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Vítimas de João de Deus vão recorrer ao STJ para que ações por indenização não prescrevam

Vítimas de João de Deus vão recorrer ao STJ para que ações por indenização não prescrevam
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Mulheres que acusam o médium João de Deus de estupro planejam entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para que seus processos por danos morais não sejam considerados como prescritos. A Justiça havia indeferido o pleito delas sob o argumento da prescrição.

 

Nesses casos, o prazo para punição vence após três anos da ocorrência do crime, mas a defesa delas argumenta que as vítimas precisam de mais tempo para se recuperar do trauma e conseguir expor seus casos.

 

À coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a advogada Luiza Nagib Eluf disse que atende vítimas que sofreram os abusos há mais de 10 anos. "E nem as mães delas sabem", pontuou. A defensora representa 10 mulheres que acusam o médium e pedem indenização. Um dos casos já foi indeferido em primeira e segunda instância.