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Advogados envolvidos em ato no 'Dia da Infâmia' poderão ser penalizados pela OAB-BA

Advogados envolvidos em ato no 'Dia da Infâmia' poderão ser penalizados pela OAB-BA
Foto: Angelino de Jesus/ OAB-BA

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) batizou o dia 6 de fevereiro como “Dia da Infâmia”, para marcar o ato que ocorreu na inauguração da Sala dos Advogados do Fórum Criminal de Sussuarana, em Salvador (clique aqui e veja). Os presidentes das subseções da Ordem no estado aprovaram durante o Colégio de Presidentes, realizado na sexta-feira (23), uma moção de apoio à advocacia. A sessão não foi transmitida pela internet, como ocorre com frequência.  “Não se trata de prestar apoio só aos presentes naquele fatídico dia, mas à toda advocacia, que foi duramente atingida com aquele ato”, explicou o presidente da subseção de Ilhéus, Marcos Rhem. O presidente da OAB de Jequié, Augusto César Ribeiro, também prestou solidariedade à diretoria da seccional. “Nunca imaginei que ações como esta pudessem partir da própria advocacia”, destacou. A presidente da OAB de Paulo Afonso, Maria do Socorro, disse que ficou “estarrecida” ao assistir ao vídeo da inauguração da sala. “Além da violência, as imagens mostram agressões terríveis. Uma brutalidade só”, desabafou. Para o presidente da OAB de Porto Seguro, José Arruda, nada acontece por acaso. “Temos, inclusive, que agradecer ao grupo, por ter nos permitido separar joio do trigo”, complementou. O presidente da subseção de Santo Antônio de Jesus, Humberto Lúcio da Silva, que cobrou punição dos envolvidos. “Não podemos deixar que o momento de intolerância que estamos vivendo no país passe a pautar a nossa instituição de classe. Temos que tomar as medidas cabíveis”, reforçou. O presidente da OAB de Juazeiro, Aderbal Viana, sugeriu que, mais que o “Dia da Infâmia”, o 6 de fevereiro seja lembrado como o Dia da Reflexão por toda a classe. “Temos que guardar esta data para lembrarmos que aquilo não foi uma manifestação, mas uma agressão”, destacou. O presidente de “Itapetinga, Fabrício Moreira, se disse “abismado” com a situação. “As marcas deixadas na OAB são de guerra, sobretudo aquelas deixadas nas mulheres lá presentes”, enfatizou, em referência as agressões sofridas pela vice-presidente da Ordem, Ana Patrícia Dantas, e da conselheira Tamiride Monteiro. Os presidentes da OAB de Valença, Marcelo Albuquerque, e da OAB de Itabuna, Edmilton Carneiro, destacaram o caráter político do ato. “Está nítido que foi política”, disse Albuquerque. “Mas o tiro saiu pela culatra, porque tudo foi filmado. Enquanto eles quebram vidro, nós o construímos na nossa subseção, que será inaugurada em breve”, afirmou Edmilton. “O tiro foi no pé”, complementou a presidente da subseção de Jacobina, Marilda Sampaio. Segundo ela, as atitudes não conseguiram desestabilizar a serenidade do presidente da OAB-BA. “Luiz defende a advocacia por amor e nada consegue abalar a tranquilidade dos seus atos”, disse. Ana Patrícia, na sessão, afirmou que “eles nunca serão iguais a nós, mas nós poderíamos nos tornar iguais a eles, se revidássemos”. “Entretanto a calma e tranquilidade de nosso presidente nos tranquilizou. As medidas deverão e serão tomadas, mas de forma legal e sem uso de violência”, concluiu.