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Ecad aciona três blocos de Salvador na Justiça por dívidas de direitos autorais no Carnaval

Por Redação

Ecad aciona três blocos de Salvador na Justiça por dívidas de direitos autorais no Carnaval
Foto: Prefeitura de Salvador

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) ajuizou ações judiciais contra três blocos carnavalescos de Salvador para cobrar débitos referentes ao licenciamento musical de desfiles realizados em 2024 e 2025. As dívidas somam R$ 124 mil, e os pedidos de liminar para o Carnaval de 2026 totalizam mais R$ 84 mil. Nos três casos, cabe recurso por parte das agremiações.

 

De acordo com o Ecad, o Bloco Pagode Total acumula R$ 57 mil em débitos de direitos autorais relativos aos desfiles de 2024 e 2025. Para a edição deste ano, o pedido de liminar prevê o pagamento de R$ 39 mil. Já o Bloco Vem Sambar deve R$ 47 mil referente aos dois últimos carnavais, com valor estimado de R$ 45 mil para 2026 na ação cautelar. O Bloco Amor e Paixão tem débito de R$ 20 mil apenas de 2025, e o valor do licenciamento solicitado para este ano é o mesmo praticado no ano passado.

 

O Ecad esclarece que a obrigatoriedade do licenciamento musical está prevista na Lei dos Direitos Autorais (9.610/98) e se aplica a qualquer canal, espaço ou organizador de eventos, das esferas pública e privada. A legislação determina que o pagamento dos direitos autorais é devido sempre que houver execução pública de músicas, ainda que o evento seja gratuito e sem finalidade de lucro.

 

O licenciamento deve ser solicitado pelos responsáveis de shows, trios elétricos, blocos, bailes, clubes, casas de show e demais programações junto à unidade do Ecad mais próxima, para cálculo do valor a ser pago. A licença autoriza o uso de qualquer repertório musical, sem limites de execução.

 

Além do pagamento, os organizadores têm a obrigação de informar ao Ecad o repertório executado e enviar os roteiros musicais, para que a instituição identifique as canções tocadas e realize a distribuição dos valores arrecadados aos compositores e artistas. O Ecad também utiliza gravações feitas por colaboradores em trios elétricos, bailes e eventos durante o Carnaval como forma de identificação musical.

 

A distribuição dos valores arrecadados com direitos autorais de execução pública segue critérios definidos em Assembleia Geral, composta pelas associações de música que administram o Ecad. Do total arrecadado, 85% são repassados a compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos. As associações de música retêm 6% para despesas administrativas, e o Ecad fica com 9% para custeio operacional.