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Juiz mantém operação da Avianca para não prejudicar 77 mil passageiros em fim de ano

Juiz mantém operação da Avianca para não prejudicar 77 mil passageiros em fim de ano
Foto: Divulgação

Por força de uma decisão judicial, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deverá manter todas as concessões da Avianca e permita que a empresa continue suas operações. A liminar foi proferida pela 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo no pedido de recuperação judicial feito pela companhia área após tentativas de firmar um acordo com arrendadores de aeronaves.

 

O juiz Tiago Henrique Papaterra Limongi ainda suspendeu as liminares das 5ª, 12ª e 31ª Varas Cíveis do Foro Central da Comarca da Capital, que haviam determinado a reintegração de posse de 14 aviões após a empresa argumentar que esse número representava 30% de sua frota. Na decisão, o magistrado afirma que, caso a empresa não continuasse com suas operações, 77 mil passageiros poderiam deixar de voar desde a última segunda-feira (10) até o dia 31 de dezembro. "O efeito seria ainda mais drástico, admitidas as premissas numéricas das requerentes, caso a redução fosse de maior envergadura, particularmente nesta época do ano, sabidamente de alta temporada no mercado de passagens aéreas", complementou. 

 

A Avianca afirmou que pediu a recuperação judicial diante da crise econômica e "forte recessão" enfrentada no Brasil desde 2014, o aumento do combustível e a variação do câmbio. Citou a greve dos caminhoneiros, que parou rodovias do país em maio de 2018 e, com os demais fatores, impactou "drasticamente no seu fluxo de caixa". Em nota, a empresa afirmou que, com a liberação da sua frota para cumprir todos os voos programados "suas operações não serão afetadas". "Os passageiros podem ter absoluta tranquilidade em fazer suas reservas e adquirir seus bilhetes, pois todas as vendas serão honradas e os voos mantidos", disseram.