Defensoria pede retorno de 'Ambulancha' e distribuição de cestas básicas em Ilha de Maré
A Defensoria Pública da Bahia pediu a Prefeitura de Salvador a retomada dos serviços de “Ambulancha” na Ilha de Maré. A medida visa assegurar o acesso à saúde e a distribuição mensal de cestas básicas aos moradores da localidade. A solicitação foi feita por meio de ofícios encaminhamos à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e à Secretaria Municipal Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), em que foi reiterada a situação de vulnerabilidade que acomete a comunidade local.
A Defensoria Pública argumentou que o serviço aquático de saúde tem se mostrado ainda mais necessário e urgente uma vez que já haviam sido identificadas ao menos 30 pessoas testadas positivas para a Covid-19 até o momento da elaboração do ofício, no dia 2 de junho. “Diante de um eventual agravamento dos quadros e da necessidade de encaminhamento dos enfermos para hospitais, a presença da viatura aquática mostra-se indispensável”.
Os moradores da Ilha de Maré denunciaram um surto de Chikungunya na localidade e também a paralisação da Ambulancha. Moradores também relataram que o serviço de emergência médica não se dirige à comunidade local, que há aproximadamente quatro anos sequer tem acesso ao número de telefone da Ambulancha para acioná-la em caso de eventual urgência.
A Defensoria pediu providências para conter a Chikungunya e retomar o serviço de emergência médica. Também oficiou à Prefeitura de Salvador a fim de obter informações sobre medidas adotadas para conter a disseminação do coronavírus. “Temos identificado um importante esforço da Prefeitura de Salvador na adoção de medidas de combate a pandemia do coronavírus na nossa cidade, mas estas ações precisam alcançar a toda população, incluindo, neste caso, a população que vive em Ilha de Maré. A reativação do serviço de Ambulancha, neste contexto, é fundamental para garantir o acesso aos serviços prestados pela SAMU”, afirma a defensora pública Eva dos Santos Rodrigues.
Também foram solicitadas a distribuição de cestas básicas para os moradores de Ilha de Maré. A Defensoria ressaltou que “muitos cidadãos da Ilha encontram-se desempregados, enfrentando as consequências econômicas advindas da disseminação do vírus e da imposição do isolamento social”. Desde o início da pandemia, as cestas básicas foram distribuídas apenas uma vez pela Secretaria Municipal de Reparação (Semur).
