Servidor do STF será investigado pelo MP por promover festa clandestina na pandemia
Um servidor do Supremo Tribunal Federal (STF) será investigado pelo Ministério Público por determinação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT), por promover uma festa clandestina, contrariando os decretos para conter a pandemia. De acordo com o Poder 360, o servidor Rodrigo Bresler Antonello e o empresário Pedro Rocha Imbroisi teriam organizado a festa.
Os eventos teriam ocorrido no Setor de Mansões do Lago Norte, em Brasília. Segundo a Justiça, eles usaram comercialmente a residência para promover festas eletrônicas clandestinas. Antonello é analista judiciário do Supremo.
A empresa P.R. Imbroisi, com nome fantasia “Saude BSB”, está cadastrada na Receita Federal para desempenhar atividades relacionadas à nutrição, além de serviços de alimentação para eventos e bufês, organização de feiras, congressos, exposições e festas e atividades de estética e serviços de beleza.
Para a juíza Rita de Cássia de Cerqueira Lima Rocha, do 5º Juizado Especial Cível de Brasília, a conduta dos envolvidos pode acarretar em ação civil pública e denúncia criminal, se o MP entender que há elementos para isso. A decisão foi proferida em um recurso movido por Antonello e Imbroisi. Eles foram alvos de um processo em que o ex-companheiro de Antonello pediu parte do lucro das festas, além de uma indenização. O imóvel foi comprado pelo casal. Com o fim da união estável, só Antonello continuou morando no local, pagando um aluguel.
A decisão de 1º Grau afirmou que cabe à Justiça punir o transgressor das medidas de saúde determinadas, “impedindo que se enriqueça às custas da presente situação caótica, promovendo eventos que colaboram para a disseminação da pandemia”.
