horto, em Salvador, por R$ 2,45 milhões. A investigação conecta Wagner ao chamado "escândalo da Reag", apontando que os recursos para o imóvel transitaram pelo Hockenheim Fundo de Investimento, administrado pela REAG Administradora de Recursos, antes de chegar à empresa interposta Epítome S.A.
O segundo eixo foca em repasses de R$ 3,5 milhões da PKL One Participações para a BN Financeira Ltda., empresa ligada à família do senador. Por este núcleo, o ministro determinou o bloqueio específico de R$ 3,5 milhões de Bonnie Toaldo Bonilha, esposa de Eduardo Sodré e sócia da empresa, além de outros dois investigados.
A PF sustenta que as vantagens incluíam o uso de jatinhos particulares e ingressos de luxo para shows, como o de uma cantora internacional em Los Angeles, pagos pela REAG Investimentos. Em contrapartida, Wagner teria atuado em favor do Banco Master em temas como crédito consignado e na fiscalização da compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).
A derrubada do sigilo atendeu a um pedido da PGR e também tornou públicos inquéritos envolvendo os senadores Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, além do governador Cláudio Castro. Jaques Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que sua relação com os investigados não envolveu a concessão de benefícios ilícitos.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) de Salvador formalizou a renovação do contrato com a 'Pejota Construções LTDA' para a manutenção de equipamentos esportivos da capital baiana. O extrato do 4º Termo Aditivo ao Contrato nº 08/2024 foi assinado na última terça-feirsa (8) e publicado no Diário Oficial, assegurando a prorrogação das atividades por mais 360 dias, o que estende o vínculo até 3 de setembro de 2027, com valor global estimado em R$ 3,75 milhões.
A formalização do aditivo ocorre dias após a empresa se tornar alvo de uma operação policial na capital baiana. No último dia 31, a Polícia Civil da Bahia (PC-BA), por meio do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), cumpriu mandado de busca e apreensão contra os proprietários da Pejota Construções e Terraplanagem Ltda.
Os agentes estiveram na sede da construtora, localizada na região entre Sussuarana e o Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A ação policial investiga a prática de possíveis crimes ocorridos no município de Feira de Santana.
HISTÓRICO DE CONTRATOS
A Pejota acumula um histórico expressivo de contratos com a administração pública nas esferas estadual, federal e municipal:
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Governo do Estado da Bahia: A empresa obteve mais de R$ 282,74 milhões em contratos estaduais desde 2017. Desse montante, R$ 232,51 milhões (cerca de 82%) foram desembolsados pelo Executivo estadual durante gestões em que o atual governador Jerônimo Rodrigues atuou como secretário de Estado. Entre as intervenções realizadas pela construtora estão a ampliação do setor norte do sistema de abastecimento de água de Feira de Santana, sistemas de esgotamento sanitário no interior e obras de contenção de encostas em Salvador;
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Governo Federal (DNIT): A empresa também firmou contrato de R$ 49,9 milhões com a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na Bahia para serviços de manutenção em 61,1 quilômetros da BR-324, no trecho entre o acesso a Santo Amaro (BA-420) e Salvador;
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Prefeitura de Salvador: Além do contrato em vigor com a Seinfra, a construtora já realizou outras prestações de serviços junto à administração municipal.
O aditivo contratual assinado com a Seinfra prevê a execução de obras e intervenções de manutenção de campos de futebol e quadras poliesportivas sob o regime de empreitada por preços unitários, englobando o fornecimento de mão de obra, materiais e equipamentos.
As atividades estão concentradas no Lote 03 do programa municipal, abrangendo duas Regiões Administrativas:
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Prefeitura Bairro VIII: Cabula / Tancredo Neves;
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Prefeitura Bairro X: Pau de Lima.
O documento oficial foi assinado pelo secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Julio Cesar dos Santos, representando a Seinfra, e por Maria Gorete de Araujo Oliveira, em nome da Pejota Construções LTDA.
Uma obra de R$ 10,4 milhões será executada em um trecho de 12 quilômetros da BA-480, em Iraquara, na Chapada Diamantina. A intervenção prevê a restauração do pavimento da estrada e a implantação de uma ciclofaixa entre o entroncamento com a BR-122 e o distrito de Iraporanga, na zona rural do município.
A CBV Construtora Ltda. foi declarada vencedora da licitação realizada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra), com a proposta de R$ 10,4 milhões.
O valor representa um custo médio de quase R$ 870 mil por quilômetro. Conforme comunicado da última quarta-feira (9), o resultado é referente ao Pregão Eletrônico, destinado à contratação dos serviços remanescentes da obra, com critério de julgamento de maior desconto.
Titular da Seinfra, o engenheiro Saulo Pontes homologou a contratação dos serviços. Em abril deste ano, o governador Jerônimo Rodrigues assinou a ordem de serviço definitiva para o início dos trabalhos.
Ao Bahia Notícias, a Secretaria de Infraestrutura informou que "serão feitos serviços de restauração e implantação de ciclofaixa nos 12km do trecho da BA-480, entre Entr. BR-122 (Iraquara) - Iraporanga". "Dessa forma, além da ciclofaixa também serão feitos serviços de restauração da pavimentação", acrescentou.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).