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Cunhada de Toffoli nega que casa seja sede de empresa familiar que vendeu resort de luxo

Por Redação

Cunhada de Toffoli nega que casa seja sede de empresa familiar que vendeu resort de luxo
Foto: Antonio Augusto / STF

A cunhada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Cássia Pires Toffoli, negou qualquer conhecimento sobre o registro de sua residência como sede da empresa Maridt Participações, da qual o marido, José Eugênio Dias Toffoli, é diretor-presidente. A empresa é controlada por irmãos do ministro.

 

Em declaração à reportagem do Estadão, proferida na porta de sua casa de 130 m² em Marília (São Paulo), que apresenta sinais visíveis de desgaste, Cássia afirmou: “Essa casa é minha, financiei com o meu dinheiro, por 25 anos. Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro”.

 

Veja vídeo:
 

 

 

A Maridt vendeu em fevereiro de 2025 suas últimas participações no resort de luxo Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), por cerca de R$ 3 milhões. O comprador foi o advogado Paulo Humberto Barbosa, que já atuou para a JBS, tornando-o o único proprietário do empreendimento.

 

Questionada sobre o resort, Cássia disse desconhecer o negócio. “Eu não sei e não quero nem saber”, declarou, negando ainda qualquer envolvimento ou ganho financeiro relacionado ao Tayayá. Ela atribuiu rumores sobre o assunto a invenções. “As pessoas ficam inventando coisas”, afirmou, mencionando que seu marido viaja a trabalho.

 

A transação de 2025 encerra a participação da família Toffoli no resort. Em 2021, a Maridt havia vendido metade de sua participação, avaliada na época em R$ 6,6 milhões, para o fundo Arleen. Este fundo é administrado pela Reag Investimentos e tem como cotista o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Houve aportes totais de aproximadamente R$ 20 milhões de fundos da Reag no empreendimento.

 

Um ex-executivo da Reag, Silvano Gersztel, que representou o fundo na transação de 2021 com a Maridt, é investigado em operação da Polícia Federal por suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A Reag nega irregularidades.