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Promotores de Justiça se declaram suspeitos para investigar suposto triplex de Lula

Promotores de Justiça se declaram suspeitos para investigar suposto triplex de Lula
Cassio Conserino investigava caso | Foto: Reprodução/ TV Globo
Os promotores de Justiça Cássio Conserino e Fernando Henrique Araújo, que investigam suposta fraude na veda de um apartamento no Guarujá para o ex-presidente Lula, declararam suspeição para atuar no caso por motivos pessoais. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investiga irregularidades em empreendimentos da Bancoop, uma cooperativa de bancários. A saída dos promotores do caso ocorre depois que os autos envolvendo Lula foram transferidos para o juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pela operação "Lava Jato”. Lula e a esposa, Marisa Letícia, foram indiciados em agosto deste ano pela Polícia Federal por terem recebidos benefícios e vantagens ilícitas na reforma do apartamento e na guarda de bens. Na denúncia do MP-SP, os promotores afirmaram que Lula, seu filho Fábio Luís e Marisa Letícia lavaram dinheiro ao ocultar a posse do apartamento, e que esta seria apenas uma de várias irregularidades envolvendo a empreiteira OAS e a Bancoop. Segundo os promotores, uma série de pessoas foi lesada quando a cooperativa transferiu imóveis para a empreiteira. Quando a construtora assumiu as obras, alguns cooperados foram cobrados por valores não previstos inicialmente. A decisão da Justiça comum de São Paulo de transferir o caso para Sérgio Moro teria irritado os promotores, que acusaram os magistrados de terem feito um "acordo ilícito" para dividir as investigações. Apesar da insatisfação dos promotores, a divisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em novembro deste ano, o ministro Marcelo Navarro negou pedido feito pela defesa do ex-presidente para suspender as investigações sobre o apartamento triplex.