Ministérios Públicos são compostos por 39% de mulheres, revela estudo do CNMP
Foto: CNMP

As mulheres representam 39% do quadro de membros dos Ministérios Públicos no país. De acordo com o estudo Cenários de Gênero, lançado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), os quatro ramos do MP e as 27 unidades nos estados contam com 5.114 promotoras e procuradoras e 7.897 promotores e procuradores. O estudo foi realizado para revelar se há uma discrepância entre homens e mulheres nos postos de chefia dos MP. A promotora de Justiça do Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MP-MS), Ana Lara Camargo, que integra a Comissão de Planejamento Estratégico do CNMP, afirma que já havia a demanda por esses dados. Ao site Conjur, a promotora afirma que a “mulher sente culpa se puder assumir um cargo”. “Quando a gente faz uma atividade de liderança, temos que superar os estereótipos. Este estudo vai trazer as questões apresentadas para debate. A ideia do CNMP é democratizar o debate e oferecer um material que se perceba a realidade, uma vez que o estudo revelou o que acontece”, disse a promotora. Desde a criação do CNMP, em 2005, foram 11 mandatos de mulheres e 87 de homens. Atualmente, o MPF possui 336 membros do sexo feminino e 805 membros do sexo masculino nos seus quadros. No MP Militar, são 25 mulheres e 50 homens. No MPT, são 386 mulheres e 387 homens. Uma divisão mais equilibrada. Nos estados, o MP do Rio de Janeiro tem 522 mulheres e 380 homens. A Bahia figura em segundo lugar com maior participação feminina. São 301 mulheres e 276 homens. Já em São Paulo, são 699 membros do sexo feminino e 1.282 membros do sexo masculino. Desde a Constituição Federal, foram 73 mandatos de mulheres como procuradoras-gerais. De homens, foram 413 mandatos. Isso indica que a representação feminina nas lideranças nos últimos 30 anos foi de apenas 15%. Nas Corregedorias, foram 105 mandatos femininos e 363 mandatos masculinos. Nos cargos de confiança, a preferência para ocupação dos postos ainda são dos homens: 76% dos cargos de secretários-gerais são ocupados pelo sexo masculino e 24% por pessoas do sexo feminino. Os homens também são maioria nos Conselhos Superiores do MP, nos Colégios de Procuradores e nas Subprocuradorias. Vale destacar que a procuradora-geral da República Raquel Dodge é a primeira a chefiar o Ministério Público da União (MPU).



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