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Faroeste: Filho de desembargadora presa comprou veículo um dia após venda de sentença
Lígia Ramos e Arthur Barata | Foto: Divulgação

Uma investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Faroeste aponta que o advogado Arthur Barata, filho da desembargadora Lígia Ramos (leia mais aqui), comprou uma caminhonete Ford Ranger por 145 mil reais um dia após sua mãe proferir uma sentença que teria sido vendida por ela por R$ 400 mil. A informação é da revista Crusoé.

 

Lígia e o filho foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República no esquema de venda de decisões no Tribunal de Justiça da Bahia. A desembargadora está presa (leia mais aqui).

 

A venda da sentença teria sido intermediada pelo advogado Julio Cesar Cavalcanti Ferreira, que assinou um acordo de elação premiada. Ele afirmou que, dos R$ 400 mil de propina recebidos, ele ficou com R$ 100 mil, e Lígia abocanhou R$ 300 mil. A quantia foi entregue em frente a uma concessionária em Salvador. Em nota, a defesa da magistrada rechaçou a "mais nova ilação" com "motivos torpes" feita pelo Ministério Público Federal (MPF). "Não há qualquer documento que ateste a versão do delator a respeito desta suposta venda de sentença. Não houve venda de decisão", diz o posicionamento. Os advogados também dizem ser absurda a tentativa de relacionar a compra do veículo com ações da desembargadora.

 

A investigação identificou que a caminhonete foi adquirida na mesma concessionária em que a propina foi despachada, no dia 5 de setembro de 2018.

 

A Procuradoria acusa a desembargadora e dois de seus filhos (Rui e Arthur Barata) de organização criminosa e, na denúncia encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), pede o afastamento dela do cargo. Ao final do processo, se for condenada, Lígia que terá de pagar uma multa de R$ 950 mil— mesmo valor que ela teria recebido pela suposta venda de sentenças em quatro processos. (Atualizada às 07h59 do dia 11/01/2021, para inclusão do posicionamento da defesa de Lígia Ramos)

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