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Relator do caso de Flávio Bolsonaro no STF indicou ser contra foro em decisões recentes

Relator do caso de Flávio Bolsonaro no STF indicou ser contra foro em decisões recentes
Foto: Carlos Moura / SCO / STF

O ministro Gilmar Mendes, relator do recurso do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no Supremo Tribunal Federal (STF), indicou ser contra o foro privilegiado em pelo menos duas situações. Para ele, assim como para a maioria dos ministros da Corte, o foro deve ser restringido a casos em que "o delito for cometido no exercício do cargo e em razão do cargo".

 

Se seguir esse entendimento, o processo do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltará para a primeira instância. O MP-RJ recorreu após o Tribunal de Justiça do estado (TJ-RJ) acolher um pedido da defesa de Flávio, concedendo o foro para que o caso das rachadinhas passe a ser julgado no Órgão Especial do TJ.

 

Os advogados do senador argumentaram que ele nunca deixou de ser parlamentar, além de ainda estar no posto de deputado estadual quando a investigação das rachadinhas teve início contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Já a Promotoria aponta que a decisão do tribunal desrespeitou o entendimento do Supremo de que o foro deve ser restrito ao cargo relacionado ao delito e pede que a investigação volte para o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal. Foi ele o responsável por determinar a prisão de Queiroz há duas semanas (saiba mais aqui).