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Justiça de São Paulo torna deputado Lucas Bove réu por descumprimento de medidas protetivas em favor Cíntia Chagas

Por Redação

Justiça de São Paulo torna deputado Lucas Bove réu por descumprimento de medidas protetivas em favor Cíntia Chagas
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça de São Paulo aceitou denúncia do Ministério Público e tornou réu o deputado estadual Lucas Bove (PL) em um segundo processo criminal envolvendo sua ex-esposa, a influenciadora digital Cíntia Chagas. Desta vez, o parlamentar responde por dez episódios de descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas no âmbito de uma ação penal por violência doméstica. O casamento deles durou cerca de 90 dias.

 

No mesmo despacho, a Vara Regional Oeste de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher agendou as audiências de instrução e julgamento para outubro, após o primeiro turno das eleições. Os encontros ocorrerão no Fórum Regional do Butantã, na Zona Oeste da capital: no dia 6 de outubro, está previsto o depoimento da vítima e das testemunhas de acusação; no dia 7 de outubro, a oitiva das testemunhas de defesa; e no dia 8 de outubro, o interrogatório de Lucas Bove.

 

Segundo a denúncia, as medidas protetivas descumpridas por Bove são aquelas determinadas pela Justiça no âmbito da Lei Maria da Penha, que preveem, entre outras restrições, que o autor não se aproxime nem mantenha contato com a vítima, sendo obrigado a manter distância determinada.

 

O juiz Felipe Pombo Rodriguez rejeitou pedidos da defesa para encerrar o processo nesta fase. Conforme o magistrado, há indícios suficientes de autoria e materialidade para a continuidade da ação penal. Em caso de eventual condenação, a pena para o crime de descumprimento de medidas protetivas pode variar de três meses a dois anos de detenção.

 

A Justiça ainda não marcou a data do julgamento de Bove em outro processo anterior, no qual ele também é réu por violência doméstica e psicológica e perseguição contra Cíntia. Nesse caso, ele terá de pagar multa de R$ 50 mil por violar ordens judiciais, como mencionar o nome da vítima publicamente. O Poder Judiciário não concordou com o pedido de prisão feito pelo Ministério Público. Bove responde aos dois processos em liberdade.

 

No ano passado, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu arquivar a denúncia contra o deputado estadual, acusado de quebra de decoro parlamentar após as denúncias da ex-esposa.