Ex-aliado de Viana, Godinho naturaliza processo de rompimentos e novas alianças
Por Cláudia Cardozo / Jade Coelho
O ex-conselheiro Nacional de Justiça (CNJ), André Godinho, vê com muita naturalidade no processo político eleitoral o rompimento de alianças e união com outras forças. Nos bastidores da disputa pela presidência da Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA), ele rompeu com Luiz Viana, que ocupou a presidência da entidade no passado. Godinho foi conselheiro federal na primeira gestão de Viana na Bahia. O rompimento chegou a ser apontado como uma “traição” de Godinho, mas ele discorda e naturaliza o processo.
“É um recurso natural desse momento político-eleitoral que os ânimos se acirram, e acho uma grande bobagem. É natural do processo político que mudanças de reagrupamentos aconteçam. Tal qual Luiz Viana que era conselheiro federal na chapa de Saul Quadros rompeu com ele e foi candidato contra ele”, exemplificou Godinho. O rompimento entre Saul e Viana ocorreu em 2012.
Além de naturalizar, Godinho acrescenta que as divergências se tratam de opções e projetos políticos, e garante que não há nenhuma questão pessoal nisso.
Na Eleição da OAB deste ano Luiz Viana apoia a candidatura Daniela Borges (chapa “União pela Advocacia”), enquanto André Godinho apoia Ana Patrícia Dantas Leão (chapa “OAB de Coração”), atual vice-presidente que rompeu com seu grupo e se lançou como candidata.
Ao defender Ana Patrícia, Godinho fala em apoio irrestrito e incondicional, “por ser o melhor projeto para a advocacia baiana”. “Abraçamos esse projeto, não só estamos votando, como estamos pedindo voto de todos os colegas da Bahia”, acrescentou.
A Eleição da OAB em Salvador acontece no Centro de Convenções da cidade, na Orla da Boca do Rio. Participam da disputa para o triênio 2022-2024 Ana Patrícia Dantas Leão (chapa “OAB de Coração”), atual vice-presidente que rompeu com seu grupo e se lançou como candidata; Daniela Borges (chapa “União pela Advocacia”), conselheira federal na OAB Nacional eleita na chapa de Fabrício Castro, que optou em não concorrer pela reeleição e a lançou na disputa; Dinailton Oliveira (chapa “OAB pra Valer”), ex-presidente da Ordem; e Ricardo Nogueira (chapa “Liberta OAB”).
O pleito definirá os cargos de presidente, vice-presidente, secretário-geral, secretário-geral adjunto, tesoureiro, diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados (CAAB), diretorias das Subseções no interior e membros do Conselho Seccional, do Conselho Federal.
