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Trabalhadora e testemunha são condenadas por mentir em ação trabalhista contra Casas Bahia

Trabalhadora e testemunha são condenadas por mentir em ação trabalhista contra Casas Bahia
Foto: Divulgação

Uma trabalhadora e uma testemunha foram condenadas por litigância de má-fé pela Justiça do Trabalho. O juiz Vinicius José de Rezende, da 4ª Vara de Barueri, de São Paulo, condenaram as duas pessoas após fazer uma inspeção no ex-local de trabalho e constatar que a reclamante e a testemunha mentiram no processo.  “Observo de forma clara, após presenciar os fatos pessoalmente, que a reclamante e sua testemunha pretenderam incorrer este Juízo em erro, quase que na figura de um 'estelionato judicial’”, disse o juiz. A mulher, que trabalhava nas Casas Bahia, próxima ao fórum da cidade, alegou que a jornada de trabalho dela só era iniciada após realizar a primeira venda, que ocorria por volta das 13h, apesar de chegar à loja às 10h. Segundo ela, todos os dias de trabalho saía às 22h30 horas e o relógio de ponto travava quando completavam 7h20 de trabalho, não podendo mais marcar ponto, salvo no caso de vendas de altos valores. O juiz inspecionou o local na presença do secretário de audiências, da autora, do advogado, do preposto da empresa e de sua defesa. “1) considerando-se que a reclamante em momento algum demonstrou arrependimento de sua fictícia versão dos fatos, não obstante este magistrado tenha reinquirido-a diversas vezes; 2) que houve grande dispêndio de tempo por parte deste magistrado e de outros três servidores (um assistente de audiência e dois agentes de segurança), além de gastos com transporte de todos, custeado pelo Erário Público e por este juiz; 3) que posturas como a presente levam o Poder Judiciário ao descrédito popular, e, portanto, merecem repreensão”, elencou na sentença. As duas foram condenadas a pagar 5% do valor da causa (fixada em R$ 5,5 mil).