Desembargadora reclama de sumiço de lanches durante pleno do TJ-BA
Socorro vai tomar providências | Foto: TJ-BA

Trabalhar com fome é dureza, não é mesmo? E foi por falta de lanche que a desembargadora Rosita Falcão, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), pediu a palavra durante a sessão plenária desta quarta-feira (13), para reclamar. “Eu já venho observando há muito tempo que está ocorrendo isso. Vários de nós aqui são diabéticos, temos problemas de saúde, precisamos nos alimentar no momento certo, e, por diversas vezes, estamos discutindo um voto, estamos prestando a atenção no julgamento, quando chega lá no fundo, não tem mais nada na mesa. Absolutamente nada. O lanche que é servido, com abundância, quando a gente chega lá, não tem absolutamente mais nada. Isso aconteceu várias vezes comigo e acabou de acontecer. Me trouxeram um café. Eu acho que isso é um absurdo”, protestou. Rosita disse que o “pessoal recolhe esses lanches com bandejas, não são pratinhos não”, e que não sabem para onde levam os alimentos, que simplesmente "somem" da mesa. “Eu acho que todos nós merecemos essa consideração. Eu acho que não se deve impedir ninguém de comer, todos têm fome. Tudo bem, mas 'se aguarde'”, protesta. O desembargador Baltazar Miranda sugeriu que o lanche seja servido durante o julgamento, para ninguém precisar sair do plenário. Rosita emendou sugerindo ainda que se desse um intervalo de 15 minutos para todos lancharem. A presidente do TJ, desembargadora Maria do Socorro, acatou a sugestão de Baltazar e disse que sugestão de Rosita pode se transformar em 30 minutos e pode atrasar ainda mais a audiência. Ela concordou com os protestos da colega de toga, dizendo que ela “está certíssima”. Cordial, o desembargador Nilson Castelo Branco se ofereceu para pegar alguns “quitutes” para a desembargadora. Rosita ainda questionou onde estavam os lanches e levantou a possibilidade de alguém ter levado para casa. Socorro prometeu providências para resolver a situação.

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