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Camamu: Juiz considera pleito negativo para gestão; custo pode ser questionado por AGU

Por Cláudia Cardozo, de Camamu / Francis Juliano

Camamu: Juiz considera pleito negativo para gestão; custo pode ser questionado por AGU
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

O juiz eleitoral da 78ª Eleitoral em Camamu, Baixo Sul do estado, José Ayres considera que eleições sucessivas podem gerar interferência negativa na gestão. “Eleição é sempre importante e é bom quando a população participa. É vivência prática da democracia. Todavia quando ocorrem eleições seguidas há uma certa interferência nas políticas de governo, principalmente no poder executivo. Neste sentido, eu acho negativo”, disse o juiz em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Neste domingo (1°), Camamu escolhe novo prefeito em eleição suplementar. Ayres acredita que a Câmara Federal é quem devem atuar para evitar esse tipo de pleito extra. Para ele, a interferência da Justiça Eleitoral em casos como esse não seria bem-vinda. “Isso cabe ao legislativo. Seria uma interferência indevida da minha parte sugerir algo nesse sentido", acrescenta. O juiz diz que o papel do judiciário deve ser o de julgar irregularidades. O empecilho seria o volume de recursos que vão parar na Justiça Eleitoral.

 

“O que pode ser feito pela Justiça tem sido feito que é julgar todas as possiblidades de impugnação. O problema é que existem muitos recursos e esses recursos se estendem mais do que o necessário”, avalia.

 

CUSTO

 

Em relação aos gastos empregados no pleito, em torno de R$ 133 mil, o magistrado acredita que essa questão pode ser de responsabilidade da AGU [Advocacia Geral da União]. “O Judiciário não e´responsável por essa fiscalização, por essa cobrança,. Isso ficaria a cargo, se for o caso, da AGU, claro se ela entender que deve ser cobrado o ressarcimento de despesas de eleição suplementares”, disse.