Justiça japonesa prorroga prisão de Ghosn; empresário deve ficar preso até 1º de janeiro
A Justiça japonesa prorrogou a prisão do empresário brasileiro e ex-presidente da Nissan Motors, Carlos Ghosn neste domingo (23). Segundo o G1, a prisão provisória de Ghosn já havia sido prorrogada por 48 horas na última sexta-feira (21), em decorrência de uma terceira acusação de violação e abuso de confiança que poderia ter prejudicado a multinacional.
A decisão não significa que o executivo será liberado no dia 1 de janeiro, pois a promotoria pode solicitar novamente a prorrogação da detenção por mais 10 dias, caso seja necessário para a investigação.
Carlos Ghosn foi preso no dia 19 de novembro, após ser acusado de ocultar pagamentos milionários e cometer irregularidades fiscais. Na primeira denúncia formal, ele foi acusado de omitir cerca de metade de seu rendimento em um período de cinco anos (2010-2015). Em uma segunda etapa da acusação, ele foi denunciado por supostamente cometer o mesmo crime nos últimos três anos. Já a terceira acusação se refere a suspeita de violação de confiança que poderia ter prejudicado a Nissan Motors.
