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Senado pode barrar recondução de mais um conselheiro do CNMP por proteger Dallagnol

Senado pode barrar recondução de mais um conselheiro do CNMP por proteger Dallagnol
Foto: CNMP

O Senado deve barrar a recondução do conselheiro Marcelo Weitzel do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por corporativismo e demorar de julgar sanções contra o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato, em Curitiba. O procurador é alvo de 12 representações no órgão e tem obtido resultados favoráveis. O Senado já rejeitou a recondução dos conselheiros Lauro Nogueira e Dermeval Farias Gomes.

 

De acordo com o site Jota, o nome de Weitzel deve ser barrado nos próximos dias. O site ainda informa que um grupo de senadores quer mudar a composição e a forma como são escolhidos os integrantes do CNMP. Uma das parlamentares é a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que deverá apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para alterar a forma de escolha e ampliar o número de conselheiros. O objetivo é democratizar a escolha dos integrantes, dar mais transparência ao conselho e evitar o corporativismo.

 

Já há duas PECs no Senado para modificar a composição do CNMP. Uma delas amplia o colegiado de 14 para 16 membros. A segunda inclui uma cadeira para o Ministério Público de Contas. As propostas estão arquivadas, mas podem ser desengavetadas a qualquer momento. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), autor de uma das representações contra Deltan, quer criar um código de ética para o Ministério Público e aprimorar o CNMP para “aperfeiçoar efetivamente o controle externo para que não haja excesso”. 

 

Marcelo Weitzel é cotado para ser o próximo corregedor nacional do MP. O mandato encerra nesta terça-feira (24). Ele ocupa uma vaga destinada ao Ministério Público Militar (MPM) e votou a favor de Deltan. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), retirou a recondução da pauta, após a rejeição de Lauro e Dermeval.