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Fatima Suarez
A dança como território de liberdade e transformação social
Foto: Ives Padilha/ Divulgação

A dança como território de liberdade e transformação social

Muitas vezes a dança é vista apenas como expressão artística, mas a verdade é que ela é, antes de tudo, um poderoso instrumento de transformação social.  O corpo que dança é um corpo que conquista sua própria voz. O movimento fortalece a disciplina, desenvolve a autoconfiança, cuida da saúde mental, promove a inclusão e resgata a cidadania em comunidades vulneráveis. 

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Pesquisa: taxa das blusinhas

Presidente da CNI diz que extinção da "taxa das blusinhas" é retrocesso e coloca em risco mais de 100 mil empregos
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

A aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”, representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos. A opinião foi dada na noite desta quinta-feira (3) pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban. 

 

Nesta quinta, Câmara dos Deputados e Senado concluíram a votação da medida provisória que foi assinada em maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para extinguir o imposto de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP seguiu para sanção presidencial.  

 

Para o presidente da CNI, o fim da cobrança representa uma vantagem para indústrias estrangeiras em detrimento da produção nacional. Ricardo Alban, em comunicado à imprensa, enfatizou que a medida impactará principalmente micro e pequenas empresas e resultará na perda de empregos. 

 

“A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban. 

 

Levantamento divulgado em agosto pela CNI alerta que o fim da “taxa das blusinhas” coloca em risco 109 mil empregos e a geração de R$ 21,8 bilhões em produção doméstica em 2026.

 

Na avaliação da entidade, a criação da taxa havia sido uma conquista para o setor produtivo nacional, já que as plataformas de e-commerce estrangeiras passaram a pagar algum tipo de imposto no país, em 2023, com o ICMS estadual, e, em 2024, quando a taxação de 20% do imposto federal de importação passou a incidir. 

 

“O objetivo dessa taxação quando criada não foi tributar o consumidor, mas proteger a economia. O texto aprovado hoje pelo Congresso Nacional vai na contramão do bom senso, pois fortalecer a indústria brasileira é essencial para que possamos manter empregos e gerar renda”, afirma Alban. 

 

De acordo com estudo publicado em abril pela CNI, com a adoção da cobrança de 20% sobre compras em plataformas internacionais, houve um impedimento para a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil. A taxação, diz a entidade, teria ajudado a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira. 

 

“Não somos contra as importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, conclui o presidente da CNI, Ricardo Alban. 
 

Varejistas acionam Justiça Federal contra "taxa das blusinhas"
Foto: Reprodução / Magnific

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) acionou a Justiça Federal, em Brasília, para tentar suspender a medida provisória conhecida como "taxa das blusinhas", que zerou o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 e reduziu pela metade a alíquota para encomendas de até US$ 3 mil. Na ação, o instituto argumenta que a mudança cria uma vantagem tributária para produtos estrangeiros.

 

Segundo o IDV, enquanto as mercadorias importadas ficam livres de tributos federais dentro da nova regra, itens nacionais seguem sujeitos a PIS, Cofins e IPI, entre outras cobranças, com carga superior a 9%. A medida continua em vigor enquanto aguarda análise do Congresso. A votação na Câmara dos Deputados estava prevista para esta quarta-feira (2), seguida pela apreciação no Senado.

 

O pedido de liminar apresentado pelo IDV ainda não foi analisado. Em 25 de agosto, a Justiça Federal decidiu deixar a avaliação para o momento da sentença. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) também entrou no processo como amicus curiae e apresentou um estudo sobre os efeitos da diferença de tributação entre produtos nacionais e importados.

 

A União já foi notificada sobre a ação, mas ainda não apresentou manifestação no processo.

Senado aprova medida provisória e após sanção presidencial, revogação da "taxa das blusinhas" passará a ser lei
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Pouco tempo depois de ter sido votada pela Câmara dos Deputados, a medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada "taxa das blusinhas", teve o seu texto aprovado também pelo Senado na tarde desta quinta-feira (3). A MP segue agora para sanção presidencial. 

 

Assim como os deputados, os senadores aprovaram de forma simbólica, em um plenário quase vazio, o parecer apresentado pela relatora, Leila Barros (PDT-DF). Antes da votação, a senadora fez a leitura do seu parecer.

 

O governo incluiu a medida da "taxa das blusinhas" entre as suas prioridades para o segundo esforço concentrado do Congresso. A MP precisa ser sancionada até o dia 8 de setembro para não perder a validade.

 

A MP 1357/2026 retirou da legislação o piso de 20% de Imposto de Importação para encomendas de até US$ 50 e permite ao Ministério da Fazenda reduzir a alíquota a zero. Para compras de até US$ 3 mil, a Fazenda também poderá reduzir a alíquota para até 30%. A regra anterior previa piso de 20% na primeira faixa e de 60% na segunda.

 

O texto da medida retirou o piso que impedia a alíquota zero e dá ao governo poder para calibrar o imposto. Desde a edição da MP, em maio, a alíquota federal está zerada para compras de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas do Remessa Conforme. 

 

O ICMS, cobrado pelos estados, continua incidindo sobre essas compras.

 

O parecer da senadora Leila Barros também incluiu a alíquota zero para medicamentos sem similar nacional destinados ao tratamento de doenças raras ou negligenciadas, além de regras para combater fraudes e obrigações de fiscalização para plataformas de comércio eletrônico.

 

Outro ponto incluído no texto pela senadora Leila, durante a discussão da medida na comissão mista, foi a previsão para que o Ministério da Fazenda e o Congresso avaliem periodicamente os efeitos da MP sobre emprego, indústria, comércio, preços e arrecadação.

Câmara dos Deputados aprova MP que acaba com a taxa das blusinhas e texto vai para o Senado
Foto: Roque de Sá / Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (3), a Medida Provisória (MP) que acaba com o imposto de importação conhecido como taxa das blusinhas. A votação representa uma vitória para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cerca de um mês das eleições.

 

O texto agora é encaminhado para o Senado. A votação foi feita simbolicamente, sem contagem de votos nominal. A proposta isenta as compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein e Shopee.

 

Existia a possibilidade da proposta ser levada ao plenário da Câmara ainda na última quarta-feira (2), quando o relatório foi aprovado na comissão mista. O texto, no entanto, só chegou a Casa Alta nesta quinta-feira (3).

Hugo Motta adia para último dia do esforço concentrado a votação da MP que revogou a "taxa das blusinhas"
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), adiou para a sessão plenária de quinta-feira (3) a votação da medida provisória 1357/2026, que revogou a cobrança da chamada “taxa das blusinhas”. A votação inicialmente estava marcada para esta quarta (2). 

 

A medida foi aprovada mais cedo na comissão mista de deputados e senadores criada para analisar o texto enviado ao Congresso pelo governo federal. Na comissão, a senadora Leila Barros (PDT-DF) apresentou parecer favorável ao projeto com algumas alterações no texto. O parecer da senadora foi aprovado de forma simbólica. 

 

Na comissão, após acordo com o governo, lideranças da oposição retiraram destaques para agilizar a votação. Os oposicionistas, entretanto, disseram que vão apresentar os destaques no Senado, para tentar modificar alguns pontos da medida. 

 

A deputada Bia Kicis (PL-DF) disse que serão quatro destaques para incluir medidas de compensação à indústria nacional na MP que acaba com a taxa das blusinhas. Entre os destaques está a criação de uma alíquota de 30% de Imposto de Importação para compras internacionais acima de US$ 50. As remessas de até esse valor permaneceriam com alíquota de 0%.

 

O PL também pretende criar um crédito tributário de 15% para empresas nacionais e garantir à indústria brasileira o mesmo benefício concedido às empresas que realizam importações. Outro destaque deve retirar do texto a possibilidade de o Executivo limitar a quantidade de compras internacionais e o valor das compras que podem ser feitas pelos consumidores.

 

A MP isenta do Imposto de Importação as compras internacionais de até 50 dólares, conhecida como “taxa das blusinhas”. A proposta também zera a alíquota de importação para medicamentos destinados a doenças raras e negligenciadas sem similar nacional.

 

Após ser votada na Câmara, a medida ainda precisa ser aprovada pelo Senado, antes do fim do seu prazo de validade, que expira no dia 8 de setembro. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse no plenário que realizará uma sessão também nesta quinta, logo após a medida ser aprovada pela Câmara. 
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Fico me perguntando onde o povo tá ganhando voto no shopping, ou em corrida de rua. Porque ir pro interior atravessando os buracos da BR ou pegando fila no ferry ninguém quer. Aí depois é culpa do mundo. Mas pior mesmo é Tente Outra Vez, que gasta sola de sapato e ainda leva bola nas costas da própria equipe. Enquanto isso, AlôPrates busca convites pra caruru. Alguém se habilita? Saiba mais!

Pérolas do Dia

Ricardo Alban

Ricardo Alban
Foto: Gabriel Pinheiro / CNI

"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro". 


Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.

Podcast

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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