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Julgamento de sete PMs acusados pela morte de Geovane Mascarenhas começa nesta segunda em Salvador

Por Redação

Julgamento de sete PMs acusados pela morte de Geovane Mascarenhas começa nesta segunda em Salvador
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador dá início nesta segunda-feira (27) ao julgamento dos sete policiais militares acusados pela morte do jovem Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014.

 

A sessão está marcada para as 8h, no Fórum Ruy Barbosa, e será conduzida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos. Caso haja necessidade de continuação, os dias 28 e 29 de abril, também às 8h, estão reservados para dar sequência aos trabalhos.

 

De acordo com o rito do Tribunal do Júri, sete jurados serão sorteados a partir de uma lista de 25 cidadãos para compor o Conselho de Sentença, cabendo a eles decidir pela condenação ou absolvição dos réus. Se houver condenação, a magistrada calculará a pena conforme o Código Penal.

 

Geovane Mascarenhas de Santana desapareceu no dia 2 de agosto de 2014, durante uma ação da Polícia Militar no bairro da Calçada, em Salvador. À época com 22 anos, ele foi visto sendo conduzido por policiais das Rondas Especiais (Rondesp), conforme mostram imagens de câmeras de vigilância. No dia seguinte, o corpo da vítima foi encontrado no Parque São Bartolomeu, no bairro de Pirajá, com sinais de decapitação e carbonização.

 

Os sete policiais militares denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) são: Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira.

 

Eles serão julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Também responderão por roubo qualificado pelas circunstâncias e, com exceção de Jailson Gomes Oliveira, por ocultação de cadáver.

 

Segundo a denúncia do MP-BA, o crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2014, quando Geovane pilotava sua motocicleta e foi abordado por uma guarnição da PM. Os policiais o conduziram na viatura, junto com a moto, até a Rua Luiz Maria, de onde seguiram para o local em que o assassinaram.

 

A denúncia acrescenta que os PMs atearam fogo no corpo para ocultar o cadáver e o abandonaram no Parque São Bartolomeu, além de subtraírem a motocicleta e o aparelho celular da vítima. “Os policiais militares sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”, afirma a peça acusatória, que registra ainda que os denunciados agiram de forma a impossibilitar qualquer defesa por parte da vítima, surpreendida, presa e mantida sob a guarda dos PMs sem justificativa legal, quando então foi morta.