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MP-BA realiza 92 operações contra crime organizado em 2025 e bloqueia mais de meio bilhão de reais

Por Redação

MP-BA realiza 92 operações contra crime organizado em 2025 e bloqueia mais de meio bilhão de reais
Foto: Divulgação / MP-BA

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) anunciou que foram deflagradas 92 operações contra organizações criminosas ao longo de 2025. Ainda de acordo com o órgão, esse foi o maior número já registrado na série histórica da instituição. O dado representa um crescimento de mais de três vezes em relação a 2021, quando foram realizadas 30 ações do tipo. As operações visaram principalmente crimes de tráfico de drogas e de armas, corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

 

Segundo o MP-BA, a intensificação no combate decorreu do avanço na complexidade das investigações, que passaram a mapear detalhadamente as redes de contatos e as movimentações financeiras dos investigados. Como resultado dessas ações, a Justiça, a pedido do órgão, determinou o bloqueio de mais de R$ 500 milhões em bens e valores, medida que integra a estratégia de descapitalização das facções. No combate à sonegação, as ações colaboraram para a devolução de R$ 145,2 milhões aos cofres públicos estaduais.

 

O trabalho foi executado de forma integrada por grupos especializados do MP, como os Gaecos (Combate ao Crime Organizado), Gaesf (Combate à Sonegação), Geosp (Segurança Pública) e Gaep (Execução Penal), em parceria com forças de segurança estaduais e federais. As operações resultaram no cumprimento de 252 mandados de busca e apreensão e mais de uma centena de mandados de prisão ao longo do ano.

 

O procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, destacou a importância da cooperação interinstitucional. “O enfrentamento ao crime organizado exige cooperação permanente, investimento contínuo em tecnologia e capacitação das equipes, além de uma atuação interinstitucional firme e coordenada”, afirmou. Segundo ele, a integração tem sido decisiva para “ampliar o alcance das investigações, promover a asfixia financeira das organizações criminosas, quebrar suas estruturas logísticas e fortalecer a resposta estatal”.

 

O coordenador do Gaeco, promotor Luiz Ferreira Neto, atribuiu os resultados ao uso qualificado de inteligência. “Os resultados alcançados refletem o uso cada vez mais qualificado da inteligência nas investigações, com análise integrada de dados, interceptações e técnicas especiais que permitem identificar estruturas financeiras e operacionais das organizações criminosas”, disse.

 

Entre as operações de destaque do ano estão a “Estado Anômico”, que deu continuidade à “El Patrón” e culminou na prisão do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida (Binho Galinha), e a “Premium Mandatum”, que levou à prisão de suspeitos de integrar uma grande facção e ao bloqueio de R$ 44 milhões. Ações como “Grilagem S.A.”, “Fogo Cruzado”, “Terra Justa”, “Fauna Protegida” e “Redenção” também atingiram redes criminosas envolvidas em grilagem de terras, sonegação no comércio de armas, milícia, tráfico de animais silvestres e ilícitos no sistema prisional.