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Operação Falso Pix: MP-BA e MP-MT prendem dois investigados e cumprem sete mandados de busca

Por Redação

Operação Falso Pix: MP-BA e MP-MT prendem dois investigados e cumprem sete mandados de busca
Foto: Divulgação MP-BA

Um operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Ministério Público do Mato Grosso (MP-MT) prendeu dois homens investigados por integrarem organização criminosa envolvida em prática de estelionatos virtuais e lavagem de capitais na manhã desta quarta-feira (29). As ações da “Operação Falso Pix” são realizadas por meio da atuação dos grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado dos MPs (Gaecos)

 

Os homens foram presos em Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso, onde também estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão. As medidas, autorizadas pela 1ª Vara das Garantias de Salvador, incluem ainda o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados em mais de R$ 10,8 milhões.

 

Conduzidas pelo MP-BA, as investigações  apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada e com divisão de tarefas, utilizando aplicativos de mensagens e perfis falsos para se passar por familiares, conhecidos ou vendedores, induzindo vítimas a realizar transferências bancárias sob falsos pretextos. A maior parte das vítimas era composta por pessoas idosas ou em condição de vulnerabilidade, alvos de abordagens baseadas na exploração de vínculos de confiança e afetividade. 

 

A investigação também indica que os valores s obtidos por meio das fraudes eram recebidos inicialmente em contas utilizadas para a movimentação dos recursos ilícitos, sendo posteriormente transferidos em sequência para diferentes titulares em curto espaço de tempo, com o objetivo de dificultar o rastreamento financeiro. Depois, os recursos eram sacados em espécie ou dispersados entre diversos beneficiários, caracterizando mecanismos destinados à ocultação e dissimulação da origem dos valores. 

 

A apuração teve origem a partir da identificação de um golpe praticado contra uma vítima residente na Bahia, que realizou transferências após acreditar estar se comunicando com um familiar por meio de aplicativo de mensagens. A partir desse caso, as investigações avançaram e permitiram identificar outros fatos com características semelhantes, reunindo elementos que indicam a atuação estruturada e coordenada do grupo criminoso.

 

A operação conta com o apoio das equipes da Força Tática do 1º Comando Regional, da Força Tática do 2º Comando Regional e de equipes do Grupo de Apoio (GAP) do 1º e do 3º Batalhões da Polícia Militar do Mato Grosso.