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Defensoria pede inclusão de pessoas de vítimas do zika vírus em lei que garante pensão

Defensoria pede inclusão de pessoas de vítimas do zika vírus em lei que garante pensão
Foto: DP-BA

O Colégio Nacional de Defensores Públicos Gerais (Condege) pediu a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) que inclua no Projeto de Lei do Senado (PLS) 452/2017, que visa a criação de pensão especial para vítimas da microcefalia, a inclusão de pessoas com síndrome congênita do zika vírus. Atualmente o projeto de lei do Senado garante a pensão especial apenas a crianças vítimas da microcefalia. O pedido foi feito nesta terça-feira (27), em uma reunião no Senado. O pedido é baseado em uma nota técnica elaborada pela Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU) e aprovada por unanimidade pelo Colegiado. O documento pede a inclusão de outros bebês afetados pela doença por uma questão de justiça e equidade, por se tratar de sequelas originadas da mesma causa. O documento explica que 40% dos bebês afetados pelo zika vírus apresentam riscos para as disfunções neurológicas, mas a maioria não tem microcefalia, segundo estudo realizado pelo Laboratório de Avaliação Neurofuncional, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “Essas crianças precisam do apoio do Estado para o seu desenvolvimento, e com essa atuação junto ao legislativo, buscando a expansão dos Direitos através dessas emendas, a Defensoria Pública está exercendo o seu papel constitucional de amparo às populações mais vulneráveis”, destacou o presidente do Condege e defensor público geral da Bahia, Clériston Cavalcante de Macêdo. O Condege argumentou com a senadora que a cobertura da lei deve alcançar também os atingidos por outras sequelas igualmente gravosas da infecção do Zika, como as disfunções neurológicas, deficiências de desenvolvimento, e uma série de problemas que estão presentes já no nascimento do bebê. A senadora Lídice da Mata prometeu recepcionar no relatório do PLS a Nota Técnica com as considerações apresentadas pelo Colegiado. O projeto original ainda está em análise pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).