Juíza censurada pelo TJ-SP por soltar presos preventivos é promovida a desembargadora
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) promoveu nesta quinta-feira (9) a juíza Kenarik Boujikian ao cargo de desembargadora pelo critério de merecimento. A magistrada foi censurada pela mesma Corte por supostamente agir contra o princípio do colegiado. Enquanto integrava a 7ª Câmara Criminal, ela concedeu alvarás de soltura a presos preventivos que cumpriram pena além do estipulado pela justiça. A censura imposta a magistrada foi anulada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na sessão que analisou o caso de Kenarik, o ministro João Otávio Noronha, corregedor nacional de Justiça, afirmou que “o TJ-SP agiu mal” ao arrumar “uma desculpa estapafúrdia para censurar ao fundo e ao cabo a decisão meritória da juíza”. A presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, também repudiou a decisão do TJ-SP. Em seu perfil no Facebook, Kenarik disse que sua promoção “tem muito de simbolismo” por ter sido uma escolha unânime. “Estou com todos os juízes que querem um Judiciário que cumpra sua função constitucional.”
