Unegro vê com bons olhos e tem expectativas positivas a partir de Relatório da DPE
Por Cláudia Cardozo / Jade Coelho
Os dados apontados pelo Relatório das Audiências de Custódias na comarca de Salvador 2015-2018, elaborado pela Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE) e divulgado nesta sexta-feira (6) podem seguir como norteador e um ponto de partida para fomentar políticas públicas para a população negra, na avaliação da coordenadora da União de Negros pela Igualdade (Unegro) Girlene Santana.
O documento da DPE traçou um perfil do encarceramento na Bahia e também das pessoas que são submetidas a audiências de custódia, em que o acusado por um crime, preso em flagrante, tem direito a ser ouvido por um juiz, para que o magistrado avalie eventuais ilegalidades na prisão. Conforme o relatório, o perfil social do indivíduo que normalmente é submetido a audiência é de um homem, negro, jovem, com ensino fundamental incompleto e com renda familiar inferior a dois salários mínimos (leia mais aqui).
Nesse sentido, a coordenadora Unegro exaltou a importância do estudo da DPE e vê nele a oportunidade. “Vem exatamente dar uma outra conotação e com isso, a posteriori, possa se fazer mais justiça”, comentou Girlene Santana.
