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Acordo do MPT-BA coloca fim em impasse entre sindicato de vigilantes, Caixa e Vipac

Acordo do MPT-BA coloca fim em impasse entre sindicato de vigilantes, Caixa e Vipac
Foto: Divulgação
Um conflito entre o sindicato de vigilantes, a Vipac Segurança e Vigilância Ltda e a Caixa Econômica Federal. chegou ao fim a partir da intermediação do Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA). O acordo foi firmado em Salvador na última terça-feira (7). Mais de R$ 6 milhões serão disponibilizados para pagamentos dos trabalhadores. O procurador do trabalho Luís Carneiro, que conduziu a mediação desde novembro do ano passado, afirmou que “as três partes envolvidas conseguiram chegar a uma fórmula que evitou milhares de ações trabalhistas e um desgaste ainda maior para 1.109 trabalhadores que perderam seus empregos e estavam sem receber as rescisões”. A mediação foi solicitada pelo sindicato após a Vipac demitir, em novembro de 2016, 450 trabalhadores em Salvador e região metropolitana por causa do fim do contrato com a Caixa Econômica Federal.  As demissões ainda foram estendidas para o interior. Os vigilantes haviam sido demitidos sem receber o valor das rescisões nem a multa de 40% sobre o saldo do FGTS. No acordo assinado no MPT após uma série de audiências, ficou acertado que os R$ 6.2 milhões que deveriam ser pagos pela Caixa à Vipac serão utilizados para pagamentos diretos aos trabalhadores. A empresa de segurança forneceu a lista dos empregados e os valores que cada um tem a receber e o Sindivigilantes conferiu as informações, antes de entregar à Caixa, que se responsabilizou por pagar a cada um dos demitidos. O valor será dividido para os pagamentos dos funcionários prejudicados em diversas cidades do estado. O MPT ainda vai acompanhar o cumprimento de tudo que ficou acertado. A Caixa, o Sindivigilantes e a Vipac terão que apresentar os documentos que comprovam os pagamentos aos trabalhadores demitidos.