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Quase Cônsul e mulher dizem estar sofrendo uma 'perseguição abusiva'

Quase Cônsul e mulher dizem estar sofrendo uma 'perseguição abusiva'
Foto: Divulgação

A defesa do falso cônsul Adaílton Maturino e sua esposa Geciane Maturino, presos no âmbito da Operação Faroeste, alegou "profunda perplexidade e preocupação com a forma como o Ministério Público Federal (MPF) divulgou as duas novas fases da Operação Faroeste", executadas na última segunda-feira (14). 

 

"O comunicado à imprensa do MPF destaca um suposto 'esquema criminoso criado por Adailton Maturino dos Santos'. Dessa forma, o MPF procura fazer de Adailton um ser onipresente e onipotente. Em uma perseguição abusiva pelo Órgão Ministerial, o administrador de empresas parece ser o único réu do processo citado nominalmente, mesmo não sendo alvo das recentes diligências ou tendo ligação com os alvos, o que tem se repetido a cada nova fase da operação e que cria um ambiente extremamente prejudicial na opinião pública", pontua.

 

Adailton e a esposa estão presos preventivamente há mais de um ano, no âmbito da Ação Penal 940. "Além disso, eles tiveram os bens bloqueados e passaportes entregues à justiça, não oferecerem qualquer risco à investigação, não mantém contato com testemunhas e não tiveram qualquer suspeita contra si comprovadas. Inclusive, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu recentemente o cerceamento de defesa contra a família. Muitas reportagens fantasiosas têm sido divulgadas a todo tempo com informações de supostas delações ou outros documentos judiciais aos quais a defesa não teve acesso", acrescenta.

 

Os advogados afirmaram que protocolocaram um pedido de acesso ao caderno investigatório relativo à nova fase da Operação Faroeste, "ao tempo em que repudiamos a forma como o casal tem sido tratado publicamente, submetidos a um prévio julgamento sem provas e a uma pena sem sentença".