Influenciadora baiana é condenada por transfobia contra Duda Salabert; deputada alega desconhecer processo
Por Redação
A influenciadora baiana Bianca Barreto foi condenada a dois anos de reclusão em regime semiaberto e ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais por usar propositalmente pronomes masculinos para se referir à deputada federal Duda Salabert. A decisão de 1ª instância, baseada na Lei do Racismo, foi assinada pela juíza Eduarda de Lima Vidal, da 9ª Vara Criminal de Salvador e considera que o ato configurou transfobia, visto que foi utilizado de forma intencional o gênero masculino para se referir a uma mulher transsexual.
“Homem é homem, mulher é mulher”, afirmou a influenciadora no vídeo que deu origem ao processo. Na publicação feita em suas redes sociais, Bianca afirmava que Duda seria “um cara que diz que é uma mulher trans, mas é casado com uma mulher e tem um filho ou filha”. A juíza utilizou a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que enquadra casos de homofobia e transfobia na Lei do Racismo.
A deputada se manifestou nas redes sociais alegando desconhecer o processo. “Eu não conheço essa influenciadora, não tenho conhecimento dessas falas e não fui eu quem procurou a justiça”, contou ela. Na postagem feita no X, antigo Twitter, ela confessa que não comemora a condenação, e que acredita que decisões como essa acabam produzindo um efeito contrário ao que pretendem proteger.
“Eu não entrei na política para passar o meu mandato discutindo quem me ofendeu, quem falou de mim, quem gosta e quem não gosta de quem eu sou. [...]. Quero discutir educação pública. Quero discutir emprego, salário, meio ambiente, mineração, segurança e saúde”, completou Duda.
DEFESA DA INFLUENCIADORA
Em nota, a defesa da influenciadora contou que está recorrendo. “Bianca Barreto reafirma que jamais defendeu qualquer forma de violência, perseguição ou ódio contra pessoas ou grupos sociais”, destacou.
