Defesa de Filipe Martins pede ao STF revogação de prisão e contesta uso de Linkedin
Por Redação
Os advogados do ex-assessor do ex-presidente, Jair Bolsonaro, Filipe Martins protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição com dados fornecidos pela plataforma LinkedIn. As informações, segundo a defesa, indicam que não houve acesso à rede por parte do cliente após as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.
A prisão preventiva de Martins, decretada por Moraes, teve como motivo central um suposto acesso à sua conta no LinkedIn em 28 de dezembro. O ex-assessor já foi condenado por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, mas não começou a cumprir pena devido aos recursos pendentes.
Conforme a petição, os advogados Jeffrey Chiquini e Ricardo Scheiffer Fernandes apresentaram registros obtidos do LinkedIn que apontam que o último login na conta ocorreu em setembro de 2024. Os dados indicam que o acesso foi realizado por um advogado norte-americano de Martins, "para instrução probatória em processo judicial em trâmite nos EUA". Os registros de IP, segundo o documento, são de um endereço dentro dos Estados Unidos.
Na época desse acesso, Filipe Martins estava no Paraná, monitorado por tornozeleira eletrônica. Na petição, os advogados sustentam que "houve erro material na prisão" do ex-assessor e solicitam ao STF a "revogação imediata" da decisão que o prendeu.
As informações são da Folha de S. Paulo.
