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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

Pesquisa: canetas emagrecedoras

Vida em Equilíbrio debate canetas emagrecedoras, testosterona e peptídeos com Dr. Ian Branco
Foto: Divulgação

O tratamento da obesidade passa por um momento de grandes transformações. A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, o crescente interesse por peptídeos, saúde hormonal e performance trouxe novas possibilidades para a medicina, mas também levantou questionamentos sobre indicações, riscos e a busca por resultados cada vez mais rápidos.

 

É dentro desse cenário que o novo episódio do podcast Vida em Equilíbrio, apresentado por Andrea Cunha, propõe a discussão: o que representa um verdadeiro avanço da ciência e o que pode estar sendo transformado em modismo?

 

Para aprofundar o tema, Andrea recebe o Dr. Ian Branco, médico com atuação voltada à obesidade, emagrecimento, saúde metabólica, performance e qualidade de vida. Pós-graduado em Obesidade e Emagrecimento pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o médico também é palestrante, escritor e mentor de médicos em Inteligência Artificial.

 

Dr. Ian integra ainda o corpo clínico do Núcleo GA, em Salvador, onde desenvolve um trabalho que considera a saúde para além do número na balança, observando aspectos como metabolismo, composição corporal, sono, energia, hábitos e saúde hormonal.

 

Durante a entrevista, Andrea e Dr. Ian conversam sobre o impacto das canetas emagrecedoras no tratamento da obesidade, suas indicações e os cuidados necessários diante da crescente procura por esses medicamentos. A preservação da massa muscular durante o emagrecimento também ganha destaque, ampliando a discussão para a importância da composição corporal e não apenas da perda de peso.

 

Outro tema que vem despertando interesse são os peptídeos e as promessas relacionadas a emagrecimento, recuperação, performance e longevidade. O episódio discute o que já encontra respaldo científico e por que é necessário cautela diante de tratamentos que ganham visibilidade rapidamente, especialmente nas redes sociais.

 

A saúde do homem também ocupa espaço importante na conversa. Testosterona, disposição, composição corporal e performance entram em pauta, assim como um assunto ainda pouco discutido quando se fala em autoestima masculina: a queda de cabelo.

 

A entrevista também traz uma reflexão sobre até onde a busca por performance e longevidade representa cuidado com a saúde e quando pode se transformar em excesso ou medicalização.

 

Com atuação também na área de tecnologia, Dr. Ian aborda ainda o avanço da Inteligência Artificial na medicina, suas possibilidades para um cuidado mais individualizado e a importância de preservar a relação humana e a tomada de decisão compartilhada entre médico e paciente.

 

Com o tema “Canetas emagrecedoras, testosterona e peptídeos: ciência ou modismo?”, o novo episódio do Vida em Equilíbrio convida o público a compreender melhor algumas das principais discussões da medicina atual e a importância de fazer escolhas baseadas em informação, ciência e acompanhamento profissional.

 

O episódio no ar nesta segunda-feira (5), às 19h, no YouTube do Bahia Notícias. Confira:

 

Canetas emagrecedoras podem chegar ao SUS com até 90% de desconto, diz Ministério da Saúde após ações com Anvisa
Foto: Divulgação/ MS

O Ministério da Saúde disse que as canetas emagrecedoras podem ter o acesso ampliado por meio da incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida chega após o preço desses medicamentos cair cerca de 70% nas farmácias. A partir deste e de outros resultados, o ministério apresentou esta semana um pedido de avaliação desse tipo de medicamento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável pela incorporação de novas tecnologias no SUS, para que a ampliação fosse feita no país.

 

 

"Quando a gente fala em incorporar ao SUS, não estamos falando de incorporar um milagre estético. Estamos falando de incorporar uma medicação que, combinada com outras ações de alimentação e atividade física, certamente poderá ter um impacto muito positivo, inclusive nos custos do sistema de saúde. Vai reduzir o volume de cirurgias bariátricas, de internações por doenças cardiovasculares e de internações por recidiva de câncer, por exemplo”, afirmou o ministro da saúde, Alexandre Padilha.

 

“Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, completou.

 

Segundo a pasta, a queda de preços veio com multiplicação de produtos disponíveis no mercado. Foram registrados 16 novos produtos apenas em 2026, incluindo genéricos e similares. Desses, quatro são produzidos no Brasil. De acordo com dados da Anvisa, o número de pessoas que usam canetas emagrecedoras passou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês.

 

A ampliação da concorrência, a possibilidade de produção nacional e a multiplicação de apresentações disponíveis criaram condições para uma nova etapa, agora em escala pública.

 

“Na farmácia, o preço já está 70% mais barato. Quando você pensa na escala de compras do SUS, com produção local, isso nos traz a possibilidade de uma redução de 80% a 90% do preço. Estamos projetando que, a um custo de R$ 1,5 bilhão ao ano, a gente consegue trazer esses produtos e incorporar no SUS”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Anvisa investiga 13 casos de perda de visão associados a canetas emagrecedoras
Foto: Reprodução / JN

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu investigações sobre cerca de 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA), lesão que pode causar a perda permanente da visão, em pacientes que faziam uso de canetas emagrecedoras. Entre os modelos de GLP-1 utilizados estão o Mounjaro, Ozempic, Wegovy e Rybelsus.

 

O tema veio à tona nesta semana, quando um grupo de pacientes nos Estados Unidos processou a Novo Nordisk pelo risco de perda de visão, causada pela NOIA. Os processos foram revelados por uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal. Estudos publicados na revista científica JAMA Ophthalmology já apontam que o risco de Noia é de quatro a sete vezes maior entre os que receberam semaglutida, em comparação com quem usava outras medicações.

 

No estudo em questão, os próprios pesquisadores disseram que a observação era limitada para estabelecer relação de causa e efeito. Isso porque esses pacientes também tinham doenças que podem causar a doença, como a diabetes.

 

A doença funciona como um infarto no nervo que liga o olho ao cérebro. Os pequenos vasos que o irrigam entopem, parte das células nervosas morre e a visão de um dos olhos piora sem aviso prévio. Estes sintomas, muitas vezes, podem se tornar permanentes.

 

Os casos ainda são tratados como suspeitos e estão sendo acompanhados pela agência. De acordo com o órgão sanitário, a presença do remédio e da doença na mesma notificação não comprova que um tenha causado o outro. Apesar disso, desde junho de 2025, por determinação da Anvisa, a NOIA consta na bula dos medicamentos com semaglutida como reação adversa muito rara. 

 

Em nota enviada ao G1, a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, diz que monitora os dados de segurança de seus remédios, incluindo questões oftalmológicas. Já a Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, afirma que uma análise de seus próprios ensaios clínicos não mostrou aumento de casos da doença com a semaglutida e que o balanço entre benefícios e riscos segue favorável.

Ministro da Saúde promete distribuição de canetas emagrecedoras no SUS: "De forma responsável"
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a pasta avalia a incorporação das chamadas canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração do ministro ocorreu nesta quinta-feira (17), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Montes Claros (MG). Segundo Padilha, o medicamento, utilizado no tratamento da obesidade, será oferecido gratuitamente no SUS de forma responsável, com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.

 

“O Brasil é hoje o país com a maior diversidade de medicamentos registrados para o combate à obesidade, as chamadas canetas emagrecedoras. Já temos 14 produtos registrados. E isso derrubou o preço para a população. O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso. Isso já ajuda muita gente. Mas a gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, ressaltou o ministro Padilha.

 

Em visita à fábrica da Eurofarma, primeira multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro, o ministro reforçou que o medicamento não será incorporado ao SUS como um “milagre estético”. 

 

“Estamos avaliando pessoas que estavam na fila de cirurgia bariátrica para saber se o uso dessa medicação consegue controlar a obesidade sem a necessidade de cirurgia; se melhora a situação de pessoas que têm obesidade e problemas cardíacos; e de mulheres que tiveram câncer de mama, avaliando se a utilização dessa medicação pode reduzir o risco de o câncer voltar. São pessoas que precisam do medicamento, com orientação médica”, reforçou.

 

RELATÓRIO DA OMS

O ministro Alexandre Padilha lembrou que esse trabalho começou a partir de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orientou os países a avaliarem o acesso a esse tipo de medicamento, pelo entendimento de que ele pode ter efeitos benéficos para outras questões de saúde.

 

“Assim que a OMS divulgou esse relatório, o Ministério da Saúde e a Anvisa chamaram empresas nacionais e internacionais, lançaram um edital e perguntaram quem teria condições de produzir, aqui no Brasil, a caneta emagrecedora à base de semaglutida, cuja patente expirava neste ano de 2026. Tivemos uma resposta muito boa”, disse o ministro.

Valor de apreensões de canetas emagrecedoras salta de R$ 4 mi para mais de R$ 80 mi, segundo Receita
Foto: Reprodução / Freepik

O valor das apreensões de canetas emagrecedoras pela Receita Federal saltou de R$ 4 milhões para mais de R$ 80 milhões no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

O valor registrado é mais de 20 vezes superior ao visto no ano passado. Entre os principais fatores que justificam as estatísticas, está o crescimento da entrada irregular desses medicamentos no país, que não possuem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, mesmo assim, são comercializados.

 

De acordo com a Receita, houve ainda um aumento da comercialização desses produtos no ambiente digital, onde canetas são encontradas com facilidade em plataformas de marketplace, inclusive em anúncios feitos por vendedores não autorizados.

 

Entre os fornecedores ilegais e maior destaque, estão comerciantes do Paraguai, por conta da diferença alarmante de preço. Enquanto no Brasil os usuários podem chegar a pagar até R$ 4 mil, algumas canetas paraguaias são encontradas em uma faixa de preço que varia de  R$700 a R$ 1 mil.

 

Por esse motivo, Brasil e Paraguai ampliaram a cooperação para combater a circulação ilegal desses produtos. A Anvisa e a Dinavisa, autoridade sanitária paraguaia, assinaram acordo que prevê troca de informações, compartilhamento de resultados de testes laboratoriais, apoio a ações de fiscalização nas regiões de fronteira e cooperação contra falsificações e contrabando.

 

Apesar do avanço do mercado ilegal, também tem crescido o número de canetas emagrecedoras regularizadas no Brasil. A ampliação da oferta de medicamentos autorizados é vista como um fator que pode aumentar a concorrência e contribuir para a redução dos preços.

 

Em julho, cinco  novas canetas de semaglutida: Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, foram aprovadas pela Anvisa. A agência também concedeu os primeiros registros de medicamentos genéricos à base da substância.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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