Defensoria realiza primeira adequação de nome social de transexual em Itaberaba
A vigilante Dandara Sampaio de Oliveira, de 34 anos, conseguiu realizar a adequação de nome e gênero na cidade de Itaberaba. O ato foi possível a partir da atuação da Defensoria Pública da Bahia (DP-BA).
“Nunca, na minha vida, eu imaginei que seria tão rápido assim. É um sonho realizado. É um direito, mas que quem mora no interior, como eu, jamais imagina que tem e que está ao nosso alcance”, afirma a transexual Dandara. De acordo com o defensor público que atua na unidade da Defensoria em Itaberaba, Welington Lisboa Ribeiro, o passo seguinte após a análise de toda a documentação entregue pela assistida foi a expedição de ofício ao Cartório para adoção das medidas administrativas cabíveis.
Um mês após a realização da entrevista, Dandara finalmente recebeu a sua nova Certidão de Nascimento. “Um papel faz toda a diferença. Agora, muito mais que usar o nome social, tenho meu nome impresso e reconhecido nesta Certidão. É assim que todos e todas, a partir de agora, vão me chamar: Dandara”, contou.
Para a defensora pública que também atua na unidade da DP-BA em Itaberaba, Camila Andrejanini, além de ser um marco na vida da própria Dandara e na história da cidade, a efetivação do direito de adequação de nome e gênero também ficou registrada na história da unidade e esta pode ser a primeira de muitas adequações que serão feitas.
“A primeira adequação de nome e gênero na cidade de Itaberaba é um marco a ser celebrado por trazer visibilidade aos direitos das pessoas transgêneros, dentre eles, a garantia de que seu assento civil reflita sua identidade. Pela emoção que presenciei no olhar de Dandara, que usava no rosto uma máscara com seu nome, acredito que seu caso é o primeiro de muitos, assegurando, assim, ao público trans a devida inclusão no Município”, destacou a defensora Camila Andrejanini.
