Defensoria empossa 19 defensores públicos aprovados em último concurso
Foto: DP-BA
A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) empossou 19 defensores, aprovados no último concurso da instituição, lançado há exatamente um ano. A posse ocorreu no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB), nesta quinta-feira (29). “Essa não é só uma conquista da Administração da Defensoria. É uma conquista do povo baiano. O que faz a Defensoria Pública avançar são o esforço, a responsabilidade e a maturidade política e profissional dos defensores públicos e servidores para enxergar mais longe”, afirmou o defensor-geral, Clériston Cavalcante. A defensora pública Júlia Almeida Baranski, primeira colocada no concurso, leu o discurso escrito por diversos aprovados no certame. “É por acreditar que enquanto defensores e defensoras públicas não nos cabe dar voz a ninguém porque a voz já existe, basta ouvi-la. Por isso, decidimos apresentar esse discurso a três mãos e a três vozes que hoje reafirmam o compromisso de promover os Direitos Humanos e o acesso à Justiça. E como linguagem também é poder nos comprometemos igualmente a lutar ao lado de nossos colegas pelo empoderamento de todas as vozes que são a força silenciadas”, disse. A defensora pública Ana Luiza Brito Silva, primeira colocada na lista de vagas para negros, escolheu a palavra representatividade para descrever o momento. “A Defensoria não apenas permite que vozes negras sejam ouvidas como também possibilita que a perspectiva negra esteja presente em seu corpo institucional. A Defensoria caminha para o seu necessário enegrecimento ratificando a sua tradição de respeito a diversidade. E que essa mudança profunda que se inicia contribua para que a instituição se aproxime cada vez da sua única razão de ser, o povo baiano”, acrescentou. Já a primeira colocada na lista de pessoas com deficiência, defensora pública Fernanda Nunes Morais da Silva, afirmou que, “se bem apurarmos nossa visão tão logo perceberemos que a deficiência está em todos os lugares e em todas as pessoas”. “Estamos cegos, surdos e mudos. Somos incapazes de enxergar o outro que agoniza de dor e de fome. Não ouvimos os gritos daqueles que suplicam por uma mão estendida. E não sabemos o que dizer diante das atrocidades que cometemos uns com os outros”, disse Morais.
