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Presidente do TRE explica por que seções foram agregadas na Bahia

Por Cláudia Cardozo / Rebeca Menezes

Presidente do TRE explica por que seções foram agregadas na Bahia
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral na Bahia (TRE-BA), José Rotondano, explicou por que algumas seções foram agregadas no estado. A união de até três seções em uma mesma sala foi alvo de críticas dos eleitores, que enfrentaram filas de até três horas para registrar o voto. 

 

“Nós avisamos que essa eleição seria diferenciada, em razão da estreia da biometria e do número de cargos em disputa no pleito e isso iria retardar um pouco a votação. Nenhuma urna, nenhuma seção no estado da Bahia teve mais de 550 eleitores. O que houve foi que sessões foram agregadas. Ou seja: nenhuma seção eleitoral pode ser criada com menos de 50 eleitores. Todas as seções que foram agregadas têm em média 46, 47 eleitores, 35... Então as pessoas acham que cresceu o número de eleitores. Não cresceu”, garantiu Rotondano.

 

Segundo ele, a preocupação em ter equipamentos novos e em pleno funcionamento acabou motivando a junção de algumas seções. “Nós gostaríamos de ter urnas novas, mas o TSE não produziu. Então, se nós pegássemos urnas de 2008, estaríamos sujeitos a termos muitos problemas. Mas como eu disse, as seções que foram agregadas foram porque nós não tínhamos condições de criar uma outra seção. Porque o que nós queremos é que o eleitor vote cada vez mais próximo do seu domicílio, e isso é o que se leva em consideração”.

 

Rotondano, inclusive, comemorou o baixo índice de urnas eletrônicas que precisaram ser substituídas. “Os problemas com urnas foram muito ínfimos em relação ao que nós esperávamos. Nós acreditávamos até que seria um número maior, entretanto até o momento foram apenas cerca de 40 urnas com problemas que tiveram que ser substituídas. Um percentual muito pequeno, considerando que nós utilizamos quase 35 mil equipamentos em todo estado”, apontou.

 

O presidente do TRE-BA também minimizou as críticas sobre as longas filas enfrentadas nos locais de votação. “Por causa da biometria, a eleição demorou. Mas eu acredito que, se houver segundo turno, com apenas um cargo disputado, o eleitor não vai gastar mais do que 30 segundos para digitar dois números. Então é mais fácil. Eu disse que esse momento de hoje seria diferenciado”, relembrou. Para ele, a biometria pode ter causado "certo descontentamento". "Mas eu acho que o eleitor no final vai entender que essa era a segurança que nós tanto almejamos, e o que nós mais queremos é que as eleições sejam cada vez mais transparentes. Eu acredito que o saldo é positivo para as nossas eleições, mesmo com os atrasos”.