Eleição OAB-BA: Voto de mulheres será decisivo; Ana Patrícia deve ser vice-presidente
Por Cláudia Cardozo
Os nomes para disputa da eleição da presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) só deverão ser oficializados em outubro deste ano, mas a composição das chapas já começa a ser formada. O nome de Fabrício Castro para presidente da entidade já foi confirmado, assim como o de Luiz Viana para tentar a vaga na presidência nacional da Ordem. O que ainda não se sabe é quem ocupará o cargo de vice-presidente da entidade na chapa. Atualmente, o posto é comandado por Ana Patrícia Dantas Leão. Ela é a primeira mulher a ocupar o posto na OAB da Bahia. E ao que tudo indica, a questão de gênero será fundamental na eleição da instituição para o próximo triênio. Fabrício mesmo declara que a maior participação das mulheres na política da Ordem é um “caminho sem volta” e diz que a “força feminina é muito grande”. O mais natural, segundo ele, que o posto em sua chapa seja ocupado por uma mulher.
É forte a possibilidade de Ana Patrícia ser novamente candidata a vice-presidente da OAB nesta eleição. Inicialmente, o nome dela foi cotado para uma vaga no Conselho Federal da OAB. A Bahia tem três cadeiras na sede da instituição em Brasília. Caso Ana Patrícia não queira se candidatar a vice-presidente, o posto poderá ser ocupado pela atual presidente da subseção da OAB em Jacobina, Marilda Sampaio. Outros nomes levantados para ocupar o cargo é o da atual tesoureira Daniela Borges e do presidente da OAB Jovem, Hermes Hilarião, por conta da expressiva quantidade de jovens nos quadros da OAB e das atividades do Conselho Consultivo.
Segundo a ex-presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB-BA, Andréa Marques, a gestão de Luiz Viana, em 2013, começou com foco na mulher ao impugar o edital do concurso da Polícia para delegadas que previa exames ginecológicos para as candidatas. Desde então, a OAB realizou cursos, seminários, palestras sobre a questão da mulher e importância dela dentro da gestão. A chapa, em 2015, cumpriu a cota de 30% para participação feminina. As mulheres, sobretudo as jovens, são a maioria da advocacia no estado. Ela elenca que houve diversos avanços na gestão para mulher, desde a isenção da anuidade no ano que a mulher der a luz a formação de um time de futebol só de mulheres. “Eu não tenho a menor dúvida que o voto da mulher advogada será decisivo nessa eleição, e nós teremos, sem dúvida nenhuma, mais participação das mulheres nesta gestão”, declarou. Para Andréa, o cargo de vice-presidente tem que ficar com uma mulher e que a mesa diretora fosse composta por três mulheres e não duas.
