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Faroeste: Empregados de fazenda em Formosa do Rio Preto são ameaçados por advogado

Faroeste: Empregados de fazenda em Formosa do Rio Preto são ameaçados por advogado
Foto: Divulgação

A situação dos produtores rurais do oeste baiano ainda é incerta e insegura. Conforme uma denúncia recebida pelo Bahia Notícias, quatro meses após o assassinato a tiros do fazendeiro Paulo Grendene, em Barreiras, empregados da fazenda Campo Experimental, em Formosa do Rio Preto, foram ameaçados no último dia 19 de outubro.

 

Segundo a denúncia, um emissário do empresário Dirceu Di Domenico, acompanhado de três seguranças, ameaçou de expulsão empregados da fazenda Campo Experimental. A posse da fazenda Experimental está em nome de Grendene que, nos últimos anos, arrendou a área para o plantio de soja e outros grãos pelo Grupo Bom Jesus.

 

O empresário é investigado na Operação Faroeste por supostas ligações com Adailton Maturino, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos financiadores do esquema de compra e vendas de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

 

A ameaça foi registrada em um boletim de ocorrência na Delegacia Territorial de Formosa do Rio Preto, na última segunda-feira (25), por um gerente da Bom Jesus Agropecuária. No boletim, o gerente informa que, na hora da abordagem, os funcionários estavam junto a máquinas da empresa, preparando o plantio, quando foram surpreendidos por um advogado e mais quatro seguranças de Dirceu Di Domenico. Eles pediam que as atividades fossem paralisadas, pois naquela área, nada poderia ser plantado, “mesmo com o conhecimento de que a Bom Jesus Agropecuária explora a propriedade há duas safras, inclusive com documentos comprobatórios da referida posse”.

 

A denúncia pontua que o referido advogado é Ruthson da Silva Dourado advogado do Di Domenico, investigado pela Polícia Civil como um dos possíveis mandantes da morte de Grendene (veja aqui). Segundo o funcionário da Bom Jesus,  Ruthson lhe disse que não adiantaria aumentar o número de seguranças da propriedade. “Se vocês colocarem 20 seguranças aqui, nós viremos com 40 seguranças nossos”, teria dito o advogado, numa declaração de guerra contra os empregados da fazenda Experimental. A ameaça foi testemunhada por pelo menos seis funcionários e deixou parentes dos peões e representantes da Bom Jesus preocupados.

 

A ameaça é similiar a sofrida por Grendene, morto no dia 8 de agosto deste ano por homens armados. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil.  A fazenda Experimental está entre os 366 mil hectares de terras que Adailton Maturino e o borracheiro José Valter Dias, alvos centrais da Faroeste, tentaram se apossar em uma longa disputa judicial, alvo de ações do MPF, através da Operação Faroeste.

 

Ao Bahia Notícias, o advogado Rafael Carneiro, do Grupo Bom Jesus Agropecuária, informou que irão tomar medidas legais para coibir as novas ameaças, “que não podem ser toleradas”. “A Bom Jesus Agropecuária exerce posse legítima sobre a área 3 (da Campo Experimental). Essa é mais uma tentativa de intimidar aqueles que estão na região com o objetivo de desempenhar, de forma séria, atividade produtiva”, explica.