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Associações questionam no STF resolução do CNJ que veda uso de redes sociais por juízes

Associações questionam no STF resolução do CNJ que veda uso de redes sociais por juízes
Foto: Divulgação

Associações que representam magistrados ajuizaram no Supremo Tribunal Federal (STF) ações contra a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proíbe magistrados de se manifestarem sobre política nas redes sociais. As entidades alegam que a norma é uma censura e inconstitucional.

 

O CNJ aprovou nesta semana as regras para uso das redes sociais por magistrados para "compatibilizar o exercício da liberdade de expressão com os deveres inerentes ao cargo". As regras impõem vedações aos juízes, como emitir opinião de cunho político u partidário, ou se manifestar para apoiar ou criticar políticos ou candidatos. Para a Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas (Anamatra), não há problema na manifestação de magistrados. “Salvo melhor juízo não há qualquer problema. Não pode estar vedada a veiculação de sua opinião a respeito de determinado candidato, liderança política ou partido-político em redes sociais”, diz a entidade.

 

A Anamatra afirma que “para os juízes trabalhistas não há a menor razão para tal restrição, caracterizando, assim, o abuso de poder a ser reparado pela via do mandado de segurança”. Já para a Associação Magistrados Brasileiros (AMB), a norma é inconstitucional por reduzir a garantia da livre manifestação de pensamento prevista na Constituição Federal. Para a associação, a resolução está permeada de inconstitucionalidade formal, pois dispõe sobre condutas passíveis de sanção disciplinar, sendo uma inovação.