Chefe da Defensoria critica ataques golpistas: "Aquilo não é liberdade de manifestação"
Por Bruno Leite / Cláudia Cardozo
A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) participou do cortejo da Lavagem do Bonfim nesta quinta-feira (12) para pregar o respeito à democracia e à tolerância religiosa. Segundo o defensor público geral, Rafson Ximenes, que está encerrando seu mandato à frente da instituição, a Lavagem do Bonfim também é uma festa da democracia.
“Esse momento também serve para discutirmos a democracia, a tolerância religiosa, o respeito ao voto do povo, respeito às escolhas que a população fez”, declarou Rafson Ximenes. Ele também avaliou os ataques golpistas que ocorreram no último domingo (8), em Brasília. “A Defensoria não aceita de maneira nenhuma o que aconteceu no último domingo. Aquilo não é democracia. Aquilo não é liberdade de expressão. Aquilo não é liberdade de manifestação. Pregar golpe de Estado? Não é permitido pregar, depredar prédio público, depredar instituições. Isso é uma agressão ao próprio país, ao próprio povo”, analisou.
Ao mesmo tempo que repreende os atos antidemocráticos, Rafson sinalizou que a Defensoria tem como missão defender a população hipossuficiente, e por isso, também vai fazer a defesa das pessoas que foram presas no domingo e na segunda-feira (9), por promover ataques à democracia. “A Defensoria vai fazer a defesa dessas pessoas, mas sempre mantendo a luta pela democracia, pela liberdade e atua na luta também pelos direitos individuais, pelas garantias penais”, explicou
