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Mendonça se afasta de instituto após polêmicas de faturamento milionário: "Nunca tive lucro"

Por Redação

Mendonça se afasta de instituto após polêmicas de faturamento milionário: "Nunca tive lucro"
Foto: Divulgação / Supremo Tribunal Federal

O Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, anunciou que decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, fundado por ele em 2024, com o intuito de oferecer cursos jurídicos e de aperfeiçoamento profissional.

 

Segundo ele, a instituição deve se transformar em uma entidade sem fins lucrativos, e os valores arrecadados serão integralmente destinados a fins sociais e educacionais.

 

A decisão foi tomada após a revista Fórum revelar que, desde sua fundação, o Iter teve uma arrecadação superior a R$ 10,8 milhões. Na sequência, o instituto virou alvo de opositores de Mendonça, que apontam conflito de interesses e possível favorecimento da organização, que mantém parceria com governos, prefeituras e empresas privadas, em contratos públicos sem licitação.

 

No entanto, o ministro questiona os números e afirmou que nunca teve lucro com o instituto, que teria tido prejuízo em seu primeiro ano de funcionamento e pequeno lucro, de cerca de R$ 200 mil, no ano passado.

 

Leia a nota na íntegra: 

 

"O ministro André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, cedendo a totalidade de suas cotas e de sua esposa, sem qualquer contrapartida financeira.

 

As cotas, e eventuais valores a elas correspondentes, permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais, conforme o ministro já havia decidido e anunciado no início deste ano.

 

Criado em 2024, o Instituto Iter será transformado em entidade sem fins lucrativos, reforçando sua vocação exclusivamente educacional e social. O ministro jamais auferiu lucro do instituto.

 

A decisão foi tomada em 2 de setembro de 2026, quando o ministro, em conversa com o presidente do Instituto, Victor Godoy, orientou que se tomassem as providências necessárias nos termos aqui descritos.

 

Nessas condições, o ministro permanecerá prestando serviços exclusivamente acadêmicos, na qualidade de professor."