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Tribunal japonês prorroga por mais 10 dias prisão de brasileiro Carlos Ghosn

Tribunal japonês prorroga por mais 10 dias prisão de brasileiro Carlos Ghosn
Foto: Regis Duvignau/Reuters

O Tribunal Distrital de Tóquio, no Japão, prorrogou nesta segunda-feira (31) a prisão do ex-presidente do conselho da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, por dez dias, até 11 de janeiro. Segundo a Folha, o juiz aceitou o pedido do promotor, que pediu mais tempo para decidir se indicia Ghosn com novas acusações. O brasileiro segue detido no Japão desde 19 de novembro. A prisão dele havia sido prorrogada por dez dias em 23 de dezembro e terminaria nesta terça-feira (1º).

 

Ghons tinha sido indiciado por má conduta financeira, após supostamente não declarar renda às autoridades financeiras japonesas durante cinco anos. Ele também é acusado de quebra de confiança e enfrenta alegações de supostamente fazer a fabricante de automóveis sacar 1,85 bilhão de ienes (US$ 16,8 milhões) em perdas com investimentos pessoais. Ghosn nega.

 

Um porta-voz da Nissan declarou que a montadora não comenta sobre o caso mais recente, mas afirmou que a investigação da empresa está em andamento e seu escopo continua a se ampliar. Ainda segundo a Folha, a prisão de Ghosn abalou a indústria automobilística e estreitou os laços da Nissan com a parceira francesa Renault, em que Ghosn ainda é presidente e CEO.