Defensoria Pública cobra medidas para prevenir coronavírus na Ilha de Maré
A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA) pediu a prefeitura de Salvador e as secretarias do governo informações e ações para atender a saúde da população da Ilha de Maré. Em uma carta aberta, moradores denunciam a ausência de políticas públicas de saúde e medidas para combater o coronavírus.
A comunidade de relata a falta de assistência médica e de saneamento básico, a ocorrência de um surto de chikungunya (com vários casos registrados), a interrupção do abastecimento de água por vários dias, assim como a inexistência de policiamento e a paralisação do serviço de emergência médica por ambulância aquática do SAMU, conhecidas como ‘ambulancha’ na região. Um conjunto de situações que tem gerado apreensão e insegurança aos seus residentes.
Na ilha, os bares continuam funcionando e ainda há realização de festas de jogos de futebol neste período de pandemia. A carta destaca que não há medidas de conscientização e fiscalização da população local acerca da necessidade de isolamento social em virtude da pandemia da Covid-19. Ponto turístico, a Ilha segue ainda muito frequentada por pessoas provenientes da parte continental da cidade. Por fim, o documento pontua que muitos moradores estão enfrentando dificuldades econômicas que já implicam em problemas de subsistência básica.
Nesse sentido, a Defensoria encaminhou solicitação à prefeitura para que informe as ações específicas que estão sendo adotadas no combate à pandemia do coronavírus na Ilha de Maré. Assim como requereu da Secretaria Municipal de Saúde que adote providências quanto ao surto de chikungunya e forneça informações sobre o funcionamento do serviço de SAMU na localidade.
A Defensoria ainda enviou à Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza que estenda sua campanha de distribuição de cestas básicas para Ilha de Maré e adote medidas para incluir da categoria de pescadores e marisqueiras da Ilha no programa Salvador por Todos.
Para a Agerba, a instituição solicitou a instituição de uma barreira de acesso à ilha para evitar que não moradores tenham acesso à região. Ainda foi requerido que a Secretaria Municipal de Mobilidade que realize campanha de conscientização com equipamento sonoro informando da necessidade sanitária do isolamento social. Os ofícios são assinados pelas defensoras públicas e coordenadoras da Especializada de Direitos Humanos, Eva Rodrigues e Lívia Almeida.
