Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

Advogada argentina que fez gestos racistas no Rio volta à Buenos Aires após fiança e retirada de tornozeleira eletrônico

Por Redação

Advogada argentina que fez gestos racistas no Rio volta à Buenos Aires após fiança e retirada de tornozeleira eletrônico
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A advogada argentina Agostina Páez retornou ao seu país de origem na noite desta quarta-feira (1º), após dois meses de monitoramento eletrônico no Brasil. Ela respondia a processo por injúria racial na Justiça fluminense por ter imitado um macaco em frente a um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em janeiro deste ano. A viagem foi possível porque a tornozeleira eletrônica que usava foi retirada no dia anterior, após o pagamento de fiança no valor de R$ 97,2 mil.

 

Relembre:

 

 

 

Ao desembarcar no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, Agostina afirmou ao jornal La Nacion que estava “ansiosa para chegar” e classificou o retorno à Argentina como algo “incrível”, depois de se tornar a “inimiga pública número 1” no Brasil. “Me arrependo de ter reagido mal. Apesar do contexto e de tudo, me arrependo de ter reagido dessa forma”, disse ela. “Quero chegar à minha província, Santiago del Estero, reencontrar minha família, meus amigos, e nada mais.”

 

A viagem foi acompanhada pelo pai de Agostina, Mariano Páez, e por dois advogados, o argentino Sebastián Robles e a brasileira Carla Junqueira. A argentina usava a tornozeleira eletrônica desde 21 de janeiro, quando passou a ser investigada pelos gestos direcionados a funcionários de um bar em Ipanema. Em fevereiro, a Polícia Civil do Rio chegou a prendê-la em um apartamento alugado em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste carioca, mas o mandado de prisão foi revogado pela Justiça horas depois.

 

No início desta semana, na segunda-feira, o juiz Luciano Barreto Silva, do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu habeas corpus à argentina e criticou a manutenção das medidas cautelares pela primeira instância, mesmo com o avanço do processo.

 

O magistrado determinou o pagamento de 60 salários mínimos, além da remoção da tornozeleira, retirada na terça-feira, e a comunicação à Polícia Federal para que a ré fosse autorizada a deixar o país. No último dia 24, uma audiência de instrução e julgamento foi realizada na 37ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, com a presença da acusada e de três pessoas ofendidas por ela.