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PSD pede ao STF realização de segundo turno para governador do Rio de Janeiro

Por Redação

PSD pede ao STF realização de segundo turno para governador do Rio de Janeiro
Foto: TSE

O Partido Social Democrático (PSD) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a realização do segundo turno da eleição para governador do Rio de Janeiro, em 25 de outubro.  

 

Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1362, o partido questiona a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) e permitiu a proclamação da vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno. 

 

Em 4 de outubro, Ruas recebeu 49,27% dos votos válidos dados a candidatos, enquanto Eduardo Paes (PSD) obteve 42,76%. Garotinho, que disputou a eleição com o registro de candidatura indeferido e recurso pendente, recebeu 274.411 votos (3,17%). 

 

Alguns dias depois, o TSE confirmou o indeferimento do registro e anulou esses votos. Com a nova totalização pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Ruas passou a ter 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para vencer no primeiro turno. 

 

SOBERANIA POPULAR
Na ação, o PSD sustenta que os votos dados a Garotinho devem permanecer na base de cálculo da maioria absoluta exigida pela Constituição Federal, pois o nome constava da urna eletrônica e os eleitores manifestaram escolha política. 

 

Para o partido, a anulação posterior pode produzir efeitos sobre o candidato e a legenda, mas não deve alterar o resultado da votação para definir a necessidade de segundo turno. A agremiação argumenta que a interpretação adotada pelo TSE viola os princípios da soberania popular, da segurança jurídica e do direito ao voto. 

 

OUTRAS AÇÕES

Anteriormente, o ministro Cristiano Zanin, do STF, negou um recurso da coligação de Paes contra a decisão do TSE. Segundo ele, o Supremo ainda não poderia analisar o caso porque não haviam sido esgotadas as possibilidades de recurso no tribunal eleitoral e não existiriam recursos extraordinários.

 

Ainda na noite da última quinta-feira (8), o ex-prefeito do Rio de Janeiro utilizou as redes sociais para informar que iria respeitar a decisão da Justiça Eleitoral que descartou a realização de um segundo turno na disputa pelo governo estadual.